domingo, 22 de fevereiro de 2015

CÁTEDRA DE SÃO PEDRO - 22 DE FEVEREIRO


Hoje é dia da Cátedra de São Pedro, apóstolo. A cátedra é o símbolo da autoridade e do ensinamento do bispo. Do termo deriva a palavra Catedral, Igreja-mãe da Diocese, porque nela está a sede ou cadeira permanente do bispo, na condição de mestre da fé para seu rebanho.

A Cátedra de São Pedro indica o reconhecimento de sua autoridade sobre toda a Igreja, inclusive sobre os demais apóstolos, todos entregues ao pastoreio petrino pelo próprio Jesus. A investidura foi-lhe conferida ao dizer-lhe: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não poderão prevalecer contra ela. A ti darei também as chaves do Reino dos céus e tudo o que ligares na Terra será ligado nos céus e tudo o que desligares na Terra será desligado nos céus."
O primado de ensino e de governo foi confirmado pelo Ressuscitado, ao lhe dizer três vezes: "Apascenta os meus cordeiros, conduz minhas ovelhas!"

Pedro com seu martírio, em Roma, sedimentou a Igreja na capital do Império. Sobre seu túmulo, os católicos ergueram a Basílica do Vaticano e a residência do Papa.

Festejar a Cátedra de Pedro significa reconhecer na pessoa e no ministério do Papa o sucessor do apóstolo Pedro. Por isso a Igreja Católica só se entende em comunhão efetiva e afetiva com o Papa, do qual recebe o ensinamento e a confirmação da fé. Onde está Pedro está a Igreja!


Fonte: "Nossos Santos de ada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

CIDADE DO VATICANO - HÁ 86 ANOS NASCIA O ESTADO

 
Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 11-02-2015, Gaudium Press) - No dia 11 de fevereiro comemora-se o nascimento do Estado da Cidade do Vaticano, depois da assinatura do "Tratado de Latrão", em 1929.
São três os documentos que constituem o Tratado que foi Ratificado em junho do mesmo ano:Flag_of_the_Vatican_City.svg.png
reconhecimento total da soberania da Santa Sé, no estado do Vaticano; uma concordata, regulando a posição da religião católica no Estado; uma convenção financeira, acordando a liquidação definitiva das reivindicações da Santa Sé por suas perdas de propriedade territoriais ou Estados Pontifícios.
História
Em 756, Pepino o Breve, rei dos francos, deu ao Papa um grande território no centro da península Itálica. A existência destes Estados Pontifícios terminou quando, em 1870, as tropas do rei Vítor Emanuel II entraram em Roma e incorporaram tais territórios no Reino de Itália.
No entanto, em compensação, Vítor Emanuel II ofereceu ao Papa Pio IX, em 13 de março de 1871, uma indenização e a promessa de mantê-lo como Chefe do Estado do Vaticano, em um bairro de Roma, onde se encontrava a sede da Igreja. Porém, inicialmente, o Papa recusou a proposta do governo italiano e se constitui prisioneiro do poder leigo, dando, assim, início à Questão Romana.
Posteriormente, a Igreja aceitou as condições a ela impostas em 11 de fevereiro de 1929, por meio do Tratado de Latrão, assinado por Benito Mussolini, então chefe do Governo italiano, e o cardeal Pietro Gasparri, Secretário de Estado da Santa Sé.
Este tratado formalizou a existência do Estado da Cidade do Vaticano, um Estado soberano, neutro e inviolável, sob a autoridade do Papa, e os privilégios de extraterritorialidade da Residência papal de Castelgandolfo e das três basílicas romanas: São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo fora dos Muros.
Por sua vez, a Santa Sé renunciou aos territórios, que possuía desde a Idade Média, e reconheceu Roma como capital da Itália.
O acordo garantiu ainda ao Vaticano uma indenização financeira pelas perdas territoriais, durante o movimento de unificação da Itália; estabeleceu normas para as relações entre a Santa Sé e o Reino de Itália; reconheceu oVatican_City_CoA.svg.pngcatolicismo como religião oficial do país; instituiu o ensino confessional obrigatório nas escolas italianas; conferiu efeitos civis ao casamento religioso e aboliu o divórcio; proibiu a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina e concedeu numerosas vantagens ao clero.
O Tratado de Latrão foi incorporado. Em 1947, à Constituição italiana, com a condição de que o Papa jurasse neutralidade eterna, em termos políticos. O Papa poderia atuar como mediador em assuntos internacionais, apenas quando fosse solicitado.
Em fevereiro de 1984, uma concordata firmada entre a Santa Sé e o governo italiano modificou alguns termos do Tratado de Latrão.

O Vaticano permaneceu como estado soberano, governado pelo Papa e com sede em Roma.




TE:Fonte: Conteúdo publicado emgaudiumpress.org, no linkhttp://www.gaudiumpress.org/content/67152#ixzz3SDp1sT9j
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

NOSSA SENHORA DE LOURDES - 11 DE FEVEREIRO


Hoje é dia de Nossa Senhora de Lourdes. No dia 11 de fevereiro de 1858, Bernadete Soubirous (1844-1879), menina humilde com apenas 14 anos, vai recolher  lenha com sua irmã e uma amiga perto da gruta em Massabielle.

Ouvindo um ruído radiante entre as árvores, levantou os olhos. Viu uma Senhora de rosto resplandescente, vestida de branco com uma faixa azul, que a saudava inclinando a cabeça. Imediatamente ajoelhou-se e tirando o rosário do bolso, começou a recitá-lo. 

A Senhora tomou o rosário na mão e ficou passando as contas entre os dedos, sem mover os lábios. Não lhe disse nada, mas ao final das cinco dezenas do Terço lhe sorriu e desapareceu. A menina revelou o fato aos pais, que proibiram o retorno à gruta. A mãe se aconselhou com o Padre Pomian, que não lhe deu atenção.

No dia 18 de fevereiro, a Senhora apareceu e sorriu para Bernadete quando esta aspergiu com água benta, em direção à rocha. Falou-lhe "Quer ter a bondade de vir aqui durante quinze dias? Não lhe prometo felicidade neste mundo, mas no outro."

No dia 21 de fevereiro, disse: "Você vai pedir a Deus pelos pecadores." No dia 25, ordenou: "vá e beba da fonte e lave-se nela!" Bernadete, cavando a terra, viu a água que jorrava, mas cheia de lama. Entretanto, depois de uma semana, a fonte lançou 121 mil litros d'água cristalina, como ocorre até hoje.  No dia 25 de março, a Senhora reapareceu e pediu para Bernadete se aproximar. Esta lhe disse:"Podes, Senhora, dizer-me, por favor, quem és?" A aparição sorriu e não lhe deu resposta. Bernadete indagou mais duas vezes. Então, a Senhora, juntando as mãos sobre o peito e erguendo os olhos, respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição." E acrescentou: Eu quero uma capela construída aqui." A Senhora sorriu novamente e sem palavras se afastou.

Maria Santíssima quis confirmar, por meio de uma menina pobre e que mal sabia ler e escrever, o dogma proclamado pelo Papa Pio IX. O sorriso da Virgem de Lourdes é uma Bênção. Seu sorriso de benevolência, de serenidade e de paz sustenta o peso dos nossos fardos e enxuga os olhos dos que choram. 


Fonte: " Nossos Santos de cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

domingo, 1 de fevereiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA - A ORAÇÃO DOS CINCO DEDOS


O polegar é o que fica mais próximo de nós.  Assim, comece rezando pelas pessoas que ficam mais próximas. Elas são mais próximas. Elas são mais fáceis de lembrarmos. Ore pelos seus entes queridos: cônjuge, filhos, pais, irmãos, parentes e amigos.

O dedo seguinte é o indicador. Reze por aqueles que ensinam, instruem e curam. Isto inclui os professores, médicos e sacerdotes (pelo papa e pelos bispos). Eles necessitam de apoio e sabedoria para indicar a direção certa para os outros. Mantendo-os em suas orações.

O próximo dedo é o mais alto. Ele lembra nossos líderes. Reze pelo presidente, governador, prefeito e demais autoridades.  Essa gente dirige a nação e precisa da direção de Deus. Lembre-se que feliz é a nação cujo Deus é o Senhor.

O quarto é o anelar. Para surpresa de muitos, este é o nosso dedo mais fraco, como pode atestar qualquer professor de piano. Ele deve nos lembrar de rezar pelos que são fracos, que estão em aflição ou dor. Essas pessoas precisam de nossa oração permanente.

O quinto e último é o dedinho mínimo, o menor de todos. É dessa forma que devemos nos colocar diante de Deus. O mindinho deve nos lembrar de rezar por nós mesmos. Após ter rezado pelos outros quatro grupos, nossas próprias necessidades terão sido colocadas na perspectiva correta e seremos capazes de rezar por nós de forma mais eficaz. Amém!

Sempre que olhar para sua mão, portanto, lembre-se de rezar.

Papa Francisco

Fonte: "Almanaque São Geraldo"  2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA - LUZ QUE SERENA E FORTIFICA


Através das reflexões que a autora faz no artigo que hoje transcrevemos, somos conduzidos a também ouvir o que ela, logicamente, imagina: Quando o calor do Sol e o peso da vida te parecerem por demais duros, vem repousar sob minha luz tamisada pelos coloridos da graça. Vejamos:

- Como não ficar tomado de enlevo ao contemplar um magnífico panorama marítimo? Ou o delinear de um arco-íris após uma tempestade? Ou mesmo o simples desabrochar de uma flor salpicada de orvalho e iluminada pelo Sol?
As criaturas, poderíamos dizer, não conseguem manter-se fechadas em si, mas cantam com muda loquacidade a glória de seu Criador, glorificando-O com suas excelências e restituindo-Lhe, desse modo, o bem que d'Ele receberam.
Contudo, assim como o Divino Artífice concedeu à natureza a faculdade de revelar de algum modo sua suprema beleza, quis outorgar ao ser humano a capacidade de elaborar maravilhas ainda maiores, partindo dos seres inanimados. Pensemos, por exemplo, na diferença entre um diamante em estado bruto e a gema de extraordinária formosura saída das mãos de hábil lapidador. Ou nas finas sedas tecidas a partir de prosaicos casulos de lagarta.
Os exemplos poderiam se multiplicar. Dado o insaciável desejo de perfeição posto por Deus no espírito humano, poder-se-ia traçar, percorrendo os séculos, um capítulo da história intitulado "A procura do Belo". E nele veríamos que quanto mais uma civilização está próxima de Deus, melhor consegue refletir nas suas obras as sublimidades celestiais. Razão pela qual o melhor do patrimônio cultural e artístico legado a nós pelo passado foi edificado nas eras de maior fervor cristão.
Uma pequena amostra disso são os vitrais, surgidos na época áurea da Idade Média. Fruto de mãos e corações amantes de Deus, têm eles a virtude de transformar a luz material numa feeria de cores que, com a ajuda da graça, nos transporta para o mundo sobrenatural. Quando a luz do Sol os atravessa, matéria e espírito como que se osculam, criando uma atmosfera própria a apaziguar o coração de quem se detém para os contemplar.
Assim, podemos imaginar uma alma especialmente aflita, tomada por angústias e dificuldades da vida, entrando numa bela catedral e voltando os olhos, de modo instintivo, para a origem da policromia luminosa que enfeita suas paredes. Ao se deparar com a figura desenhada no vitral, vai ela sendo tomada aos poucos por uma consolação que enche sua alma de equilíbrio e a leva a recolher-se e rezar.
Representada no vidro em esplêndidas cores, vemos Maria Santíssima com seu Divino Filho nos braços, num gesto de terna súplica, parecendo pedir clemência por um pecador.
Dulcificada e serenada por tal luz e fortificada pela oração que imperceptivelmente fizera, a pessoa sai do templo consolada e cheia de confiança. Sente como se uma voz sobrenatural lhe tivesse sussurrado: "quando o calor do Sol e o peso da vida te parecerem por demais duros, vem repousar sob a minha luz tamisada pelos coloridos da graça!".
Entretanto, se por vezes esta luz se eclipsar, como ocorre à noite com o vitral, jamais percamos a confiança. Ao raiar da aurora, aquele raio de luz voltará a reluzir ainda com maior fulgor!

Por Fahima Spielmann

Fonte: http://www.gaudiumpress.org/content/66510

domingo, 25 de janeiro de 2015

CONVERSÃO DE SÃO PAULO - 25 DE JANEIRO


Hoje é dia da Conversão de São Paulo. Recebeu o nome de Saulo ao ser circuncidado, oito dias após o nascimento, em Tarso, na Cilícia. Instruído, na juventude, pelo fariseu Gamaliel, tornou-se cumpridor da lei mosaica. Apoiava o partido dos fariseus e perseguiu os judeus convertidos ao cristianismo. Aprovou a morte do diácono Santo Estévão.

Indo para Damasco com seu destacamento, foi surpreendido por uma forte luz, vinda do céu. Todos viram e caíram no chão. Somente Saulo ouviu a pergunta: "Por que me persegues?" Em resposta, indagou: "Quem és tu Senhor?" A voz se identificou: "Sou Jesus de Nazaré, a quem tu persegues. É duro para ti recalcitrar contra o aguilhão." Espantado, questionou ainda: "Senhor, que queres que eu faça?" Jesus lhe ordenou que se levantasse e prosseguisse a viagem até Damasco, onde saberia o que fazer. Levantou-se, Saulo percebeu que não podoa mais enxergar.

Simultaneamente, Jesus apareceu ao sacerdote Ananias,mandando-lhe ir ao encontro de Saulo. Ao vê-lo, Ananias colocou as mãos sobre el dizendo: "Irmão Saulo, o Senhor Jesus que te apareceu na viagem enviou-me para que pudesses recuperar a vista, e ficar cheio do Espírito Santo." Imediatamente, Saulo recuperou a visão, recebendo o batismo.

O itinerário da conversão de Paulo passa da visão física à cegueira e desta para a iluminação interior da fé, mediante o batismo, que é a mediação da Igreja, na pessoa do sacerdote  Ananias.

São Paulo é modelo para os pregadores, missionários e catequistas.

Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

sábado, 24 de janeiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA - A MORADA NO CÉU


Um homem muito rico morreu e foi recebido no céu.  O anjo guardião levou-o por várias alamedas e foi mostrando-lhe as casas e moradas.
Passaram por uma linda casa com belos jardins.  O homem perguntou:
- Quem mora ai?
O anjo respondeu:
- É o Raimundo, aquele seu motorista que morreu no ano passado.
O homem ficou impressionado. "Puxa! O Raimundo tem uma casa dessas! Aqui deve ser muito bom!"
Logo a seguir surgiu outra casa ainda mais bonita.
-E aqui, quem mora? - Perguntou o homem.
O anjo respondeu:
- Aqui é a casa da Rosalina, aquela que foi sua cozinheira.
O homem ficou imaginando que, tendo seus empregados magníficas residências, sua morada deveria ser no mínimo um palácio. Estava ansioso por vê-la.
Nisso o anjo parou diante de um barraco construído com tábuas e disse:
- Esta é a sua casa!
O homem ficou indignado:
- Como é possível! Vocês sabem construir coisa muito melhor.
- Sabemos - respondeu o anjo- mas nós construímos apenas a casa. O material são vocês mesmos que selecionam e nos enviam lá de baixo. Você só enviou isto!
Cada gesto de amor e partilha é um tijolo com o qual construímos a eternidade.
Tudo se decide por aqui mesmo, nas escolhas e atitudes de cada dia.
Deus te conceda a PAZ!!!


Fonte: mojucsa.webnode.com.br 
            in "Almanaque São Geraldo" 2015


sábado, 17 de janeiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA - ANIVERSÁRIO DA CURIA


Tijuca em festa!

A Curia do Comitium Causa Nostrae Laetitiae completou seu 52° aniversário de fundação.  No dia 13 de janeiro comemorou mais um ano de vida.  

A missa em ação de graças presidida por Pe. Geraldo, pároco da matriz dos Sagrados Corações, aconteceu dois dias depois, após a  reunião do conselho superior. 









Mais do que representar a passagem de tempo, esta data  representa igualmente a força, a perseverança e a fé no trabalho do apostolado.  O Comitium resistiu às  intempéries ao longo de mais de meio século de batalhas legionárias.  E não poderia chegar até aqui sem destacar os valorosos trabalhos de legionários incansáveis!- àqueles que prepararam o caminho, àqueles que lançaram sementes e àqueles que continuam a caminhada. 

Porque a alegria do legionário é fazer tudo por Maria pois ela é a chave que nos leva a seu Filho Jesus.

Parabéns a todos!

Salve Maria!


Texto : Maria Eulália Mello

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA - ALMA FESTEIRA!


Ócio é respiro de corpo e mente. Estação pra viajante solidário sem ser solitário; que espanta solidão infértil. Nascedouro de sentidos. Mesmo sozinha, alma festeira carrega companhias em sacrário existencial. E pausa melhor se dá depois de lida empenhada; quando se aperta mãos sem interesses de lucro. Não vale pra gente a toa, de viver sem compromisso, do tipo tudo serve. Esses não sabem fazer festa; são vazios de presente. Perderam o encanto por qualquer canto; não gostam de futuro, desdenham o passado. Nem para os que se arvoram em senhorios, na tentativa de colonizar o outro. Desses o cansaço não sossega. Pra quem existe de labuta hospedeira, o descanso é sacramento. Horas sagradas, de silêncio e comunhão, de onde nascem preces e canções. Depois da luta, as pausas restauram. Elas evitam instrumentalização da vida. Inspiram motivações desacostumadas, fazedoras do destino. É na distração, amigo, que acordam janelas importantes no coração de gente.
Quem carrega bandeiras de amor, sabe que na sombra da noite também habita o ser; provocante parceiro de acenos variados. O divino não mora somente na luz, dos excessos de dizeres. Nem mesmo encerra-se no bem que já se deu. Palavra boa às vezes nasce de uma espera silenciosa. Peixe pescado em demora; por vezes na curva do rio. Espanto de susto longo. Alma festeira desinventa o hoje pra acordar o amanhã, sem excessos de explicações. O que ela mais quer é semear a esperança. Pena, de verdade, é noite sem sonho. Impede acontecências de mundo novo. Veja bem: sonho não aparece, assim, de imediato; acorda mais intenso no dormir calmo. Nele ressurgem acenos de infinito pulsante; nascente da abissal fonte da vida; composição segura de alma criativa. É preciso apagar luzes, de tantas certezas, pra deixar as coisas aparecerem melhor. O inominável, quando esquecido, torna o homem desalmado. Espaço oportuno para outras maldades; esse rosto disforme de segredos tamanhos. Destino falido da pulsão sem herança. Melhor seria deixar vibrar o mistério que abre caminhos, desvelando marcas mais profundas do amor que cria. Sem sonhos, a poeira da estrada asfixia; o bem diminui; a maldade enrijece. 
Feliz esse afrouxar do tempo, de cordas afinadas em danças mais leves. No avesso da pressa, a paciência é que gera os encantos do viver. Sem a sombra da noite, sol seria cansativo; sufocante. Bendito o coração, portanto, que celebra sem precisão de ressaca. Excesso, companheiro, é o demais; o que os olhos vêem, mas não cabe no peito. Não se esqueça da cadência, exorcista de um fazer coisas sem sabor. Mesmo quem leva, na bagagem, grandes ideais transformativos, não pode ir muito longe sem repaginar-se. Sem sentir o frescor de não ser dono. Festejar, sem desvairadas confusões, é coisa de criatura. Oh, quão bom é ter consciência de criaturidade, não aceitando se vestir de juiz, do juízo final. Navegar pelas ondas da vida, convencidos do lugar criado, enaltece o Criador. Não precisa ostentação que polui o horizonte. Em raiz mais profunda, é o próprio divino, o festeiro de alma humana.  

Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R.  




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

QUE TODOS VIVAM O BATISMO EM SEU ESPLENDOR!



Estimado(a) irmão e irmã, deixe se banhar pela força do Altíssimo, que, nas águas batismais, revigora o ser humano, concedendo-nos a graça de ser outro Cristo na sociedade, sal da terra, luz do mundo e membro da Igreja.
Janeiro nos convida à renovação, por isso contemple Jesus levantando-se da imersão nas águas do rio Jordão. É ele o nosso pastor e guia! A luz em forma de pomba sinaliza que o Príncipe da Paz é o filho muito amado de Deus. Ao mesmo tempo, a luz celestial invade a nossa alma, e o reflexo da água faz vibrar em nosso coração a voz do Pai, afirmando: “Tu és o meu filho muito amado. Em ti ponho meu bem-querer!”
É preciso ter sensibilidade para ver a continua manifestação de Deus no mundo. Desde que se encarnou, o Emanuel se faz presente na história humana, ajudando os indivíduos a se humanizarem. O caminho da humanização compreende a nossa sensibilidade com a vida que pulsa em nós e ao nosso redor. A indiferença e o desprezo para com as criaturas são sinais de que o homem está longe da humanidade do Filho de Deus.
O evangelho está sempre nos ensinando, graças à eficácia do Espírito Santo, que soube inspirar o evangelista a ver na vida de Jesus sinais que precisamos captar, para sermos melhor em nosso dia a dia. O mestre se coloca na fila dos pecadores, para receber de João Batista um batismo de conversão. Para a nossa própria condição humana é necessário reconhecermos, como Jesus, a fragilidade de nosso ser. Estar na fila dos pecadores não significa que estamos longe de Deus, mas que reconhecemos que precisamos de conversão, para entrar na intimidade do mistério de nossa salvação.
Com o batismo, Jesus inaugura a sua missão. Começa-se, então, um tempo novo na história da humanidade e da sociedade israelense. Hoje, podemos dizer, também, que estamos começando um tempo novo na história de nossa sociedade brasileira. Pode ser que as estruturas sociais, econômicas, políticas e até religiosas não mudem muito, mas o importante é que você se deixe transformar por este sacramento do batismo – já recebido, mas nem sempre vivido em seu esplendor.
Com a força do Espírito de Jesus, com certeza, seremos sinal sensível e eficaz da graça de Deus na humanização de nossa sociedade.
Pe. Luís Carlos de Carvalho Silva, CSsR


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA: MENSAGEM ESPECIAL PARA VOCÊ


O novo ano civil está começando, mas a Igreja Católica já vive um novo tempo desde antes do Natal. Nossa liturgia tem um calendário próprio, muito significativo, chamado ano litúrgico. Como há muitas regras e preceitos sobre os ritos que a Igreja celebra, vamos, a partir de agora, neste espaço, caminhar juntos para compreendermos a riqueza de nossa liturgia.

O seguimento a Jesus é que dá verdadeiro sentido à vida – e é com essa certeza que podemos afirmar que a liturgia católica, buscando fazer memória da vida, morte e ressurreição do Salvador, se torna caminho para que O encontremos e sigamos ao seu lado.

A celebração eucarística privilegia o encontro do Pai Celeste com seus filhos; destes com Ele, e dos homens entre si, como irmãos que são. Alimentados pela Palavra e pela Eucaristia somos, então, enviados para o mundo, com a missão diária de instaurar o Reino de Deus na terra, tornando mais justo e fraterno os lugares em que nos fazemos presentes – em casa, no trabalho, na escola, na igreja. Diante de tamanha grandeza, dá para entender por que nossa liturgia é tão importante e cheia de regras valiosas ̶ ela tem a intenção de tornar esse encontro ainda mais sagrado.

Desde o primeiro domingo do Advento de Natal, no final de novembro, já estamos vivendo o ano B, que destaca o Evangelho de São Marcos. Depois do Advento, vem o Tempo do Natal, que se estende até a festa do Batismo do Senhor, no segundo domingo de janeiro. Na segunda-feira seguinte ao Batismo, entramos na primeira semana do Tempo Comum, que contém de 33 a 34 semanas e ocupa praticamente a metade do ano, dividido em algumas semanas entre o Natal e a Quaresma e o restante, a parte mais longa, depois de Pentecostes até a festa de Cristo Rei, que marca novamente o fim do ano litúrgico.

Este tempo que começaremos a viver agora, só tem de comum o nome – ele é pra lá de especial. O Tempo Comum nos faz conhecer bem de perto o jeito de ser de nosso Mestre Jesus e nos leva a descobrir em nosso cotidiano o grande mistério do infinito amor de Deus por nós, já que é no dia a dia (e não apenas em dias festivos) que construímos nossa existência e nossa caminhada rumo ao céu.
Sônia Braga



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS - 1° DE JANEIRO


Hoje é dia da solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria. Iniciando o ano civil e encerrando a oitava de Natal, a Liturgia renovada, após o Concílio II, restaura a mais antiga celebração dedicada à Nossa Senhora, na Igreja de Roma.  Liturgicamente é recuperada a relação existente entre a Mãe e o Filho no mistério do Natal.  Entretanto, a oitava natalina não só apresenta Jesus  "nascido de mulher e sob a lei", como nos afirma São Paulo na carta aos Gálatas.

Se, pela mulher, Jesus assemelha-se a nós e nos liberta dos "elementos do mundo", "estando sob a lei", assume a condição social e religiosa do seu povo "para que recebêssemos a sua adoção".  Com efeito, "ao se completarem os oito dias para ser circuncidado", recebeu o nome de Jesus, que significa Deus salva.  Portanto a oitava do Natal nos faz olhar para a figura da Mulher que gera, dá um corpo e introduz o Senhor Jesus na cultura sociorreligiosa do povo eleito.  Simultaneamente, faz-nos olhar para o chamado "selo da lei", que garante a Jesus pertencer a seu povo, por meio da marca da carne, a circuncisão.

A solenidade de hoje, em consonância com o mistério da Encarnação e do Natal do Senhor,  reforça a verdade de que Ele assumiu a realidade humana, por meio dos condicionamentos livremente aceitos, a fim de redimir e salvar a todos.

Pela intercessão de sua Mãe, podemos obter do Salvador feito homem as graças necessárias para que este novo ano, iniciado sob o signo da fé e da esperança, seja bom para todos.  Aquele que marca a história e o tempo com seu nascimento conceda-nos a dádiva de mais um ano de vida, repleto de bênçãos! Maria é modelo e estímulo para quem deseja ser fiel ao seu Filho durante os dias do ano novo e em toda a existência.

Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

ADEUS ANO VELHO


É tempo de preparar as bagagens, pois daqui a algumas horas o próximo trem chega à última estação.
Com cuidado vamos selecionando o que queremos carregar. Outras coisas nos seguirão, independentes de nós. Estão impregnadas na nossa pele e qualquer que seja o próximo caminho, nos acompanharão. E é bom que assim seja!
Essas coisas, freqüentemente doloridas, serão nossos sinais de atenção para os próximos passos, nossa febre nos alertando que devemos ter cuidado. São as benditas dores que nos tornam pessoas reais e humanas, sensíveis e verdadeiras.
Vamos colocar nessa mala, voluntariamente, nossos mais doces momentos, mesmo se passados.
Do nosso lado, nossos amigos mais queridos: os antigos, os novos, os que estão chegando e a lembrança dos que partiram.
Traremos ainda nessa mala nossas roupas mais bonitas e aquelas que contam histórias. Ninguém duvida que certas roupas contam histórias, da mesma forma que os perfumes e as músicas.
Traremos no coração os lugares que pisamos e, se não deixamos nossas marcas, carregamos em nós as marcas deles.
Traremos, sobretudo, nosso coração, vivido, quebrado e recolado, mas ainda inteiro, palpitante!
Nada de lágrimas! Elas ficarão escondidas para as grandes ocasiões e chegarão nos momentos oportunos, desejadas ou não. E nos trarão a calma dos grandes rios quando precisarmos recuperar forças para continuar o caminho.
Fecharemos então essa mala com alegria e a selaremos com ação de graças, pois tudo o que foi e tudo o que vem é para nosso crescimento.
Que possamos encontrar em tudo e em cada coisa o ponto positivo que vai nos mostrar que vale a pena ainda seguir.
E que, acima de todas as coisas, seja o Senhor nosso maior companheiro de viagem. É a mais linda forma de nunca nos sentirmos sós!

Letícia Thompson


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - FELIZ NATAL!


Que a Virgem Maria nos ensine como devemos esperar e viver o Natal. 

Que o  coração de cada um se torne a manjedoura acolhedora para receber o Menino-Deus que vem ao nosso encontro.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - NA FELIZ EXPECTATIVA!


Já estamos no clima das festividades do fim de ano e, para nós cristãos renova-se o convite para um propósito profundo de estabelecer uma atmosfera de alegre expectativa para o dia do Natal, quando comemoramos o nascimento de Jesus. Quanto mais longe ficamos da data do nascimento do Cristo, tanto mais próximos estamos de Sua segunda vinda.
“Eis que estou convosco até o fim dos tempos” (Mt 28,20). Esta é a grande promessa de Jesus para todos os que creem n’Ele, a qual nos enche de esperança, confiança e certeza de que jamais seremos abandonados por Ele.
Para nossa alegria, Deus se fez pessoa humana como nós. Ele veio a este mundo: céu e terra se tocaram, como é confirmado pelas Sagradas Escrituras: “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho nascido de mulher para que todos recebessem a filiação adotiva” (Gal 4-5).
Em meio à simplicidade de uma manjedoura, na cidade de Belém – na Terra Santa – o Amor nasceu no seio da Virgem Maria. Tornou-se um de nós para nos salvar, amar e ser amado. Com o coro dos anjos cantando: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz aos que são do seu agrado” (Lc 2, 14), ali se fez Natal para todos.
Por um anjo, aos pastores foi dito: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todos. Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lc 2, 10-11).
O Senhor Jesus continua a nascer nos corações que se abrem à presença d’Ele. Contou-me alguém, que esteve na Alemanha, que nesta época, antecedendo o Natal, é um costume cristão as pessoas terem em suas casas um calendário festivo contendo janelinhas a serem abertas em cada dia, até o dia 25. Cada pessoa recebe um pequeno presente quando abre uma janelinha, cultivando assim, em seu coração, a fraterna e alegre expectativa do Natal, que se aproxima com o nascimento de Cristo. Assim também deve ser conosco, pois Jesus é o melhor presente que alguém pode receber e oferecer aos outros.
Ainda estamos no tempo do Advento, por isso, aproveitemos para deixar crescer no nosso coração a feliz expectativa da vinda de Jesus. Clamemos junto com toda a Igreja: Maranathá! Vem, Senhor Jesus!
Que na noite de Natal, em família, possamos fazer esta oração unidos ao nosso Papa: “Jesus Cristo, vós que nascestes em Belém, nesta Noite Santa, vinde a nós! Entrai em mim, na minha alma. Transformai-me. Renovai-me. Fazei que eu e todos nós nos tornemos pessoas vivas, nas quais se torna presente o vosso Amor e o mundo é transformado”.
Feliz Natal, porque Natal feliz é Natal com Cristo!
Luzia Santiago
Fonte: http://luziasantiago.cancaonova.com

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - ALEGRAI-VOS!


E o verbo se fez carne

O terceiro domingo do Advento, no qual se pode utilizar como cor litúrgica o roxo ou o róseo, é chamado de Domingo Gaudete. Isto se dá em virtude do Introito da missa desse dia, que traz o texto de Fl 4,4-5 que, traduzido, significa: “Alegrai-vos sempre no Senhor: isto mesmo vos digo, alegrai-vos. O Senhor está perto”. Como o verbo inicial é o verbo gaudere que, no imperativo, fica gaudete, essa primeira palavra acabou dando “nome” a este domingo. Neste domingo, semelhante ao que acontece no domingo Laetare, na Quaresma, nos alegramos pela proximidade da grande solenidade que estamos a esperar, neste caso, o Natal do Senhor.
A primeira leitura, um trecho do livro do profeta Isaías, nos apresenta nos dois primeiros versículos, a vocação do profeta. O profeta foi ungido, ou seja, tornou-se um “Messias”, foi envolvido com o espírito de Deus para anunciar a boa nova aos pobres, curar as feridas da alma, pregar a redenção dos cativos e a liberdade aos presos e para proclamar um ano da graça do Senhor. O segundo trecho lido nesta liturgia, os vv. 10-11, trazendo uma ação de graças. Para expressar a intensidade da sua ação de graças o autor sagrado utiliza, como é próprio no hebraico, a expressão “Exultando, exultei”, que, em português, o nosso lecionário traduz como “Exulto de alegria”. O autor sagrado quer destacar a alegria do profeta, que percebe a salvação vinda de Deus como uma “veste” de salvação, como um “manto” de justiça, como os “adornos de uma noiva ou de um noivo”. Por fim, a leitura termina com a proclamação da ação gloriosa de Deus, que fará sua “justiça” e seu “louvor” aparecer na Terra diante de todas as nações.
Essa leitura está conectada com o mistério que estamos para celebrar. A justiça de Deus, o seu louvor, é o Cristo, que, no mistério do seu Natal, foi manifestado na Terra diante de todas as nações. Em Cristo é que a justiça do Pai, que é salvação, se manifestou para nós. O sacrifício do Senhor, sua cruz, foi o máximo louvor oferecido ao Pai no Espírito. A liturgia da Igreja é sempre atualização desse mistério único, porque só assim o Pai pode ser perfeitamente louvado. Em Lc 4,18-21 Jesus vai dizer que essa profecia se realizou plenamente n’Ele.
Assim sendo, podemos já na proximidade da celebração do nascimento do Salvador nos unir a Maria, no seu canto de ação de graças. O salmo responsorial desse domingo é formado por versículos do magnificat que, embora não seja um salmo, é um cântico de louvor encaixado dentro da narrativa do terceiro Evangelho. Ali Maria canta a Deus o seu louvor, porque ele voltou Seu olhar para os humildes, para os sedentos de justiça. No magnificat Maria reconhece a grandeza de Deus que operou nela maravilhas. Com Maria devemos alegrar-nos, atendendo ao convite do apóstolo na segunda leitura: “Estai sempre alegres! Rezai sem cessar. Dai graças em todas as circunstâncias, porque essa é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo.” E o motivo da nossa alegria é a chegada do “esperado das nações” (cf. Gn 49,10).
O Evangelho nos faz olhar mais uma vez para a figura de João Batista. Os vv. 6-8 pertencem ao chamado “prólogo de João”, onde o evangelista desenvolve o tema da pré-existência de Cristo: “No princípio era o Verbo...” Ouvimos hoje os dois versículos do prólogo que fazem menção a João. João veio como “testemunha”, para dar “testemunho da luz”. João não era a luz, mais veio dar “testemunho da luz”.
Nos versículos 19 a 28 temos a descrição do seu testemunho. João começa dizendo que João Batista veio como testemunha e, agora, ele descreve como que concretamente esse testemunho se deu. João está batizando e, ao ser perguntado se ele era o Messias ou o profeta, pronta e humildemente ele nega e diz a verdade sobre si mesmo: “Eu sou a voz que grita no deserto: aplainai o caminho do Senhor”. João Batista anuncia ainda que o seu batismo é prefiguração de um outro, porque depois dele virá alguém maior, do qual ele se sabe indigno se desatar até mesmo a correia dos calçados.
Somos chamados nesse tempo do Advento a imitarmos as virtudes das personagens bíblicas com as quais vamos travando contato através da escuta cotidiana da Palavra de Deus. João Batista é, sem dúvida, uma figura eminente. Assim como ele, também nós somos chamados a ser “testemunhas”. De fato, nós não somos a luz, mas isso não impede que sejamos “testemunhas da luz”. A luz é o Cristo. O próprio Credo Niceno-Constantinopolitano nos ilustra isso quando diz que Ele, o Cristo, é “Luz da Luz”. Ele veio iluminar os homens, mas quer escolher alguns para serem suas testemunhas. Não somos a luz, não somos perfeitos, erramos e muito, mas devemos buscar acertar e jamais podemos nos calar e deixar de testemunhar.
O testemunho pode sair caro, pode custar a nossa própria vida. Foi assim, ao menos, com João Batista, mas o medo não pode nos paralisar. Se Deus quer contar conosco devemos nos engajar no seu projeto amoroso, a fim de sermos suas autênticas testemunhas.
Assim como João precisamos reconhecer a verdade sobre nós mesmos. Nós não somos os salvadores, mas somos servos d’Aquele que veio nos salvar. Nós não somos a verdade, mas somos mensageiros da Verdade de um outro, do Cristo, que quer contar conosco para levarmos adiante a boa-nova do seu Evangelho.
Que os dias que ainda nos restam neste tempo de Advento sejam uma oportunidade para nos encontrarmos com a Verdade que é o Cristo. Que Ele, que é Luz, ilumine as trevas do nosso coração, e nos leve a uma atitude firme e verdadeira de conversão. Que sejamos suas “testemunhas”, a fim de espalharmos no mundo a boa-nova da salvação.

Pe. Fábio Siqueira
Vice- Diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida
Diretor Espiritual do Senatus RJ


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - MÍSTICA NATALINA





Na criação, em sua globalidade, está impressa a marca do amor gratuito do Criador. Convicção que faz a pessoa de fé encantar-se, maravilhar-se por cada partícula única, pela imensidão do que se chama matéria e alegrar-se consigo mesma, por sua milagrosa condição filial. Ao encarnar-se, na história de Jesus, Deus explicita totalmente seu projeto salvífico. Mistério inesgotável; de grandeza exuberante. O Senhor, do céu, desceu para que fosse exaltada toda criação. Bondade pura, de Criador para criatura, em Jesus. Evento de densidade tamanha no qual o eterno revela a densidade sacramental de sua obra. Rebaixou-se para mostrar a dignidade das tonalidades amorosas variadas. De fato, lá já estava porque tudo fez. Entretanto veio para que a luz escondida brilhasse tão salvadora. Todas as coisas pertencem a Ele e falam d´Ele, caminham para Ele. O universo, como conjunto infinito, reúne-se ao redor de seu parco nascimento. Cada fragmento de matéria transforma-se num louvor filial. E é bom ser gente, porque gente sente, fala, canta, encanta-se e pode acolhê-Lo num jeito de ser também sacramental, que diz de sua operosa oferta de amor e continua realizando-a.

Crer em Jesus, portanto, é seguir suas palavras e gestos. É mergulhar a existência na inesgotável reserva de sentido que sua vida possui, fazendo do cotidiano uma verdadeira instância crítica porque crística - cristológica . Sim, ao serem modelados como humanos, no Espírito do Cristo, as atitudes dos discípulos devem irradiar cada cenário no qual se desdobra o amor maior. Não é possível levar a sério a opção carnal feita pelo divino caso não haja empenho de seus seguidores por uma defesa ecológica, antropológica, teológica etc. O Natal de Jesus é convite primeiro ao encantamento pela obra criação. Posturas de posse, de domínio, de destruição devem dar lugar a uma sobriedade na forma de lidar com as coisas. O voraz movimento que o consumismo capitalista impôs como norma de felicidade, apressadamente está construindo cenas muito infelizes. Ser mais simples, desapegados de tantas posses supérfluas, trata-se de um verdadeiro testemunho ecológico.

E o que dizer das feridas humanas? A carne finita, de todos, já daria material suficiente que justificasse o cuidado mútuo. Atitudes coletivas de solidariedade e amparo diante de uma condição limitada, desamparada. No entanto, em diversas circunstâncias tratam-se de verdadeiras fraturas expostas, geradas pela fome, pelas guerras, pelas doenças, pela exclusão. Não é possível ser natalino sem se tocar por tais realidades de tantos irmãos e irmãs. A fartura, o desperdício, o acúmulo também daquela noite de Natal, caso reforce uma mentalidade excludente, são exemplos de verdadeiro escândalo diante daqueles que não possuem as mínimas condições de sobrevivência. Em alguns casos, ilusoriamente pensa-se que Jesus está presente nessas ceias descompromissadas e, às vezes, fraudulentas. Infelizmente ele não chegou lá, está ocupado pelas margens do caminho, sem abrigo, sofrendo com aqueles que não podem festejar.

A fé natalina também não pode acostumar-se somente com a beleza estética de seus ritos e rezas. A liturgia é fonte cristalina na qual o cristão abastece a alma para seguir a missão. Por isso, natal é também senha da caridade como elemento central de quem crê. Afinal, o amor encarnou-se autorizando o ser humano a viver iluminado por uma mística cotidiana amorosa. Não vale acostumar-se somente com a beleza, meu irmão; estética sem ética é matéria perigosa. Gera ilusão de onipotência que conforta, todavia que expõe ainda mais os perigos da desigualdade. A grande beleza do cristão encontra-se em sua vocação transformativa, construtiva, solidária. Nada mais bonito do que o movimento redentor ser visualizado pela construção do bem comum, por exemplo. Natal somente pra ricos é idolatria. Quando os pobres também o celebram, é arte, utopia. Tem companhia de José, Jesus e Maria, mesmo que seja na mais humilde estrebaria. E como será o seu, caro leitor?

Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

IMACULADA CONCEIÇÃO - CHEIA DE GRAÇA


No dia 8 de dezembro, a Igreja de Cristo festeja a Imaculada Conceição. Em festa, também está a Congregação do Santíssimo Redentor, que saúda a amada padroeira.
O nascimento do Filho de Deus Pai aconteceria, segundo a sua vontade, de uma mulher. Isto requisitaria, impreterivelmente, condições especiais àquela que seria a Mãe do Redentor e Salvador da humanidade. O seu corpo e sua alma, seu pensamento e atitudes, seu amor e a sua fé não poderiam ter a marca do pecado e da fraqueza. Não existe Maria sem Jesus, como não existe Jesus sem Maria, e esta união exige o mistério divino da concepção sem mácula.
Santo Afonso, desde pequeno, esteve próximo à Imaculada, defendendo seus privilégios e propondo uma devoção profunda e bem fundamentada. Explicou e amou esta verdade, muito antes da proclamação do dogma. Na primeira edição da “Teologia Moral”, de 1748, e no livro “As glórias de Maria”, publicado em 1750, por exemplo, ele ensinava sobre a doutrina da Imaculada Conceição de Maria.  Não foi só isso; ao todo, Afonso escreveu 12 obras dedicadas a ela.
Os redentoristas veneram a Virgem sob este título, que é modelo de conduta e fonte de intercessão. Ela está presente no mistério da Copiosa Redenção, pois Deus não quis salvar nem redimir o mundo sem a presença de Maria – ela que esteve presente nos momentos de redenção que viveu seu filho Jesus e continua sempre presente nos trabalhos missionários e de evangelização, intercedendo pelas boas obras, o que a faz com que seja amada, conhecida e reconhecida por todos.
Somente no ano de 1854, o Papa Pio IX definiu oficialmente o dogma da Imaculada¹ como verdade irrefutável. Uma verdade em que o povo de Deus sempre acreditou – e compreendeu. Em Maria está explícito o mistério de Deus, agindo por Cristo.  Em Maria, Deus alcança toda a humanidade e demonstra sua disposição de amor.
Viva sua Santa e Imaculada Conceição!

¹ Constituição Apostólica Ineffabilis Deus.

Maria Eulália Mello
Fonte: Jornal O REDENTOR, Paróquia Santo Afonso, Tijuca, RJ 


terça-feira, 25 de novembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - 2° ALMOÇO INTEGRAÇÃO


A chuva no domingo,  dia 23 de novembro, não diminuiu  a vontade de participar do almoço feito pela Legião de Maria com o apoio de diversas pastorais e grupos da Paróquia, num feliz trabalho de integração. 




Padre Luis Carlos, nosso pároco, deu-nos a bênção, seguido de um coro saudando Nossa Senhora com músicas marianas, pois o almoço comemorava antecipadamente a festa de N. Sra das Graças, no dia 27. 







Aconteceu também o show de prêmios, que  animou a comunidade e os amigos que prestigiaram o evento, foi uma tarde de confraternização e alegria, por estarem ajudando, também, na Campanha de Climatização da Santo Afonso. 
Chuva de Graças!


Maria Eulália Mello

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - PEREGRINAÇÃO À PENHA 2014

PELA 21ª VEZ LEGIÃO DE MARIA VAI AO SANTUÁRIO DA PENHA

A Legião de Maria pela 21ª edição organizou a caminhada até o Santuário de Nossa Senhora da Penha. Na manhã de 15 de novembro, os Legionários de todos os cantos do estado se encontraram no Largo da Penha, para participar de Via Sacra, Rosário, e da Missa na Concha Acústica da Igreja.



Esse ano todos os sites de tempo mencionavam a presença de chuva no horário. A noite de véspera não negava essa informação. Mas, para surpresa de todos, a chuva cessou e até o sol discreto apareceu. A missa foi presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e Assistente Eclesial da Legião de Maria junto a CNBB, Dom Edson de Castro Homem, e contou com os serviços do Diácono Waldecir Ferreira, da Arquidiocese de Niterói. “É para o engrandecimento de todos verem a Legião de Maria perseverando na caminhada. Sentimos que Maria se torna a ícone que nos leva a Jesus. Hoje Nossa Senhora com o título de Penha intercede por todos nós”, rogou o Diácono.




Na homilia Dom Edson destacou a fé. “Precisamos insistir e rogar a Deus e a Maria, sempre com simplicidade, vontade e fé. Quando Nossa Senhora apareceu em Fátima, aquelas crianças mal sabiam rezar a Ave-Maria, mas mostraram muita fé. Dessa forma, precisamos recitar a palavra Ave-Maria, e com essa fé ir adiante e rezar a oração inteira, depois chegar a 10, quem sabe a 50, que é o terço, e por fim, o rosário. Se depois for dormir, pode ter certeza que vai sonhar com os anjos”, revelou.

Dom Edson exaltou a conversa com Deus. “Rezar é importante e faz parte da nossa vida, mas será que quando Jesus voltar vai encontra fé na Terra? Acredito que vai encontrar muita gente boa em oração, espero que entre elas esteja a Legião inteira. Que Nossa Senhora também nos acompanhe nesse momento derradeiro e conclusivo, para que possamos rogar sua intercessão. Que nessa ocasião tenhamos o coração limpo, perdoado a todos, e ninguém com magoa de nós. Que lembremos que a oração pacifica-nos, nos orienta, e nos dar confiança”, destacou Dom Edson.

Ele ainda mostrou a importância da caminhada. “Ao fim da nossa romaria, que rezamos a via-sacra, o rosário e a missa, vamos continuar em oração e agradecer, com certeza Deus estará contente conosco. Nossa Senhora também fica contente, em especial quando falamos muito obrigado por tudo minha Mãe”, concluiu.

No evento se destacou a presença de muitos jovens. “Lindo é ver essa juventude, e especial louvando a Nossa Senhora”, comentou a Presidente do Comitium Mediatrix Leopoldina, Maria das Graças. Ao final Dom Edson falou com exclusividade sobre o positivo que foi o evento. “Esse ano, como todos, se fez uma bela romaria ao santuário, se percebeu piedade e devoção nessa participação”, acrescentou Dom Edson.

Hélio Euclides
Assessor de Comunicação

Legião de Maria/RJ

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - JESUS NÃO NOS PEDE PARA CONSERVAR A SUA GRAÇA EM UM COFRE!



No Angelus, o Papa reflete sobre a parábola dos Talentos

Apresentamos as palavras do Papa Francisco pronunciadas antes de rezar a oração mariana do Angelus neste domingo, 16 de novembro, na Praça de São Pedro. 

Queridos irmãos e irmãs, bom dia,
O Evangelho deste domingo é a parábola dos talentos, tirada de São Mateus (25, 14-30). Conta sobre um homem que, antes de partir para uma viagem, convoca os servos e confia a eles o seu patrimônio em talentos, moedas antigas de grande valor. Aquele patrão confia ao primeiro servo cinco talentos, ao segundo dois, ao terceiro um. Durante a ausência do patrão, os três servos devem fazer frutificar este patrimônio. O primeiro e o segundo servos dobram, cada um, o capital de partida; o terceiro, em vez disso, por medo de perder tudo, enterra o talento recebido em um buraco. No retorno do patrão, os dois primeiros recebem o louvor e a recompensa, enquanto o terceiro, que restitui somente a moeda recebida, é repreendido e punido.

É claro o significado disso. O homem da parábola representa Jesus, os servos somos nós e os talentos são o patrimônio que o Senhor confia a nós. Qual é o patrimônio? A sua Palavra, a Eucaristia, a fé no Pai celeste, o seu perdão… em resumo, tantas coisas, os seus bens mais preciosos. Este é o patrimônio que Ele nos confia. Não somente para ser protegido, mas para crescer! Enquanto no uso comum o termo “talento” indica uma qualidade individual – por exemplo talento na música, no esporte, etc., na parábola os talentos representam os bens dos Senhor, que Ele nos confia para que o façamos dar frutos. O buraco cavado no terreno pelo “servo mau e preguiçoso” (v. 26) indica o medo do risco que bloqueia a criatividade e a fecundidade do amor. Porque o medo dos riscos do amor nos bloqueia. Jesus não nos pede para conservar a sua graça em um cofre! Jesus não nos pede isso, mas quer que a usemos em benefício dos outros. Todos os bens que nós recebemos são para dá-los aos outros, e assim crescem. É como se nos dissesse: “Aqui está a minha misericórdia, a minha ternura, o meu perdão: peguem-no e façam largo uso”. E nós, o que fazemos?  Quem ‘contagiamos’ com a nossa fé? Quantas pessoas encorajamos com a nossa esperança? Quanto amor partilhamos com o nosso próximo? São perguntas que nos farão bem. Qualquer ambiente, mesmo o mais distante e impraticável, pode se tornar lugar onde fazer frutificar os talentos. Não há situações ou lugares incompatíveis com a presença e o testemunho cristão. O testemunho que Jesus nos pede não é fechado, é aberto, depende de nós.

Esta parábola nos exorta a não esconder a nossa fé e a nossa pertença a Cristo, a não enterrar a Palavra do Evangelho, mas a fazê-la circular na nossa vida, nas relações, nas situações concretas, como força que coloca em crise, que purifica, que renova. Assim também o perdão, que o Senhor nos dá especialmente no Sacramento da Reconciliação: não o tenhamos fechado em nós mesmos, mas deixemos que desencadeie a sua força, que faça cair muros que o nosso egoísmo levantou, que nos faça dar o primeiro passo nas relações bloqueadas, retomar o diálogo onde não há mais comunicação… E por aí vai. Fazer com que estes talentos, estes presentes, estes dons que o Senhor nos deu sejam para os outros, cresçam, deem frutos, com o nosso testemunho.
Acredito que hoje será um belo gesto que cada um de vocês peguem o Evangelho em casa, o Evangelho de São Mateus, capítulo 25, versículos de 14 a 30, Mateus 25, 14-30, e leiam isto, e meditem um pouco: “os talentos, as riquezas, tudo aquilo que Deus me deu de espiritual, de bondade, a Palavra de Deus, como faço com que cresçam nos outros? Ou somente os protejo em um cofre?”.

E também o Senhor não dá a todos as mesmas coisas e no mesmo modo: conhece cada um de nós pessoalmente e nos confia aquilo que é certo para nós; mas em todos, em todos há algo de igual: a mesma, imensa confiança. Deus confia em nós, Deus tem esperança em nós! E isto é o mesmo para todos. Não o desiludamos! Não nos deixemos enganar pelo medo, mas vamos retribuir confiança com confiança! A Virgem Maria encarna esta atitude no modo mais belo e mais pleno. Ela recebeu e acolheu o dom mais sublime, Jesus em pessoa, e à sua volta O ofereceu à humanidade com coração generoso. A ela peçamos para nos ajudar a sermos “servos bons e fiéis” para participar “da alegria do nosso Senhor”.

Fonte: ROMA, 16 de Novembro de 2014 (Zenit.org