quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - ALEGRAI-VOS!


E o verbo se fez carne

O terceiro domingo do Advento, no qual se pode utilizar como cor litúrgica o roxo ou o róseo, é chamado de Domingo Gaudete. Isto se dá em virtude do Introito da missa desse dia, que traz o texto de Fl 4,4-5 que, traduzido, significa: “Alegrai-vos sempre no Senhor: isto mesmo vos digo, alegrai-vos. O Senhor está perto”. Como o verbo inicial é o verbo gaudere que, no imperativo, fica gaudete, essa primeira palavra acabou dando “nome” a este domingo. Neste domingo, semelhante ao que acontece no domingo Laetare, na Quaresma, nos alegramos pela proximidade da grande solenidade que estamos a esperar, neste caso, o Natal do Senhor.
A primeira leitura, um trecho do livro do profeta Isaías, nos apresenta nos dois primeiros versículos, a vocação do profeta. O profeta foi ungido, ou seja, tornou-se um “Messias”, foi envolvido com o espírito de Deus para anunciar a boa nova aos pobres, curar as feridas da alma, pregar a redenção dos cativos e a liberdade aos presos e para proclamar um ano da graça do Senhor. O segundo trecho lido nesta liturgia, os vv. 10-11, trazendo uma ação de graças. Para expressar a intensidade da sua ação de graças o autor sagrado utiliza, como é próprio no hebraico, a expressão “Exultando, exultei”, que, em português, o nosso lecionário traduz como “Exulto de alegria”. O autor sagrado quer destacar a alegria do profeta, que percebe a salvação vinda de Deus como uma “veste” de salvação, como um “manto” de justiça, como os “adornos de uma noiva ou de um noivo”. Por fim, a leitura termina com a proclamação da ação gloriosa de Deus, que fará sua “justiça” e seu “louvor” aparecer na Terra diante de todas as nações.
Essa leitura está conectada com o mistério que estamos para celebrar. A justiça de Deus, o seu louvor, é o Cristo, que, no mistério do seu Natal, foi manifestado na Terra diante de todas as nações. Em Cristo é que a justiça do Pai, que é salvação, se manifestou para nós. O sacrifício do Senhor, sua cruz, foi o máximo louvor oferecido ao Pai no Espírito. A liturgia da Igreja é sempre atualização desse mistério único, porque só assim o Pai pode ser perfeitamente louvado. Em Lc 4,18-21 Jesus vai dizer que essa profecia se realizou plenamente n’Ele.
Assim sendo, podemos já na proximidade da celebração do nascimento do Salvador nos unir a Maria, no seu canto de ação de graças. O salmo responsorial desse domingo é formado por versículos do magnificat que, embora não seja um salmo, é um cântico de louvor encaixado dentro da narrativa do terceiro Evangelho. Ali Maria canta a Deus o seu louvor, porque ele voltou Seu olhar para os humildes, para os sedentos de justiça. No magnificat Maria reconhece a grandeza de Deus que operou nela maravilhas. Com Maria devemos alegrar-nos, atendendo ao convite do apóstolo na segunda leitura: “Estai sempre alegres! Rezai sem cessar. Dai graças em todas as circunstâncias, porque essa é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo.” E o motivo da nossa alegria é a chegada do “esperado das nações” (cf. Gn 49,10).
O Evangelho nos faz olhar mais uma vez para a figura de João Batista. Os vv. 6-8 pertencem ao chamado “prólogo de João”, onde o evangelista desenvolve o tema da pré-existência de Cristo: “No princípio era o Verbo...” Ouvimos hoje os dois versículos do prólogo que fazem menção a João. João veio como “testemunha”, para dar “testemunho da luz”. João não era a luz, mais veio dar “testemunho da luz”.
Nos versículos 19 a 28 temos a descrição do seu testemunho. João começa dizendo que João Batista veio como testemunha e, agora, ele descreve como que concretamente esse testemunho se deu. João está batizando e, ao ser perguntado se ele era o Messias ou o profeta, pronta e humildemente ele nega e diz a verdade sobre si mesmo: “Eu sou a voz que grita no deserto: aplainai o caminho do Senhor”. João Batista anuncia ainda que o seu batismo é prefiguração de um outro, porque depois dele virá alguém maior, do qual ele se sabe indigno se desatar até mesmo a correia dos calçados.
Somos chamados nesse tempo do Advento a imitarmos as virtudes das personagens bíblicas com as quais vamos travando contato através da escuta cotidiana da Palavra de Deus. João Batista é, sem dúvida, uma figura eminente. Assim como ele, também nós somos chamados a ser “testemunhas”. De fato, nós não somos a luz, mas isso não impede que sejamos “testemunhas da luz”. A luz é o Cristo. O próprio Credo Niceno-Constantinopolitano nos ilustra isso quando diz que Ele, o Cristo, é “Luz da Luz”. Ele veio iluminar os homens, mas quer escolher alguns para serem suas testemunhas. Não somos a luz, não somos perfeitos, erramos e muito, mas devemos buscar acertar e jamais podemos nos calar e deixar de testemunhar.
O testemunho pode sair caro, pode custar a nossa própria vida. Foi assim, ao menos, com João Batista, mas o medo não pode nos paralisar. Se Deus quer contar conosco devemos nos engajar no seu projeto amoroso, a fim de sermos suas autênticas testemunhas.
Assim como João precisamos reconhecer a verdade sobre nós mesmos. Nós não somos os salvadores, mas somos servos d’Aquele que veio nos salvar. Nós não somos a verdade, mas somos mensageiros da Verdade de um outro, do Cristo, que quer contar conosco para levarmos adiante a boa-nova do seu Evangelho.
Que os dias que ainda nos restam neste tempo de Advento sejam uma oportunidade para nos encontrarmos com a Verdade que é o Cristo. Que Ele, que é Luz, ilumine as trevas do nosso coração, e nos leve a uma atitude firme e verdadeira de conversão. Que sejamos suas “testemunhas”, a fim de espalharmos no mundo a boa-nova da salvação.

Pe. Fábio Siqueira
Vice- Diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida
Diretor Espiritual do Senatus RJ


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - MÍSTICA NATALINA





Na criação, em sua globalidade, está impressa a marca do amor gratuito do Criador. Convicção que faz a pessoa de fé encantar-se, maravilhar-se por cada partícula única, pela imensidão do que se chama matéria e alegrar-se consigo mesma, por sua milagrosa condição filial. Ao encarnar-se, na história de Jesus, Deus explicita totalmente seu projeto salvífico. Mistério inesgotável; de grandeza exuberante. O Senhor, do céu, desceu para que fosse exaltada toda criação. Bondade pura, de Criador para criatura, em Jesus. Evento de densidade tamanha no qual o eterno revela a densidade sacramental de sua obra. Rebaixou-se para mostrar a dignidade das tonalidades amorosas variadas. De fato, lá já estava porque tudo fez. Entretanto veio para que a luz escondida brilhasse tão salvadora. Todas as coisas pertencem a Ele e falam d´Ele, caminham para Ele. O universo, como conjunto infinito, reúne-se ao redor de seu parco nascimento. Cada fragmento de matéria transforma-se num louvor filial. E é bom ser gente, porque gente sente, fala, canta, encanta-se e pode acolhê-Lo num jeito de ser também sacramental, que diz de sua operosa oferta de amor e continua realizando-a.

Crer em Jesus, portanto, é seguir suas palavras e gestos. É mergulhar a existência na inesgotável reserva de sentido que sua vida possui, fazendo do cotidiano uma verdadeira instância crítica porque crística - cristológica . Sim, ao serem modelados como humanos, no Espírito do Cristo, as atitudes dos discípulos devem irradiar cada cenário no qual se desdobra o amor maior. Não é possível levar a sério a opção carnal feita pelo divino caso não haja empenho de seus seguidores por uma defesa ecológica, antropológica, teológica etc. O Natal de Jesus é convite primeiro ao encantamento pela obra criação. Posturas de posse, de domínio, de destruição devem dar lugar a uma sobriedade na forma de lidar com as coisas. O voraz movimento que o consumismo capitalista impôs como norma de felicidade, apressadamente está construindo cenas muito infelizes. Ser mais simples, desapegados de tantas posses supérfluas, trata-se de um verdadeiro testemunho ecológico.

E o que dizer das feridas humanas? A carne finita, de todos, já daria material suficiente que justificasse o cuidado mútuo. Atitudes coletivas de solidariedade e amparo diante de uma condição limitada, desamparada. No entanto, em diversas circunstâncias tratam-se de verdadeiras fraturas expostas, geradas pela fome, pelas guerras, pelas doenças, pela exclusão. Não é possível ser natalino sem se tocar por tais realidades de tantos irmãos e irmãs. A fartura, o desperdício, o acúmulo também daquela noite de Natal, caso reforce uma mentalidade excludente, são exemplos de verdadeiro escândalo diante daqueles que não possuem as mínimas condições de sobrevivência. Em alguns casos, ilusoriamente pensa-se que Jesus está presente nessas ceias descompromissadas e, às vezes, fraudulentas. Infelizmente ele não chegou lá, está ocupado pelas margens do caminho, sem abrigo, sofrendo com aqueles que não podem festejar.

A fé natalina também não pode acostumar-se somente com a beleza estética de seus ritos e rezas. A liturgia é fonte cristalina na qual o cristão abastece a alma para seguir a missão. Por isso, natal é também senha da caridade como elemento central de quem crê. Afinal, o amor encarnou-se autorizando o ser humano a viver iluminado por uma mística cotidiana amorosa. Não vale acostumar-se somente com a beleza, meu irmão; estética sem ética é matéria perigosa. Gera ilusão de onipotência que conforta, todavia que expõe ainda mais os perigos da desigualdade. A grande beleza do cristão encontra-se em sua vocação transformativa, construtiva, solidária. Nada mais bonito do que o movimento redentor ser visualizado pela construção do bem comum, por exemplo. Natal somente pra ricos é idolatria. Quando os pobres também o celebram, é arte, utopia. Tem companhia de José, Jesus e Maria, mesmo que seja na mais humilde estrebaria. E como será o seu, caro leitor?

Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

IMACULADA CONCEIÇÃO - CHEIA DE GRAÇA


No dia 8 de dezembro, a Igreja de Cristo festeja a Imaculada Conceição. Em festa, também está a Congregação do Santíssimo Redentor, que saúda a amada padroeira.
O nascimento do Filho de Deus Pai aconteceria, segundo a sua vontade, de uma mulher. Isto requisitaria, impreterivelmente, condições especiais àquela que seria a Mãe do Redentor e Salvador da humanidade. O seu corpo e sua alma, seu pensamento e atitudes, seu amor e a sua fé não poderiam ter a marca do pecado e da fraqueza. Não existe Maria sem Jesus, como não existe Jesus sem Maria, e esta união exige o mistério divino da concepção sem mácula.
Santo Afonso, desde pequeno, esteve próximo à Imaculada, defendendo seus privilégios e propondo uma devoção profunda e bem fundamentada. Explicou e amou esta verdade, muito antes da proclamação do dogma. Na primeira edição da “Teologia Moral”, de 1748, e no livro “As glórias de Maria”, publicado em 1750, por exemplo, ele ensinava sobre a doutrina da Imaculada Conceição de Maria.  Não foi só isso; ao todo, Afonso escreveu 12 obras dedicadas a ela.
Os redentoristas veneram a Virgem sob este título, que é modelo de conduta e fonte de intercessão. Ela está presente no mistério da Copiosa Redenção, pois Deus não quis salvar nem redimir o mundo sem a presença de Maria – ela que esteve presente nos momentos de redenção que viveu seu filho Jesus e continua sempre presente nos trabalhos missionários e de evangelização, intercedendo pelas boas obras, o que a faz com que seja amada, conhecida e reconhecida por todos.
Somente no ano de 1854, o Papa Pio IX definiu oficialmente o dogma da Imaculada¹ como verdade irrefutável. Uma verdade em que o povo de Deus sempre acreditou – e compreendeu. Em Maria está explícito o mistério de Deus, agindo por Cristo.  Em Maria, Deus alcança toda a humanidade e demonstra sua disposição de amor.
Viva sua Santa e Imaculada Conceição!

¹ Constituição Apostólica Ineffabilis Deus.

Maria Eulália Mello
Fonte: Jornal O REDENTOR, Paróquia Santo Afonso, Tijuca, RJ 


terça-feira, 25 de novembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - 2° ALMOÇO INTEGRAÇÃO


A chuva no domingo,  dia 23 de novembro, não diminuiu  a vontade de participar do almoço feito pela Legião de Maria com o apoio de diversas pastorais e grupos da Paróquia, num feliz trabalho de integração. 




Padre Luis Carlos, nosso pároco, deu-nos a bênção, seguido de um coro saudando Nossa Senhora com músicas marianas, pois o almoço comemorava antecipadamente a festa de N. Sra das Graças, no dia 27. 







Aconteceu também o show de prêmios, que  animou a comunidade e os amigos que prestigiaram o evento, foi uma tarde de confraternização e alegria, por estarem ajudando, também, na Campanha de Climatização da Santo Afonso. 
Chuva de Graças!


Maria Eulália Mello

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - PEREGRINAÇÃO À PENHA 2014

PELA 21ª VEZ LEGIÃO DE MARIA VAI AO SANTUÁRIO DA PENHA

A Legião de Maria pela 21ª edição organizou a caminhada até o Santuário de Nossa Senhora da Penha. Na manhã de 15 de novembro, os Legionários de todos os cantos do estado se encontraram no Largo da Penha, para participar de Via Sacra, Rosário, e da Missa na Concha Acústica da Igreja.



Esse ano todos os sites de tempo mencionavam a presença de chuva no horário. A noite de véspera não negava essa informação. Mas, para surpresa de todos, a chuva cessou e até o sol discreto apareceu. A missa foi presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e Assistente Eclesial da Legião de Maria junto a CNBB, Dom Edson de Castro Homem, e contou com os serviços do Diácono Waldecir Ferreira, da Arquidiocese de Niterói. “É para o engrandecimento de todos verem a Legião de Maria perseverando na caminhada. Sentimos que Maria se torna a ícone que nos leva a Jesus. Hoje Nossa Senhora com o título de Penha intercede por todos nós”, rogou o Diácono.




Na homilia Dom Edson destacou a fé. “Precisamos insistir e rogar a Deus e a Maria, sempre com simplicidade, vontade e fé. Quando Nossa Senhora apareceu em Fátima, aquelas crianças mal sabiam rezar a Ave-Maria, mas mostraram muita fé. Dessa forma, precisamos recitar a palavra Ave-Maria, e com essa fé ir adiante e rezar a oração inteira, depois chegar a 10, quem sabe a 50, que é o terço, e por fim, o rosário. Se depois for dormir, pode ter certeza que vai sonhar com os anjos”, revelou.

Dom Edson exaltou a conversa com Deus. “Rezar é importante e faz parte da nossa vida, mas será que quando Jesus voltar vai encontra fé na Terra? Acredito que vai encontrar muita gente boa em oração, espero que entre elas esteja a Legião inteira. Que Nossa Senhora também nos acompanhe nesse momento derradeiro e conclusivo, para que possamos rogar sua intercessão. Que nessa ocasião tenhamos o coração limpo, perdoado a todos, e ninguém com magoa de nós. Que lembremos que a oração pacifica-nos, nos orienta, e nos dar confiança”, destacou Dom Edson.

Ele ainda mostrou a importância da caminhada. “Ao fim da nossa romaria, que rezamos a via-sacra, o rosário e a missa, vamos continuar em oração e agradecer, com certeza Deus estará contente conosco. Nossa Senhora também fica contente, em especial quando falamos muito obrigado por tudo minha Mãe”, concluiu.

No evento se destacou a presença de muitos jovens. “Lindo é ver essa juventude, e especial louvando a Nossa Senhora”, comentou a Presidente do Comitium Mediatrix Leopoldina, Maria das Graças. Ao final Dom Edson falou com exclusividade sobre o positivo que foi o evento. “Esse ano, como todos, se fez uma bela romaria ao santuário, se percebeu piedade e devoção nessa participação”, acrescentou Dom Edson.

Hélio Euclides
Assessor de Comunicação

Legião de Maria/RJ

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - JESUS NÃO NOS PEDE PARA CONSERVAR A SUA GRAÇA EM UM COFRE!



No Angelus, o Papa reflete sobre a parábola dos Talentos

Apresentamos as palavras do Papa Francisco pronunciadas antes de rezar a oração mariana do Angelus neste domingo, 16 de novembro, na Praça de São Pedro. 

Queridos irmãos e irmãs, bom dia,
O Evangelho deste domingo é a parábola dos talentos, tirada de São Mateus (25, 14-30). Conta sobre um homem que, antes de partir para uma viagem, convoca os servos e confia a eles o seu patrimônio em talentos, moedas antigas de grande valor. Aquele patrão confia ao primeiro servo cinco talentos, ao segundo dois, ao terceiro um. Durante a ausência do patrão, os três servos devem fazer frutificar este patrimônio. O primeiro e o segundo servos dobram, cada um, o capital de partida; o terceiro, em vez disso, por medo de perder tudo, enterra o talento recebido em um buraco. No retorno do patrão, os dois primeiros recebem o louvor e a recompensa, enquanto o terceiro, que restitui somente a moeda recebida, é repreendido e punido.

É claro o significado disso. O homem da parábola representa Jesus, os servos somos nós e os talentos são o patrimônio que o Senhor confia a nós. Qual é o patrimônio? A sua Palavra, a Eucaristia, a fé no Pai celeste, o seu perdão… em resumo, tantas coisas, os seus bens mais preciosos. Este é o patrimônio que Ele nos confia. Não somente para ser protegido, mas para crescer! Enquanto no uso comum o termo “talento” indica uma qualidade individual – por exemplo talento na música, no esporte, etc., na parábola os talentos representam os bens dos Senhor, que Ele nos confia para que o façamos dar frutos. O buraco cavado no terreno pelo “servo mau e preguiçoso” (v. 26) indica o medo do risco que bloqueia a criatividade e a fecundidade do amor. Porque o medo dos riscos do amor nos bloqueia. Jesus não nos pede para conservar a sua graça em um cofre! Jesus não nos pede isso, mas quer que a usemos em benefício dos outros. Todos os bens que nós recebemos são para dá-los aos outros, e assim crescem. É como se nos dissesse: “Aqui está a minha misericórdia, a minha ternura, o meu perdão: peguem-no e façam largo uso”. E nós, o que fazemos?  Quem ‘contagiamos’ com a nossa fé? Quantas pessoas encorajamos com a nossa esperança? Quanto amor partilhamos com o nosso próximo? São perguntas que nos farão bem. Qualquer ambiente, mesmo o mais distante e impraticável, pode se tornar lugar onde fazer frutificar os talentos. Não há situações ou lugares incompatíveis com a presença e o testemunho cristão. O testemunho que Jesus nos pede não é fechado, é aberto, depende de nós.

Esta parábola nos exorta a não esconder a nossa fé e a nossa pertença a Cristo, a não enterrar a Palavra do Evangelho, mas a fazê-la circular na nossa vida, nas relações, nas situações concretas, como força que coloca em crise, que purifica, que renova. Assim também o perdão, que o Senhor nos dá especialmente no Sacramento da Reconciliação: não o tenhamos fechado em nós mesmos, mas deixemos que desencadeie a sua força, que faça cair muros que o nosso egoísmo levantou, que nos faça dar o primeiro passo nas relações bloqueadas, retomar o diálogo onde não há mais comunicação… E por aí vai. Fazer com que estes talentos, estes presentes, estes dons que o Senhor nos deu sejam para os outros, cresçam, deem frutos, com o nosso testemunho.
Acredito que hoje será um belo gesto que cada um de vocês peguem o Evangelho em casa, o Evangelho de São Mateus, capítulo 25, versículos de 14 a 30, Mateus 25, 14-30, e leiam isto, e meditem um pouco: “os talentos, as riquezas, tudo aquilo que Deus me deu de espiritual, de bondade, a Palavra de Deus, como faço com que cresçam nos outros? Ou somente os protejo em um cofre?”.

E também o Senhor não dá a todos as mesmas coisas e no mesmo modo: conhece cada um de nós pessoalmente e nos confia aquilo que é certo para nós; mas em todos, em todos há algo de igual: a mesma, imensa confiança. Deus confia em nós, Deus tem esperança em nós! E isto é o mesmo para todos. Não o desiludamos! Não nos deixemos enganar pelo medo, mas vamos retribuir confiança com confiança! A Virgem Maria encarna esta atitude no modo mais belo e mais pleno. Ela recebeu e acolheu o dom mais sublime, Jesus em pessoa, e à sua volta O ofereceu à humanidade com coração generoso. A ela peçamos para nos ajudar a sermos “servos bons e fiéis” para participar “da alegria do nosso Senhor”.

Fonte: ROMA, 16 de Novembro de 2014 (Zenit.org

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - TESTEMUNHO DE VIDA!

TIA ISA, DISCÍPULA DA PAZ E DO AMOR

 
Isa Marques Braga nasceu em 24 de maio de 1940. Ela trabalha como babá desde os 14 anos. Você está reclamando da sua vida? Então leia este depoimento e aprenda a viver.
Não conheci ninguém da minha família, fui criada na Fundação Romão Duarte... Não tenho raiva da minha mãe porque não a conheci, ela deve ter tido os seus impedimentos... Na Fundação, fui muito feliz. Brincava de boneca, de ‘amarelinha’ e de outras coisas; adorava comer laranja. Ajudava a limpar o refeitório, cortava as franjas das minhas amigas, fazia tranças, penteados. Éramos muito felizes. A comida não era tão boa, então eu comia dois pães de manhã. Um dia, a mãe da minha melhor amiga, Maria de Jesus, veio buscá-la, mas eu, como não tinha mãe, fiquei.
“Fiz a minha Primeira Eucaristia na Fundação, aprendi a ler e a escrever lá, as freiras eram boas pra mim. Saí da Fundação com 10 anos e fui morar em uma casa, onde estou até hoje.
“Moro atualmente com a minha irmã de criação, filha da senhora que me criou, e agora oriento os outros empregados. No início era apenas babá, ajudava com as crianças, brincava de boneca etc.. Mas o tempo foi passando, e eu aprendi a cozinhar e passei a ajudar a cuidar dos filhos da minha irmã de criação. Amo esses meninos como meus netos. O Antonio Pedro tem 39 anos; o João Tiago, 36 e o Paulo Rafael, 27. Sei que eles me amam muito também.
“Hoje pratico Tai chi chuan, olha como consigo chegar até o chão.
“Estou na Santo Afonso há uns 40 anos. No início frequentava outra igreja, mas, depois das missas eu corria pra cá. Não existe paróquia mais animada que a Santo Afonso...
“Na Santo Afonso, eu servi na Pastoral das Domésticas, onde fui quatro vezes coordenadora. Atualmente, sirvo na Pastoral da Família, na Legião de Maria*, no Coral Santa Zita (santa que é protetora das empregadas domésticas). Quando eu fiz 50 anos a Pastoral Familiar fez uma missa linda e o Coral dos Casais cantou só pra mim.
“Meus santos de devoção são Santo Afonso e Nossa Senhora Aparecida.
“Uma coisa levo comigo, não gosto de briga, não vivo resmungando. Nasci pra fazer o bem e para ajudar as outras pessoas. Também, se eu ficar de cara amarrada, ninguém vai gostar de mim. Assim que aprendi a viver”.
Tia Isa, um grande exemplo de vida para todos nós.
Letícia Brasiliense
* Isa é legionária ativa do Praesidium Causa de Nossa Alegria

Fonte: Jornal O REDENTOR, novembro de 2014 - Paróquia Santo Afonso

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

LEGÃO DE MARIA - AMIGOS DE JESUS!



Sem relação cotidiana, esmerada, com o Senhor da vida, nenhuma experiência cristã sobrevive, ainda mais em tempos de tantas interpelações. Amizade aprofundada, feito gente que se doa continuamente. Ele do Céu, fonte viva; da terra, seus discípulos, sempre aprendizes. Relação diferenciada, dialogal. Não pode Jesus ser apenas extensão das emoções pessoais. Outro que interpela, provoca, faz andar. Às vezes consola; em outros momentos, inquieta, na luta contínua pela construção de seu Reino. Senhor, somente Ele; seres humanos, são criaturas. Infelizmente, quantas fragilidades em variadas formas espirituais que rondam mundo afora. Muitas delas, apenas baseadas em caricaturas de Jesus Cristo. Ou seja, recortam-se pequenas partes do Evangelho, as que mais agradam, que são convenientes, sem disposição para segui-Lo em sua globalidade. Jesus Cristo, parceiro de fé, é pessoa de história inesgotável, dom inaugural do Pai. Na terra, abriu caminhos de fraternidade, sendo Ele mesmo o amor; do céu, aprofunda o sentido da existência do cristão, com o mistério da Ressurreição. Veja, pois, o quanto é necessário cuidar de tão grande relação para que não aconteça certa anemia espiritual.

Cuidado, isso mesmo! Começa pela atenção diária aos apelos que Ele faz ao sacrário de cada consciência. A iniciativa? É d´Ele o primeiro passo. Por isso, a urgência do silêncio oracional. Horas boas para apreciar a companhia de um amigo tão nobre, que sempre bate em portas cordiais. Esvaziando a alma dos excessos, sobrará mais espaço para um encontro amoroso com o próprio amor. Vencendo medos, barreiras tantas, a oração será chave que abre o mais íntimo de cada um diante do Redentor. Rezar nem sempre é curtir sentimentos bons ou repetir palavras. Muitas vezes é apenas deixar Cristo conduzir-nos, na força do Espírito, ao encontro dos acenos de Deus. É estar com Ele em colóquios libertadores. Ali­ás, quem nunca derramou lágri­mas, num mergulho sincero em sua condição limitada, frágil, sem fuga, certamente não experimentou o consolo divino dizendo, coragem! Cuidemos, então, da oração como se cuida daquela repartição mais sagrada que gostamos de frequen­tar em todos os momentos. De fato, como entender a Bíblica, alimento principal, sem escutá-la com aten­ção? Ou como compreender a von­tade de Deus se apenas escutamos a própria vontade?

Sinceridade, para purificar ar­madilhas como a do auto-engano, é outro ponto importante. Uma es­pécie de termômetro corajoso que nos impulsiona a nos apresentar ao Senhor do jeito que somos. Com as bagagens belas, mas também com as sombras. A realidade, para além do intimismo, deve participar ativa­mente da amizade com Jesus Cris­to. É triste encontrar pessoas tão piedosas, todavia alienadas. Não conseguem perceber nada para além de suas convicções, mergu­lhadas em posturas de fé superfi­ciais e perigosas. Não se esqueça, irmão de fé, daquela história do bom samaritano. Ela é real! Deus faz um caminho de total entrega para en­carnar-se em nossa frágil existência, movimento que tem sua plena rea­lização na kênosis de Cristo. Será que ainda vamos continuar buscan­do-O somente no céu de nossas fantasias? Ah, como é urgente a mística do cotidiano fraterno. Uma amizade sadia com Cristo indispen­savelmente nos faz ser mais amigos uns dos outros; mais sensíveis com o planeta; mais encantados com o universo. Mística não é coisa pra quem gosta de morar nas nuvens. É jeito bom dos que sabem que o Deus de Jesus Cristo mora mesmo é na história, aceitando participar, com a vida, da misteriosa aventura do amor encarnado.

Pe. Vicente Ferreira, C.Ss.R.
Superior Provincial





domingo, 9 de novembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - FESTA DA IGREJA-MÃE, 9 DE NOVEMBRO


Hoje também ocorre a festa da  Dedicação da Arquibasílica do Santíssimo Salvador, mais conhecida como Basílica de São João de Latrão, considerada mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade e do mundo, pois é a Catedral de Roma. Nela está a Cátedra permanente do Papa. É a mais antiga, em dignidade, do que a  própria Basílica de São Pedro, no Vaticano.

A festa nos lembra que o verdadeiro templo é constituído pela assembleia viva dos filhos de Deus, reunidos em Cristo pela ação do Espírito Santo.


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

terça-feira, 4 de novembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - "RENDEI GRAÇAS AO SENHOR!"



Estimado(a) irmão(ã), em todos os tempos precisamos reconhecer as graças de Deus em nossa vida. Novembro caracteriza-se, liturgicamente, pela coroação de Jesus como Rei do Universo. Essa festa tem muito a nos dizer, pois engloba realidades que estão em nosso mundo interior e situações com as quais lidamos diariamente.
O mês é inaugurado com o dia de Todos os Santos, quando nós, que também somos chamados à santidade, festejamos todas as pessoas que passaram pelo mundo e se santificaram. Deus conhece profundamente o ser humano, nós às vezes nem nos conhecemos direito, quanto mais aos outros. A Igreja reservou esse dia para homenagear todos aqueles que chegaram à maturidade na fé, depois de terem conseguido se reconciliar amorosamente com quem tiveram a oportunidade de conviver na terra.
A celebração de Finados coloca em questão a forma com que lidamos com a morte. Em nossa sociedade, por exemplo, onde tantos morrem por falta de atendimento médico ou por acidentes em rodovias, a morte do indivíduo vira estatística. Em meio às guerras de tráfico ou ingestão de drogas, a morte parece banal. Nesse sentido, os pesadelos da infância sobre a morte viraram realidade. Entretanto, se entendermos o mistério da morte como travessia para a plenitude, aí sim poderemos vê-la com serenidade. Trata-se da total pacificação, liberdade plena, gozo eterno, diante do olhar amoroso do Criador.
O salmista canta: “Que poderei retribuir ao Senhor, por tudo aquilo que ele me fez”. Na festa de Ação de Graças, comemorada no dia 20, o mesmo dia da Consciência Negra, somos lembrados que tudo o que recebemos e temos vem de Deus. É hora de agradecer e rendar graças àquele que nos deu um mundo maravilhoso para a gente administrar e desfrutar. Quando digo “a gente” me refiro a todo ser humano. Cada vez mais é preciso tomar consciência de que, para além das diferenças físicas, somos iguais, filhos do mesmo Pai.
Coroar Jesus como Rei do Universo significa reconhecer que o filho de José, um simples carpinteiro, e de Maria, “dona de casa”, é santo, ou seja, a santidade consiste em saber viver com dignidade em meio às lidas diárias. Esse mesmo Jesus morreu de forma trágica para os seus discípulos e todos aqueles que o amavam e o seguiam. Entretanto, para o Império Romano, ele se tornou mais um na estatística; para as autoridades judaicas, menos um para conscientizar o povo acerca da igualdade que existe entre judeus e gregos, pobres e ricos, homens e mulheres, graças a bondade do Pai, que ama a todos sem distinção.
Coroar Jesus é reconhecer, com enorme gratidão, a presença de Deus entre nós. Jesus tem o seu trono na cruz. Ele reina em meio aos crucificados de nosso tempo. Vale lembrar que, para nos arrancar do Calvário em que vivemos, Cristo nos ofereceu a sua mãe, como companheira e medianeira de todas as graças.
Assim, encerramos o Tempo Comum da Igreja, louvando e agradecendo pelas graças que nos são concedidas o ano todo.
Pe. Luis Carlos de Carvalho Silva, CSsR       

domingo, 2 de novembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - O ÚLTIMO DESEJO


Diante do iminente desenlace de um paciente, o médico resolveu realizar seu último desejo: naquela manhã, quando entra pela porta adentro, o médico vê o rosto do paciente se iluminar, suas mãos são entrelaçadas com força e sofreguidão pelo enfermo que desabafa: "Doutor, tenho muito medo, por favor, responda-me com todo o seu conhecimento científico, com toda a sua experiência na medicina, o que me espera, o que acontece após a morte?" Olhando-o com ternura e amizade, o médico apenas ousou balbuciar: "Não sei."

Não sabe? Repetiu, decepcionado, o doente... Ato contínuo, o médico vai até à porta do quarto e a escancara.  No mesmo instante o cãozinho do paciente irrompe pela porta, e, num salto, vai ao encontro de seu dono, do seu amigo: o médico realizara seu último desejo.

Voltando-se para o enfermo o médico lhe disse: "Vê o que aconteceu neste quarto? Seu cãozinho nunca esteve aqui, não conhecia nenhum dos enfermeiros, mas porque sabia que atrás daquela porta encontrava-se o seu dono, o seu grande amigo, tão logo ela se abriu, veio correndo, cheio de alegria ao seu encontro.  Eu também não sei o que se passa  após a morte, mas porque sei que atrás da porta desta vida está o grande Amigo que por nós morreu e ressuscitou, e nos disse "Eu sou a ressurreição e vida, quem crer em mim viverá eternamente", quando as portas da eternidade se abrirem para mim, tenho certeza que correrei ao encontro d'Ele, como seu cãozinho hoje veio a seu encontro..."

Que neste dia de profunda saudade em que somente a fé nos consola, recordemos do fundo do coração as palavras do nosso grande amigo Jesus, que se entregou na cruz por nós e ressuscitou: "Não perturbe vosso coração, crede em Deus, crede em mim. Vou preparar para vós um lugar, na casa de meu Pai há muitas moradas". e que essas palavras de vida, pronunciadas por aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida, encham de luz nossa alma, transformando a tristeza, a saudade e o luto, na expectativa do encontro definitivo no Céu. que a Virgem Maria, Porta do Céu e Rainha da Paz, que experimentou como nós a saudade e a dor da perda de José, seu castíssimo esposo e de Jesus, seu divino Filho, interceda por nós.

Fonte: Folheto A MISSA, ano A, n° 59 - 2 de novembro de 2014 - 


COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS, 2 DE NOVEMBRO



  “Face a face com Cristo!”

Nós, cristãos, cremos na vida eterna, pois Cristo ressuscitou. Hoje, ao celebrarmos todos os fiéis defuntos, não estamos comemorando a morte e, sim, nossa fé na ressurreição. No dia em que celebramos os mortos, tudo fala de vida, de modo que podemos afirmar, com toda certeza e alegria, que morrer é viver. A razão disso tudo é a pessoa de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, primeiro fruto dentre os que ressuscitam dos mortos, nosso irmão mais velho e vencedor da morte.

Sentimos saudades daqueles que partiram, pois eles fizeram parte da nossa vida e os amamos por tudo o que significaram para nós, por isso dedicamos este dia para rezarmos por eles. Deus aceita nossas orações, pois Ele, na sua onisciência divina, conhece todos aqueles que partiram.


Assim, neste dia de esperança, de comunhão com quem amamos e que já partiu, a ressurreição de Jesus é uma luz para nossa fé na vida eterna. Nesta celebração, damos graças ao Pai porque experimentamos em nossa realidade esse mistério da vida que passa pela morte. Em Cristo está a nossa certeza de que, vivendo e construindo seu Reino aqui, também o herdaremos na eternidade.

Pastoral Litúrgica (Paróquia Santo Afonso)

sábado, 1 de novembro de 2014

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS, 1 DE NOVEMBRO



Povo de Deus, povo de Santos!

 Nesta celebração eucarística celebramos a vida de Deus e nossa vida; renovando nossa vocação à santidade como um dom que o Pai nos concede no presente, junto com o desafio de sermos santos, como nosso Deus é santo. Todos somos chamados à vida de santidade. São oito propostas para sermos santos, nas quais Jesus estabelece as condições indispensáveis para ingressar no reino; essa é a nossa vocação, a busca da santidade. Celebrar a memória de Todos os Santos é olhar para nossa caminhada eclesial. A santidade é construída no dia a dia, em nossas tarefas e no compromisso com o Evangelho de Jesus Cristo.

Ser santo nos dias de hoje significa ir contra corrente, num mundo cheio de hostilidades e rebeldias. A nova evangelização, tarefa da Igreja de hoje, será feita a partir do testemunho. Assim, fazemos memória a todos os santos e santas, pessoas bem-aventuradas que venceram as tribulações da vida cotidiana, permaneceram fiéis a Jesus Cristo e entregaram suas vidas ao serviço de seu Reino.


 Pastoral Litúrgica( Paróquia Santo Afonso, Tijuca, RJ)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - Sabemos ouvir o barulho de Jesus quando bate à porta?


 "Sem Cristo não temos identidade". Nestes termos, o Papa Francisco se expressou durante a homilia desta manhã(21 de outubro) na capela da Casa Santa Marta, refletindo sobre as leituras de hoje (Ef 2,12-22, Lc 12,35-38).

Conforme relatado no Evangelho de hoje, Jesus se compara com ao patrão da casa que volta tarde e elogia os servos fiéis que o esperavam vigiando com lâmpadas acesas. Depois, Jesus se faz servo de seus servidores e lhes serve o almoço na mesa.

O primeiro serviço que Ele faz aos seus discípulos é o dom da identidade cristã: São Paulo recorda aos Efésios que "sem Cristo", eles seriam "excluídos da cidadania de Israel."

 Jesus nos dá "cidadania, pertença a um povo, nome e sobrenome" e põe fim a toda inimizade entre nós. "Todos nós sabemos que quando não estamos em paz com as pessoas, eleva-se um muro - disse o Papa -. Um muro que nos divide, mas Jesus nos oferece seu serviço para quebrar este muro, para que nos encontremos. “Reconciliou-nos com Deus: de inimigos a amigos; de estranhos a filhos."

A condição para assumir essa "identidade" de servos, é de espera: "Quem não espera Jesus - disse o Pontífice - fecha a porta a Ele, não deixa que Ele faça essa obra de paz, de comunidade, de cidadania, e mais: de nome. Ele nos dá um nome. Nos faz filhos de Deus."

O cristão vive "da esperança cristã" e "sabe que o Senhor virá" e não nos encontrará "isolados" ou "inimigos", mas "amigos próximos, em paz."

Cada um de nós deve se perguntar: "Como espero Jesus?". E antes disso: "espero ou não espero?". O cristão deve ter o "coração aberto, para ouvir o barulho", quando Jesus "bate à porta, quando abre a porta"; sabe esperar por Ele.

O oposto é representado pelo "pagão", que "esquece de Jesus, pensa em si mesmo, nas suas coisas, não espera Jesus", faz “como se fosse um deus": eu me viro sozinho. Seu destino é acabar "sem nome, sem proximidade, sem cidadania", concluiu o Santo Padre recordando que, "muitas vezes nós cristãos nos comportamos como pagãos."


Fonte: http://www.zenit.org

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

LEGIÃO DE MARIA COMEMORA ANIVERSÁRIO
LEGIONÁRIOS EM FESTA SE REUNEM NA CATEDRAL

Criada em 1921 em Dublin, na Irlanda, a associação católica foi idealizada por Frank Duff, e chegou ao Brasil, especificamente na cidade do Rio de Janeiro, em 1951. Desse modo, na tarde de 07 de setembro, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, os Legionários comemoram 93 anos no mundo e 63 no Brasil.

A Catedral estava cheia, com inúmeros estandartes. O evento contou com reza do Terço, da Tessera, e Santa Missa presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, e Assistente eclesial junto a CNBB da Legião de Maria, Dom Edson de Castro Homem. Na homilia, Dom Edson destacou que não podemos esquecer a história da Legião de Maria. “Hoje estamos aqui para agradecer a Maria por interceder pelos que nos antecederam, os fundadores da Legião, que se tornou uma árvore frondosa. A Legião não caminha, avança pelo mundo, seguindo a Maria, que nos leva a Jesus. Maria está no lugar especial do Corpo Místico, e nós também fazemos parte, dessa forma, a nossa oração está sempre ligada a Jesus e a Maria. Ela que é Legionária conosco, e nos ensina a renovar as forças, a reconciliar e a orar. Sem ela não estaríamos aqui hoje.”, comenta.


Na Missa Dom Edson aproveito a oportunidade para mandar um recado para os Legionários. “Para o trabalho dar certo, o Legionário precisa saber conviver com as pessoas, aceitar os erros e defeitos. Destaco que Deus não chamou anjos, e sim pessoas. E nós pessoas somos complicadíssimas”, enfatiza. A celebração ainda contou com a presença dos Diáconos Waldecir Ferreira e Diácono Djair Silva, ambos da Regia de Niterói, do Diácono Elmo Irade, do bairro de Santa Cruz, e do Diácono Antonio Alfredo, do sub-bairro de Gardênia Azul, em Jacarepaguá.

Ao final Dom Edson fez questão de falar aos internautas. “Estamos comemorando 93 anos de fundação, unidos a outros Legionários do mundo. Se compreende que Deus inspirou Frank Duff para a fundação na festa da Natividade de Nossa Senhora”, destaca. A Presidente do Senatus Assumpta do Rio de Janeiro, Zélia Rainha estava contente com a força da Legião de Maria. “Fiquei muito feliz com a quantidade de Legionários. Mesmo num domingo os Legionários cumpriram a missão”, expõe.



Essa missão supera muitos obstáculos, e o Legionário não fraqueja. “Participo desde o tempo que essa festa era realizada em Campo Grande, depois veio para cá. Percebo que esse ano tinha mais Legionários, se via pelo número de estandartes”, conta a oficial da Curia Nossa Senhora da Conceição, em Parada de Lucas, Maria José.


 Hélio Euclides – Assessor de Comunicação

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - VIDA DE MISSÃO


A Igreja, em outubro, vem recordar o mandato de Jesus: Ide e anunciai! A missão tem sua grande motivação na experiência empática com Jesus. O encontro com o Mestre de Nazaré mexe com o coração da gente. Por isso, é natural que queiramos partilhar a vivência com aquele que deu novo sentido a nossa vida.
O evangelista João nos diz que, onde jaziam trevas, brilhou uma grande luz. Nós bem sabemos que, em alguns momentos de nossa vida, temos de enfrentar muitas sombras: ocasiões de sofrimentos, de atribulações e até de morte. Contudo, o contato com Jesus nos arranca da depressão e nos devolve a graça e o sentido da vida.
Assim que cria o ser humano, Deus lhe confere a missão de cuidar da preservação da vida. Por outro lado, quando o homem falece o salmista canta: é dolorida por demais, pelo Senhor, a morte de seus amigos. No Novo Testamento, por sua vez, encontramos Jesus nos ensinando o caminho da verdade, que conduz a plenitude da Vida.
Nesse sentido, em outubro, a Igreja e a sociedade levantam a sua voz contra tudo que gere violência e morte. Eventos como a Semana da Vida, o dia de Nossa Senhora Aparecida, o dia do Nascituro, dia do Padeiro, o dia das Missões e o dia das Eleições são momentos fortes de denúncia e de combate contra a banalização da vida, a discriminação, a fome, o fundamentalismo religioso e a alienação social, ainda presentes em nosso meio.
O mês se conclui com a festa da juventude. Isso nos leva a pensar que o ser humano precisa passar por todas as etapas de sua vida, para realizar bem o projeto de Deus, que é vida em abundância para todos nós. Para que atinjamos esse objetivo, Deus conferiu várias missões a nós todos. Por exemplo, a missão do professor (cuja data festiva é o dia 15 de outubro) é auxiliar a família a educar os alunos, para se tornarem pessoas valorosas, honestas e justas. A missão do médico (dia 18) é zelar pela saúde das pessoas e aliviar o sofrimento de seus pacientes.
A todos os profissionais que cuidam da vida, assim como a todos os missionários, que de tantas formas fazem o Reino de Deus acontecer em nossa sociedade, a graça da perseverança, da saúde e da paz!

Pe. Luis Carlos de Carvalho Silva, CSsR


domingo, 12 de outubro de 2014

NOSSA SENHORA APARECIDA, MÃE DE TODOS NÓS


 A ela entregamos, confiantes, as alegrias e as angústias que moram no nosso coração, onde pulsa a confiança na sua materna assistência.  Nossa Senhora nos mostra com ternura um remédio salutar: o Santo Rosário, enaltecido neste mês de outubro.

A imagem da Imaculada Conceição encontrada no rio reacendeu a fé e a esperança daqueles pescadores que a encontraram. Pessoas simples, pobres, que foram os escolhidos a vivenciarem o milagre. Porém, o encontro com a Mãe de Jesus é maravilhoso e grandioso demais.  É mistério divino que não comporta ser contido em si. A devoção se propagou largamente, e o manto de Nossa Senhora Aparecida alcançou toda a extensão do Brasil. Bendita nossa doce padroeira e protetora! 

A nossa missão evangelizadora, de filhos amados, é ajudar Maria Santíssima a fazer Jesus presente na vida de cada homem e de cada mulher, de modo que reflitam sua luz. Caminhemos com Maria!  Na sua escola, ela nos educa para que o Cristo viva mais em nós. E um de seus importantes ensinamentos está na prática da oração.

Pela arte da oração, o cristianismo deveria se destacar. A oração do Rosário é um exemplo, está na tradição da contemplação cristã e caracteriza-se por ser meditativa. Segundo São João Paulo II, na Carta Apostólica RosariumVirginis Marie (¹), é a oração do coração. Se é possível crer na vida alimentada pela presença de Deus, no dia a dia de cada um, a oração do Rosário, por ser simples e ao mesmo tempo profunda, torna-se um generoso caminho para encontrarmos frutos de santidade. Porque em cada oração está a semente da alegria do Evangelho, que, pelas palavras do Papa Francisco na exortação apostólica Evangelli Gaudium (²), “enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus.”

Maria Eulália Mello

(¹)Carta Apostólica RosariumVirginis Marie.
(²)EvangelliGaudium, Papa Francisco

VOCÊ SABIA?
- A Princesa Isabel quando veio ao Brasil pela segunda vez, ofertou um manto azul e uma coroa cravejada de diamantes, à imagem de Nossa Senhora Aparecida.
- Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial em 16 de julho de 1930, por decreto do Papa Pio XI. Cinquenta anos depois, foi decretado, oficialmente, o dia 12 de outubro como feriado nacional.


 Fonte: Jornal O REDENTOR, outubro de 2014 - Paróquia Santo Afonso, Tijuca, RJ

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

KOINONIA: DESCOBRIR O SENSO DE COMUNHÃO

O cristianismo começou com pequenas comunidades que se espalharam por todo Império Romano. Elas foram surgindo com uma força agregadora impressionante, pois nelas congregavam-se gente de diferentes classes sociais e culturas, o que rompia com as estruturas estabelecidas de então e proclamavam a utopia de uma humanidade unida em sua diversidade, formando uma única grande família. Aos poucos, os cristãos foram convencendo-se de que, para além de todas as identidades e nacionalidades, havia o apelo do Reino, convidando-os a ultrapassar as barreiras dos grupos sociais, a caminho de uma comunhão universal. Isso nos permite entender que desde sempre os cristãos foram chamados a ser um sinal claro de unidade na diversidade em meio à humanidade.
 
Os primeiros cristãos reconheceram na palavra grega Koinonia, o ideal que eles se comprometeram a viver e testemunhar a partir do batismo. De fato, Koinonia significa, entre outras coisas, “comunhão”, o desejo e o esforço de se viver a COMUM-UNIÃO de vontades, no esforço de construir uma humanidade nova e reconciliada, que não aceita a exclusão e a desagregação como critérios. As primeiras comunidades buscaram viver com radicalidade esta proposta desafiante: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum. Com grande coragem os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça”. (At 4, 32-33).
 
Sobre o testemunho da vivência da Koinonia, Justino, teólogo do séc. II, conta-nos: “Os que possuem muitos bens dão livremente o que lhes agrada. O que se recolhe é colocado à disposição do que preside. Este socorre os órfãos, as viúvas e os que, por doença ou qualquer outro motivo se acham em dificuldade, bem como os prisioneiros e os hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele assume o encargo de todos os necessitados”. Mas nem sempre foi assim... Aconteceram ao longo da história avanços e retrocessos, aconteceram divisões profundas no corpo místico de Cristo - que é a Igreja, que até hoje não se resolveram. A divisão entre os cristãos é um escândalo que depõe contra a nossa vocação de ser e fazer comunhão. É preciso também que estejamos atentos à globalização econômica, que acaba por excluir, ao invés de incluir, bem como ao racismo e a desconfiança crescente frente ao outro de que somos testemunhas. Também é preciso que nos atentemos ao grito de dor que emerge de tantas guerras estúpidas, da pobreza e da degradação da natureza. Qual será a nossa resposta concreta diante desse tempo de degradação em todos os níveis que estamos vivendo? 
 
Ainda bem que somos um corpo! - é a resposta que podemos dizer com convicção, na certeza de que nossa fé nos convida à fraternidade e à amizade evangélica com nossos irmãos, não somente com os dos nossos círculos, mas com todo homem e mulher, empenhando-nos em construir um mundo novo. Mas é preciso continuar cultivando o senso de comunhão, sem oposições estéreis ou partidarismos, que matam o sabor e alegria de conviver. Nossas comunidades devem ser lugar de apoio mútuo e de acolhida, onde todos se sintam parte de uma mesma família, ícone do sonho de Deus Pai para a humanidade, comunhão autêntica e universal, sem excluir a diversidade dos povos e culturas, mas integrando-a no todo da grande e bela ciranda dos filhos e filhas de Deus. 

Rodrigo Costa