sábado, 26 de julho de 2014

SÃO JOAQUIM E SANT''ANA - 26 DE JULHO


Hoje é dia de São Joaquim e Sant'Ana, pais de Nossa Senhora.  O que se sabe sobre a vida de ambos encontra-se no protoevangelho de Tiago, livro apócrifo do século II.  Discute-se, pois, o fundamento hostórico das narrativas, até porque se assemelham a relatos extraídos do Antigo Testamento.

Interessa-nos somente venerar com alegria e gratidão, os pais da Santíssima Virgem, que a acolheram e educaram nas tradições da fé judaica,introduzindo-a na experiência religiosa do povo eleito, pela fidelidade à Lei e à Aliança.  

O culto aos pais da Virgem é antiquíssimo.  A festa era celebrada separadamente, exceto entre os beneditinos.  A nova liturgia transferiu a festa de São Joaquim, do dia 16 de agosto, para uni-lo à sua esposa, no dia 26 de julho.  Temos, assim, a celebração do casal, unido no amor e na missão de serem pais de Maria e avós de Jesus.

O dia de hoje se reveste de significado especial para as vovós e os vovôs e a todos os anciãos que, após a fidelidade ao projeto de vida e ao plano de Deus, contemplam à distância o fruto de suas opções e realizações.

Nossa Senhora Sant'Ana, como a piedade popular aprecia nomeá-la, e seu esposo, São Joaquim, são modelos de vida conjugal e familiar, abertos e fiéis `a aliança com Deus, confiantes no cumprimento da promessa feita a Israel, realizada em Cristo Jesus.


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra


terça-feira, 22 de julho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - ADUBAR AS RAÍZES


O pedido que Jesus faz a multidão para atravessar o lago e ir para a outra margem com ele, é muito sugestivo (Mt 8, 18-22). Este relato pode ser interpretado como um convite de aproximação à própria pessoa do Cristo. Mateus destaca alguns desafios e enfatiza certas decisões radicais necessárias para o enraizamento do desejo de seguir a Cristo. Ele mostra que nosso propósito, deve ser bem discernido e arraigado, não pode partir de uma decisão precipitada, superficial, ou tomada por impulso, para que, quando vierem as dificuldades, elas não nos façam desistir.
No relato, Mateus escreve sobre o mestre da lei que precipitadamente disse a Jesus que o seguiria aonde quer que ele fosse. Jesus, que conhece bem os corações, percebe isso, e o ajuda a tomar a decisão de uma forma sólida e enraizada. Ao dizer para o mestre da lei que ele mesmo não teria onde recostar a cabeça, Jesus não quer colocar um empecilho ao desejo, mas quer tornar mais forte o propósito daquele que deseja segui-lo. É como se colocasse adubo para fortificar as raízes, e ajudar num aprofundamento do desejo. Se o que o mestre da lei falou para Jesus foi por impulso, tem agora a chance de discernir, deparando-se com uma das condições que o seguimento irá exigir dele. É a sua chance de dar uma resposta mais convicta.
            Mateus também fala do outro discípulo que era apegado aos seus familiares. O discípulo queria seguir, mas colocava condições. Seu desejo então não é radical, não tem boas raízes, pois qualquer contestação da família poderia fazer com que ele desistisse. Jesus exorta-o dizendo que o seguimento deve ser incondicional, mesmo quando vai contra a vontade da própria família, que era supervalorizada na época e pesava muito sobre qualquer decisão.
Com este relato, Mateus mostra que nosso propósito de seguir a Cristo só será concretizado, se o colocarmos em primeiro lugar na nossa vida. E por isso, a necessidade de discerni-lo e enraizá-lo bem. Tendo a certeza de que o próprio Cristo nos ajudará, ele vai adubar nossas raízes para que não sejamos arrancados dos nossos propósitos quando enfrentarmos os desafios do seguimento.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

NOSSA SENHORA DO CARMO - 16 DE JULHO


Hoje é dia de Nossa Senhora do Carmo.  A Ordem do Carmelitas tem este nome por alusão ao Monte do Carmo, onde alguns eremitas, no século XII, recolheram-se para se dedicar ao louvor de Deus, à semelhança do profeta Elias.  Puseram-se sob o patrocínio da Virgem Maria, conhecida como a Senhora do Carmo ou do Carmelo..  

Expulso pelos sarracenos, no século XII, os monges vieram para o Ocidente, fundando vários mosteiros.  No século XVI, na Espanha, o Carmelo foi renovado, com a influêncio dos míticos Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz.

O Carmelo é sinal de recolhimento e de oração para toda a Igreja, e é apelo ao sagrado e à contemplação.  Por isso, hoje olhamos para Maria, na perspectiva do Carmelo, e a vemos como modelo, estímulo e mestra de vida interior, pela intimidade com o Pai, em Cristo, seu Filho, mediante o Espírito Santo.

Hoje também é a festa do escapulário.  Segundo a tradição carmelita, Nossa Senhora teria entregado o Escapulário do Carmelo, em 1251, a São Simão Stock, como símbolo da proteção da Virgem para que os usam.  O escapulário é um dos sacramentais da Igreja Católica.


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia" 
Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

sexta-feira, 11 de julho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - O VALOR DA ORAÇÃO


Orar é abrir a alma para Deus. Se você pode, neste momento, faça-o proclamando as glórias do Senhor com seus lábios. Se o local ou as circunstâncias não favorecerem, reze mentalmente. Se tem a Bíblia à mão, reze com os Salmos. Se está caminhando, reze contemplando a natureza e dando glórias a Deus por tanta beleza.

Tudo deve nos levar à oração, conforme nos diz a mensagem de Jesus: “Orai, sem cessar. ” Em tudo, e, de modo mais acentuado, nas dificuldades, devemos nos lembrar também que o Cristo disse: “ Quem quer me seguir, tome a sua cruz de cada dia e siga-me. ” Se o mal nos ameaçar e as inclinações nos estimularem ao pecado, recordemos as palavras do Mestre: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. ”

 Que a nossa oração seja perseverante. Saibamos esperar a “hora de Deus”. Nem sempre Ele nos atende quando queremos e como queremos. Mas sempre considera as nossas orações. Confiemos em suas palavras: “Tudo que pediremos ao Pai em meu Nome Ele vos concederá”. Saibamos pedir e, com toda a certeza, receberemos grandes bens.

Algumas atitudes poderão dificultar as nossas orações. Por exemplo, a autossuficiência que nos faz confiar somente em nós e desprezar a pessoa do próximo; O egoísmo que nos levará a rezar somente por nós; A falta de atenção para com as coisas e Deus e a escravidão aos bens materiais que são passageiros. Pensemos em tudo isso e busquemos melhorar e intensificar as nossas orações e descobriremos o quanto somos capazes, sobretudo se confiarmos mais em Deus e no seu Plano de Amor por todos nós.


 Padre Jac - Pároco da Catedral de São Pedro de Alcântara  / Diocese de Petrópolis/RJ

segunda-feira, 30 de junho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - "Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito"

Diferentemente da proposta dos judeus da época de Jesus, que tinham como ponto auge do ser humano a prática da justiça: “dente por dente, olho por olho”. Para Cristo o auge do ser humano é ser como Deus e agir a partir do amor gratuito e incondicional a todos.
A lei em que os judeus baseavam sua fé recomendava-os a agir sempre de forma justa: amar os amigos e odiar os inimigos (cf. Mt 5, 43). É como se quando alguém nos fizesse um mal, poderíamos por justiça, retribuir este mal na mesma medida. Para eles Deus age assim, limitado a própria justiça.
Porém, Cristo nos mostra que o Deus que ele ensina a chamar de Pai é diferente. Ele não age segundo a justiça, sua relação conosco não se baseia na justiça, mas no amor gratuito. Por isso Jesus diz que o Pai faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair à chuva sobre justos e injustos (cf. Mt 5, 45), e nós como filhos deste Pai que é amor, devemos agir como Ele: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). Este é o convite feito ao cristão para conviver com seus irmãos não segundo a justiça, mas segundo o amor.
Neste mundo marcado pela injustiça, quem é justo já tem um grande mérito, já pode ser considerado “grande”. Porém, Deus deseja que avancemos mais, nós podemos ser como Deus e viver segundo o amor. Para isso é preciso amar não só os amigos, mas a todos, mesmo aqueles que nos fazem mal. “Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tonareis filhos do vosso Pai que está nos céus” é o que está escrito em Mt 5,44-45.
Tornar-se filho do Pai que está nos céus, é ser como Jesus, aquele que viveu e deu a vida não só para os seus amigos, não só para os que o aceitaram, mas a todos. Inclusive, no alto da cruz, ele pediu o perdão a Deus para aqueles que estavam matando-o: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
Muitos devem estar se perguntando: Como amar alguém que me magoou profundamente e que deixou meu coração ferido? Esta é uma pergunta muito pertinente, pois quase todos vivem de alguma forma essa experiência. Porém o que Jesus nos pede está no nível da nossa ação, não no nível dos sentimentos, pois nós não temos controle sobre eles. Por mais que nossa razão queira, ela não pode controlar os sentimentos. Assim, é muito difícil, ou poderíamos dizer que é impossível que se possa cultivar sentimentos bons a alguém que nos cause magoas profundas. Mas Jesus não nos pede isso, ele nos pede algo que é possível. Seu desejo é de que a nossa conduta, ou a nossa prática seja a mesma prática de Deus: a caridade, o amor.  O que ele deseja é que nossa relação com alguém que nos fere, não seja baseada na justiça, mas na caridade e no serviço. Por mais que seja justo não devemos revidar um mal. Nós devemos agir segundo o desejo de ser como Deus.
Deus é a plenitude do amor, e viver nesse amor é a plenitude do ser humano, ou seja, o ponto auge que queremos chegar: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

Fagner Dalbem Mapa, C.Ss.R.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - EUCARISTIA: SIMBIOSE COM CRISTO


Celebrar a Solenidade de Corpus Christi é a oportunidade para reafirmamos a nossa fé na Eucaristia, ação de graças, presença viva do Cristo nas espécies do pão e do vinho, como também é oportunidade de refletirmos sobre a ação deste sacramento de Amor em nossa vida de cristãos. A festa que remonta ao século XIII, ressalta o lugar central que a Eucaristia deve ocupar em nossa comunidade eclesial e em nossos corações. Minha participação na Eucaristia produz em mim algum efeito? Pensando nesta pergunta, lembramo-nos da palavra “simbiose”, que quer dizer, entre outras coisas, associação e entendimento íntimo entre duas pessoas. É exatamente este movimento que deve acontecer em nossa vida cristã, cada vez que nos aproximamos da mesa eucarística.

Santo Afonso de Ligório compreende bem esse movimento de íntima união e sadia dependência. Para falar sobre a Eucaristia, não poupa sentimentos e afetos, sua linguagem é apaixonada e ardente, porque reconhecimento do amor real que acontece entre Deus e o cristão: “O amor sempre tende para a união. Por isso quis Cristo que o recebêssemos como alimento, pois as pessoas que mais intensamente se amam, desejam estar juntas até fundir-se em uma só”.  Pela nossa participação no banquete eucarístico, realiza-se nossa comunhão plena com Cristo, que se expande na relação com o próximo e com toda a humanidade. Todos são convidados para participarem da ceia eucarística, especialmente os mais explorados e excluídos de nossa sociedade, realização da promessa do Reino que já se adianta. Estamos ligados pelo “pão da vida”, por isso, em qualquer lugar onde participamos do sacrifício eucarístico, sentimo-nos em casa, numa única família.

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 56). Esta palavra deve ser assimilada com fé cada vez que recebermos a eucaristia, para que, desta forma, tornemo-nos consanguíneos de Cristo, enxertados em seu próprio corpo, formando o mesmo ser “crístico”, como dizem os padres da Igreja. O corpo de Cristo é formado de toda vida cósmica, de todo trabalho humano. Cada vez que comungamos, realiza-se uma união não somente afetiva, mas efetiva e real com Cristo, que em nenhum outro momento experimentamos tal comunhão de Amor: “De tal forma Jesus penetra a alma e se assemelha ao corpo, que já não somos nele senão uma só e mesma coisa”, diz Santo Afonso. Ao tornar-se pão, alimento de divinização e força de ressurreição, sua vida divina penetra nossa humanidade, configurando-a a si próprio.

O significado da Eucaristia parece estar bastante obscurecido ultimamente. Muitas vezes esquecemos o significado primeiro da Eucaristia. Quando nos reunimos ao redor da mesa para comungarmos pão e vinho transformados em Corpo e Sangue, esquecemos que pão e vinho são também alimento, portanto a Eucaristia é o meio pelo qual nos comunicamos, nos fazemos irmãos uns dos outros, nos humanizamos. Alimentamo-nos não de um pão comum e cotidiano, mas do Corpo e Sangue de Cristo plenificados, que dão sentido novo para a existência, realizando a nossa união íntima com Jesus, tornando-nos um só corpo e uma só carne.

A comunidade é integrada no Corpo de Cristo, por isso, ninguém pode ficar fora desta comunhão. Por mais que sentimentos de indignidade ou de culpa pareçam querer nos afastar da comunhão eucarística, não nos esqueçamos deste conselho de Santo Afonso: “E se te vires frio nesse amor, não te afastes por isso da eucaristia. Quem, por estar sentindo frio, quer afastar-se do fogo? Confia-te totalmente à misericórdia do Senhor, pois quanto mais enfermo se encontra alguém, tanto mais necessidade tem de médico”.

Rodrigo Costa 

Fonte:  http://www.provinciadorio.org.br/artigo


sábado, 21 de junho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - VISITANDO O JARDIM DE DENTRO



"Apesar de tudo, vem aí a Primavera!" Assim nosso poeta Carlos Drummond de Andrade saudou a primavera de 1981, num texto publicado no JB de 01 de setembro.

Quando ela chega e a boa nova anda nos campos, começamos a sonhar juntos e a inventar canções que trazem sol, embora nem sempre aprendemos a lição que já sabemos de cor...

Eis a sutil sugestão do poeta: Se na primavera não houver jardim por perto, visitemos o jardim de dentro, jardim que nem sempre visitamos! Que sensibilidade – própria do olhar que só os poetas têm! Drummond alerta para uma lição sabida de cor, mas esquecida, neste tempo de esperança!

Ele foi ao ponto, deixou-nos uma lição que só nos resta aprender – na primavera também visitar o jardim de dentro! Santa Teresa d’Avila chamou-o de Castelo Interior! Segundo esta carmelita singular, é neste castelo de dentro que deveríamos sempre morar, pois neste jardim de dentro vive Deus. E para ela, só Deus basta!

De fato, há dentro de cada pessoa um jardim, um espaço cheio de pétalas de silêncio, com flores sagradas e ramos de serenidade, paisagens de quietude e de paz, uma área nobre isenta de perturbação, com troncos de fortaleza, cujas raízes estão no Criador! Neste jardim de dentro tudo floresce, pois é espaço sagrado, unicamente habitado por Deus! Neste espaço não cabem pessoas, coisas, pensamentos, reflexões, preocupações, paixões, temores, receios, ressentimentos, mágoas, isolamento – cabe apenas Deus! Este espaço de quietude, o jardim de dentro, é o seu sacrário pessoal!

Muitos têm dificuldade de experimentá-lo e senti-lo, sobretudo no nosso tempo, tempo de correria e de falta de tempo para silenciar, calar, repousar, ouvir, rezar, meditar, sentir!

Hoje, há muita gente fechada fora de casa, incapaz de entrar, prisioneira da exterioridade, vivendo em castelo exterior, em jardins de fora! Muitos têm medo de olhar para dentro de si, receio de entrar em contato com esta região nobre para fazer uma profunda experiência de silêncio e abandono, encontrar a Deus e se entreter tão somente com Ele...
E por que? Receiam entrar em contato com o passado, para não reviver memórias de angústias, perdas, mágoas, fracassos, erros, desenganos, frustrações, solidão...

No nosso tempo – tempo de jardins de fora – o homem sabe o que há em outros planetas, mas ignora o que há no seu jardim de dentro e do que mais precisa o seu coração! Vivemos numa cultura da exterioridade, justamente quando o homem tem mais necessidade de interioridade, a fim de encontrar com o Absoluto que vive dentro de si e dá sentido à sua vida!

Como visitar o jardim de dentro? Santo Ambrósio disse que o convite de Jesus a entrar na própria casa e fechar as portas do quarto para rezar (Mt 6,1-4), não se refere ao quarto cercado de paredes; é também o quarto que está em cada um de nós – o nosso jardim de dentro!

Foi o que descobriu Santo Agostinho, depois de tanto andar nos jardins de fora: Tu estavas dentro de mim e eu fora de Ti, e Te procurava nessas formas de beleza que são tuas criaturas (Confissões - 10,27).
Que bela confissão: Santo Agostinho procurando Deus nos jardins de fora, e Deus aguardando por ele no seu jardim de dentro – Tu estavas dentro de mim e eu fora de Ti!

Não rezemos muito, mas, sempre! A oração ajuda-nos a entrar no jardim de dentro, a ficar no Castelo pessoal e interior, para assim encontrar o Senhor da vida e ficar sob o seu olhar!

Ela, a oração, é essencial, não apenas para entrar no jardim, mas, também, para dentro dele permanecer descobrindo a face do Senhor!


Dom Abade Felipe da Silva
Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro/RJ

Fonte: Opinião e Notícias - 30/05/2014
Arquidiocese de Belo Horizonte/MG

sexta-feira, 13 de junho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - ALOCUÇÃO



Alocução – Junho 2014

"A primeira coisa que queria chamar atenção é o momento da Páscoa. 

E a Igreja nos convida a viver os 50 dias que nos preparamos para o Pentecostes. A liturgia nos apresenta a despedida de Jesus, que também é a Ascensão de Jesus.

Para confortar os discípulos, virá o Espírito Santo,, aquele  que nos mostra que a cruz não é o fim. Jesus faz a promessa e a cumpre: os discípulos não iriam ficar sozinhos.

O Espírito Santo, é o Espírito da verdade, que veio depois de Jesus para estar junto de nós. É o Espírito Santo que vai nos ajudar a exercer a nossa missão na Igreja.

A leitura do manual nos mostra que se não estivermos unidos a Cristo, não teremos força para o nosso trabalho. Não temos sabedoria sozinhos, , precisamos estar cheios do Espírito Santo para exercermos bem o nosso apostolado, e ser instrumentos de Jesus e Maria, para propagar a palavra de Deus". 



Pe.Fábio Siqueira – diretor espiritual do Senatus RJ

quinta-feira, 12 de junho de 2014

LEGIÃO DE MARIA EM APARECIDA/2014 - VÍDEO


LEGIÃO DE MARIA - APARECIDA 2014



Legionários de Maria meditam a Via Sacra na Casa da Mãe Aparecida


A Romaria da Legião de Maria trouxe representantes de diversas regiões do Brasil ao Santuário Nacional de Aparecida, neste sábado (31).

Reunidos em frente à Tribuna Papa Bento XVI, os legionários de Maria meditaram a Via Sacra recordando o tema da Campanha da Fraternidade deste ano de 2014 ‘Fraternidade e Tráfico e o Tráfico Humano’. A Romaria da Legião de Maria é realizada anualmente desde 1956.

Segundo o padre Sebastião Sá Lima da Arquidiocese de Fortaleza (CE), A Legião de Maria é o exército em ordem de batalha com Maria para caminhar com Jesus Cristo.

“Quando nos dedicamos com legionários e legionárias estamos a serviço da Igreja nas mais diversas pastorais, de modo especial, na comunidade onde nós nos encontramos”, afirmou.
Padre Sebastião explicou que no trabalho legionário se conservam as famílias, os doentes, a catequese e a evangelização. Os legionários de Maria fazem visitas domiciliares a idosos, famílias enlutadas, doentes e sempre que houver necessidade de uma palavra amiga e confortadora. Visitam também hospitais, presídios, orfanatos, asilos; dentro da área consignada à Paróquia.

A Santa Sé reconheceu neste ano de 2014 a Legião de Maria como Associação Internacional de Fiéis.

A Associação nasceu em 1921 na Irlanda, por iniciativa de um pequeno grupo guiado por Frank Duff, funcionário do Ministério das Finanças e depois Secretário particular do Ministério da Defesa irlandês. Ao longo dos 93 anos de existência, a associação espalhou-se por todo o mundo.


 Polyana Gonzaga , 31 de Maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

LEGIÃO DE MARIA - O DESAFIO DA FÉ


                                              O desafio da fé


Acreditar e entregar a vida nas mãos de Deus pela fé, não é tão simples. É um desafio, é um pouco exigente. Pois crer, e se entregar ao que não é possível ver e tocar é realmente um desafio para o ser humano. Podemos perceber isso quando nos deparamos com uma novidade. Nossa reação é a de querer explorar ao máximo, não se contentar em apenas com a informação de um dos nossos sentidos, ou seja: “ver” penas com os olhos. Sentimos a necessidade de “ver” também com as mãos. Por isso que quando vamos a uma exposição de arte, sempre encontramos em torno da obra uma “cerquinha”, para que as pessoas não toquem. Às vezes tem até uma placa pedindo para não tocar. Isso faz parte da nossa natureza, é muito forte em nós. A criança que está descobrindo o mundo além de ver, quer pegar. E se não bastasse, precisa colocar na boca pra sentir o gosto. E depois, ainda fica segurando um tempão bem firmemente em suas mãos, se alguém tirar, ela chora.

Por isso que a fé é um grande desafio para nós, pois a maior esperança da nossa vida, nossos sonhos, desejos e projetos são colocados em algo que não nos parece nada concreto, na fé em Deus. É pelo caminho da fé, que Deus quis que nos encontrássemos com Ele. E fé não é algo concreto que podemos ver, tocar, colocar na boca ou segurar. Não é uma posse. Na verdade, é ela que nos possui, pois a ela nos entregamos.

Tomé representa o ser humano diante desse desafio (cf. Jo 20,19-31). No personagem “Tomé”, vemos claramente essa característica e necessidade humana de ter uma experiência concreta para poder confiar. Por isso confiamos tanto na ciência e em suas demonstrações, contudo temos dificuldade de nos entregarmos plenamente à fé em Deus.

Os companheiros de Tomé tiveram uma experiência com Jesus e disseram a ele: “nós vimos o senhor”. Como Tomé não teve uma experiência parecida, ele não conseguiu acreditar: “se eu não o vir e nem toca-lo não acreditarei”. Essa é uma tendência comum em todos nós

Então como podemos superar essa nossa dificuldade de acreditar, de nos lançarmos na fé e confiar plenamente em Deus? A resposta está também com o personagem Tomé. É preciso ter uma experiência com o Cristo, assim como Tomé teve. E isso só é possível se estivermos em comunidade.

Tomé só pôde ter a experiência com o Cristo ressuscitado quando estava junto com a comunidade. Nossa experiência com Cristo acontece através dela. Não quer dizer não possamos ter uma quando estamos sozinhos, mas o que eu o Evangelho mostra, é que a entrega à fé se torna mais fácil, quando estamos em comunidade, pois nela é onde o Espírito é soprado, onde Deus derrama a sua paz.

Quando se está em comunidade, enfrentam-se os problemas, celebram-se festas e pode-se ver a ação de Deus com maior clareza de fé. É a comunidade que nos coloca diante de Jesus para que possamos ter uma experiência com Ele. Se nos afastamos dela, perdemos a oportunidade de viver as experiências que ele a proporciona, e assim a entrega à fé é mais difícil. Ouviremos nossos irmãos dizendo que viram o Senhor, mas não acreditaremos. É preciso participar da experiência da comunidade para fortalecer nossa fé.

Fagner Dalbem Mapa, C.Ss.R.
http://www.sabordafe.com

terça-feira, 13 de maio de 2014

SALVE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA!!!



Hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.  No dia 13 de maio de 1917, na Cova da Iria, em Fátima, a Mãe de Jesus apareceu a três pastorinhos portugueses: Lúcia, de 10 anos, Francisco, de 9, e Jacinta, de 7.

A Senhora marcou com eles um encontro para os dias 13 dos meses seguintes.;  A 13 de outubro mil pessoas testemunharam o Milagre do Sol, que se moveu como se estivesse caindo sobre a Terra, crescendo em chamas multicores.

A mensagem da Senhora de Fátima é simples e acessível a todos.  Resume-se em: rezem o terço todos os dias; rezem muito e façam sacrifícios pelos pobres pecadores; a guerra vai logo acabar, mas se não pararem de ofender ao Senhor não passará muito tempo para vir outra pior; abandonem o pecado de suas próprias vidas e procurem eliminá-lo da vida dos outros, colaborando com a Redenção do Salvador

A festa da primeira aparição de Nossa Senhora do Rosário é, portanto, um  convite à oração e à conversão, núcleo da mensagem mariana de Fátima.


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia"; Dom Edson de Castro Homem; Ed. Casa da Palavra

MARIA MÃE DE DEUS E NOSSA




SEU NOME...  MARIA, MÃE DE DEUS E NOSSA.

O mês de maio chega e traz mais forte a presença de Maria. O nome cativante da menina escolhida, da esposa de José, da mãe de Jesus Redentor.  Presença e modelo de fé, de confiança, de entrega total aos desígnios de Deus. Maria está no coração-lar que a queira abrigar.

O nome de Maria concentra muitos significados, quem sabe, é um código instalado na Criação pela sabedoria do Criador. Porque quando escolheu aquela menina, sabia que, ela como mãe estaria “vivendo” as vicissitudes da vida, sempre conosco, dando-nos o amparo necessário.

Maria nos entende. Os cuidados, a manutenção de sua casa, os proventos, a atenção que reservou a Jesus e a José, protegendo a Sagrada Família, foram e são os mesmos hoje, os que devemos oferecer às nossas próprias famílias. A especial participação da Mãe de Jesus na obra da Redenção, não a eximiu do trabalho, do suor e da luta. 

Maria igual a tantas Marias que vivem, enfrentam, aguentam, pois têm fé na vida, a vida que Deus nos dá. É bonito saber que toda mulher possui a centelha divina de Maria.

Maria é o nome que conta histórias: de Nazaré, de Guadalupe, de Fátima e de tantos outros lugares que escolheu visitar. Sente as Dores, ouve os clamores. Sempre será o Perpétuo Socorro dos aflitos, doentes e abandonados. Intercede Desatando os nós da vida, junto a Divina Providência, porque lhe é abundante a Graça de Deus, são raios de Luz iluminando os caminhos e fortalecendo nossa esperança. Bendita é a Senhora Aparecida das águas.  Maria Nossa Senhora e Nossa Mãe.

Neste mês de maio saudamos a Virgem de Fátima, no dia 13. Que possamos alegrar nossos corações com sua presença, crer e crescer na fé, na esperança e no amor.


Maria Eulália Mello

Fonte: Jornal O REDENTOR - paróquia Santo Afonso Tijuca, RJ


quinta-feira, 8 de maio de 2014

METAMORFOSE



O tempo atual configura-se cada vez mais como época das grandes transformações. Mudanças que mostram inegáveis avanços no mundo técnico, científico, humano e espiritual. Em sua pluralidade de visões, de manifestações, de culturas a raça humana revela sinais de uma capacidade impressionante de construir o bem, a fraternidade, a boa convivência em parcerias variadas. Bendito seja essa era das comunicações, das redes virtuais, das facilidades de transitar pelo planeta sem tantas dificuldades. Como não ficar feliz com tamanhas conquistas, com o esplendor das variadas novidades!

Todavia, ingênuo seria aquele que não reconhecesse as sombras, as dificuldades que amargam a vida em suas facetas mais variadas. A desigualdade certamente é uma das mais gritantes. Absurdo o que uns acumulam em detrimento de outros. A distância abissal entre ricos e pobres enfraquece qualquer projeto de crescimento e de paz. Difícil imaginar um bom futuro se o racismo é insistente. Mais difícil ainda é assistir as ilusórias campanhas, absolutamente passageiras, com ares de alegria porque milhões curtiram, em poucas horas, um gesto, uma foto. No outro dia? Sem nenhuma notícia, a exploração continua agressiva a espera de mais holofote que elege como digno de brilho alguma outra postura isolada.  Cultura, atitudes não se mudam no final de um dia como se fosse a roupa do corpo. A conversão exige a lenta formação da consciência. É empenho de sempre porque o novo pede compromisso, um contínuo gastar a vida.

Um estudioso que conjuga bem filosofia e religião chama esse cenário de caos-gênese. Momento complexo, entretanto positivo e que interpela o ser humano a dar novas respostas para seus problemas. Como a lagarta que, num processo lento, progressivo, paciente, encanta o espaço com o voo de uma linda borboleta, as mudanças grandes, no coração humano, não podem acontecer apenas na magia dos espaços virtuais. Elas exigem relações, presença, posturas existenciais. Necessitam investimento paciente, diário e a certeza de uma demora geradora. As apressadas promessas de felicidade que insistem em chegar por todos os lados não são compatíveis com as verdadeiras metamorfoses. O que os novos cenários parecem esperar é o encantamento pelo milagre que é a vida, um dom que merece respeito e cuidado.

Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R
Superior da Província Redentorista do Rio



sexta-feira, 18 de abril de 2014

LEGIÃO DE MARIA - A VIA SACRA

   

 Existe em Jerusalém uma rua que se chama “Via Dolorosa”. É o caminho que todo grupo de peregrinos faz questão de percorrer levando uma grande cruz, que cada qual carrega numa parte do trajeto. Pouco importa se é preciso atravessar o movimentado sukh árabe, mercado de ruas estreitas, em meio à indiferença e ao desrespeito. Foi por aí que passou Jesus andando penosamente os 500 metros que separam o pretório de Pilatos do Calvário. Enquanto a gente vai pisando as pedras molhadas com seu suor e sangue, vai meditando e revivendo o Mistério Pascal, centro de nossa fé, chorando os pecados como Pedro, aprendendo a ser solidário como o Cireneu e a Verônica, abrindo-se como o Bom Ladrão à fé no Messias sofredor, para estar junto à cruz como Maria e o discípulo amado, e ali acolher com eles a Palavra que salva, o Sangue que purifica, o Espírito que dá a vida.     
       Os peregrinos que desde os primeiros séculos visitaram os Lugares Santos da Paixão, voltavam para suas terras com o desejo de reproduzir em suas próprias igrejas aquele caminho que tinham percorrido em Jerusalém. Daí nasceu a Via Sacra, ou “Caminho Sagrado”, em torno do século XIII, tempo de São Bernardo e São Francisco de Assis. Quando se estendeu a toda a Igreja do Ocidente, no século XV, era ainda variável o número e o conteúdo das estações, sendo fixado definitivamente em 14, pelo Papa Bento XIV, no século XVIII. Recentemente acrescentou-se a décima quinta estação, para celebrar a Ressurreição de Jesus, complemento imprescindível da sua morte na cruz.
        Você já notou que, quando assiste na TV à Via Sacra do Coliseu presidida pelo Papa na noite de Sexta-Feira Santa, as estações não são as mesmas que nós conhecemos? Ele segue a chamada Via Sacra bíblica, que João Paulo II presidiu pela primeira vez no Coliseu no ano 1991. Esta Via Sacra substitui aquelas estações que não têm referência nos Evangelhos (as 3 quedas de Jesus, seu encontro com Maria e com a Verônica) por cenas descritas pelos Evangelistas. Mas ambas as formas, a tradicional e a bíblica, continuam em vigor na Igreja.
        Aqui está um quadro comparativo para você entender as diferenças:

Via Sacra tradicional                                     Via Sacra bíblica

1. Jesus é condenado à morte                        1. Jesus no Horto das Oliveiras
2. Jesus recebe a cruz para carregar            2. Jesus traído por Judas e preso
3. Jesus cai pela primeira vez                        3. O Sinédrio condena Jesus
4. Jesus encontra sua mãe Maria                  4. Pedro nega Jesus três vezes
5. O Cireneu leva a cruz de Jesus                  5. Jesus é entregue a Pilatos
6. Verônica enxuga o rosto de Jesus              6. Flagelação e coroação de espinhos
7. Jesus cai segunda vez                                7. Jesus recebe a cruz
8. Jesus consola as mulheres de Jerusalém   8. O Cireneu leva a cruz de Jesus
9. Jesus cai terceira vez                                 9. Jesus e as mulheres de Jerusalém
10. Jesus é despojado das vestes                   10. Jesus é pregado na cruz
11. Jesus é pregado na cruz                          11. Diálogo com o Bom Ladrão
12. Morte de Jesus na cruz                            12. Maria e João junto à cruz
13. Jesus é descido da cruz                            13. Morte de Jesus na cruz
14. Jesus é sepultado.                                    14. Jesus é sepultado.
                                                          
     A Via-sacra pode ser rezada durante todo o ano litúrgico, mas adquire um significado especial durante a Quaresma. E quando a realizamos caminhando, tomamos mais consciência de nossa condição de discípulos seguidores de Jesus.
      Em cada Via Sacra se reflete sobre os sofrimentos do nosso tempo e por isso ela nunca deixará de ser atual, pois toda dor da humanidade é continuação da Paixão de Cristo: “Onde sofre teu irmão, eu estou sofrendo nele”.
      Termino com duas perguntas. Você sabia que Santo Afonso, mesmo na mais extrema velhice, não deixava de fazer a Via Sacra diariamente, percorrendo em sua cadeira de rodas as 14 estações no corredor do convento?
      Você já viu, na Via Sacra da nossa igreja, que a figura de Maria está presente em todos os quadros, em todas as estações? Bela maneira com que o pintor Carlos Oswald retratou a constante participação da Mãe na obra redentora do Filho. Também nisto ela é modelo para todos nós, filhos seus.

Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.




quarta-feira, 16 de abril de 2014

LEGIÃO DE MARIA - PAPA FRANCISCO: "O diabo existe também no século XXI"



Papa na missa matutina: "O diabo existe também no século XXI. Aprendamos do Evangelho a combatê-lo"                                        11/04/2014


A homilia desta sexta-feira foi toda dedicada à luta contra o demônio. “A vida de Jesus foi uma luta. Ele veio para vencer o mal”, disse o Pontífice, que advertiu: trata-se, porém, de uma luta que todo cristão deve enfrentar. 

Também nós somos tentados, também nós somos objeto do ataque do demônio, porque o espírito do Mal não quer a nossa santidade, não quer o testemunho cristão, não quer que sejamos discípulos de Jesus. E como faz o espírito do Mal para nos afastar da estrada de Jesus com a sua tentação? A tentação do demônio tem três características e nós devemos conhecê-las para não cair nas ciladas. A tentação começa levemente, mas cresce: cresce sempre. Depois, cresce e contagia outra pessoa, passa a outro, tenta ser comunitária. E, no final, para tranquilizar a alma, se justifica. Cresce, contagia e se justifica”.

A tentação, observou o Papa, parece uma sedução. Quando é rejeitada, cresce e se torna mais forte, envolvendo outras pessoas. Assim aconteceu com Jesus, o demônio envolveu os seus inimigos. Quando Ele fala na Sinagoga, seus inimigos tentam menosprezá-lo, dizendo: “Mas este é o filho de José, o carpinteiro, o filho de Maria! Nunca foi à Universidade! Mas com qual a autoridade fala? Não estudou!”. A tentação, disse, “envolveu todos contra Jesus”. E o momento “mais forte da justificação é o do sacerdote”, quando diz: “Não sabem que é melhor que um homem morra para salvar o seu povo?”: 
“Temos uma tentação que cresce: cresce e contagia os outros. Pensemos numa intriga, por exemplo: sinto inveja de uma pessoa. Primeiro é um sentimento pessoal, mas depois tenho que compartilhá-lo com o outro. Cresce e vai contagiando… Mas este é o mecanismo das intrigas e todos nós somos tentados a fazê-las! Talvez alguns de vocês não, se são santos, mas também eu sinto esta tentação! É uma tentação cotidiana. Mas começa assim, suavemente. Depois cresce e, no fim, se justifica”.

Estejamos atentos, disse ainda o Pontífice. “Quando no nosso coração sentirmos algo que acabará por destruir as pessoas, se não pararmos a tempo, esse sentimento crescerá e nos restará justificar: 

“Todos somos tentados, porque a lei da vida espiritual, a nossa vida cristã, é uma luta: uma luta. Porque o príncipe deste mundo – o diabo – não quer a nossa santidade, não quer que sigamos Cristo. Alguém de vocês, talvez, poderá dizer: ‘Mas, Padre, como o senhor é antigo, falar do diabo no século XXI!’. Mas, olhem que o diabo existe. Existe. Inclusive no século XXI! E não devemos ser ingênuos, eh? Devemos aprender do Evangelho como se faz a luta contra ele”.

                                                                                   Fonte: Rádio Vaticano 






segunda-feira, 14 de abril de 2014

LEGIÃO DE MARIA - PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO



Pai, aqueles que tu me deste, eu quero que eles estejam comigo (Jo 17, 24)                                 

Amado irmão e irmã, aproximam-se os dias em que vivenciaremos em Cristo aquilo que experimentamos no decorrer de nossa vida. Trata-se da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Mestre. O mistério de nossa vida ganha sentido quando ampliamos a nossa capacidade de compreender as relações humanas e captamos que, estando em comunhão com Jesus, adentramos no santuário sagrado de Deus.

O Tríduo Pascal apresenta para nós, com intensidade, o drama de toda a vida de Jesus. É Deus quem se rebaixa à condição humana, conforme nos diz São Paulo na carta aos Filipenses 2, 7-9. Ao assumir a nossa fragilidade, Jesus abraçou as realidades que enfrentamos no cotidiano e nos ensinou a não fugir das tentações, mas a enfrentá-las. Nosso Senhor não foi poupado de ironias, sarcasmos e inveja. A sua profunda intimidade com o Pai lhe possibilitou o equilíbrio emocional para lidar tanto com os que o desprezavam quanto com os que o amavam de forma sensata e perspicaz.

Em nosso dia a dia, nos deparamos com pessoas que nos amam e com outras que não nos amam como gostaríamos. Os ensinamentos de Jesus acerca do amor sem limites exigem amadurecimento de cada cristão, a fim de que seja uma pessoa equilibrada como o Mestre. Essa exigência nos faz pessoas dialogáveis e amorosas. Entretanto, vendo a realidade ao nosso redor, percebemos que muitos cristãos e cristãs ainda não experimentaram a Kenosis, ou seja, não assumiram a sua humanidade. Em termos concretos, assumir a humanidade é reconhecer que somos todos iguais, independente do sexo, da cor, da cultura etc.

Os dias sagrados da Semana Santa já não mobilizam mais os cristãos e a sociedade como em tempos passados. Infelizmente, mais uma vez o culto exagerado ao dinheiro, com suas ofertas sedutoras, retira as pessoas do recolhimento espiritual e transforma tudo em festa, consumo e ostentação. Contudo, cada um de nós experimenta, no decorrer do ano, dias de silêncio, solidão e dor. Isso se dá quando somos discriminados, injustiçados, desrespeitados, quando nos deparamos com a doença de alguém próximo a nós ou quando falece alguém que a gente ama muito. É dessa forma que a Paixão de Jesus é vivida por cada um.

A maior festa judaica e cristã é a Páscoa. Para os judeus, é a celebração da libertação da escravidão no Egito; e para nós, cristãos, é a celebração da libertação da morte. Em Jesus, que se rebaixa à condição humana, inclusive na morte, e morte violenta, está a nossa grande esperança: a vitória da vida sobre a morte. A ressurreição é a certeza de que vale a pena nos esforçarmos e até nos sacrificarmos para gerar e facilitar uma convivência harmoniosa entre as pessoas.

Ao contemplar Jesus de Nazaré nos dias fatídicos que antecedem a sua morte, deixo um apelo para você: seja solidário com quem sofre. Busque se colocar junto do Mestre, que serve a todos sem distinção. Sinta o coração amoroso dele no seu e também a angústia que lhe perpassou a alma. Penetre com seu olhar a realidade crua do mundo que conspira contra você, mas não fique paralisado e nem caído debaixo da cruz. Levante-se de suas quedas, pois você não é perfeito. Busque o perdão, como Pedro. Não se desespere, como Judas. Sempre existirá um Simão Cirineu para auxiliá-lo.

Enfim, faço um convite delicado: esteja com o Cristo onde ele estiver – Jardim das Oliveiras, sinédrio, prisão, calvário etc. Deus, em sua extrema benevolência e gratuidade, não poupará meios de estar ao seu lado, onde você estiver, mesmo que você não esteja mais sentindo, como aconteceu com Nosso Senhor quando foi retirado da cruz e colocado no colo de Maria, nossa amada mãe do céu. Saiba que, quando tudo parecer perdido, a luz da passagem para uma vida melhor começará a brilhar. Sem a escravidão do ser humano, ele estará livre para viver a Páscoa. Essa liberdade iluminada e redentora é a vida, que começa na terra e se plenifica na eternidade de Deus!

Pe. Luís Carlos de Carvalho Silva, CSsR