segunda-feira, 20 de abril de 2015

LEGIÃO DE MARIA - ACIES


Anualmente todos os membros da Legião de Maria renovam à consagração a santa Mãe de Deus, na solenidade chamada de Acies.  É a festa mais importante da Legião, quando os legionários ativos e auxiliares, confirmam sua disposição e amor a Maria Santíssima.



O Comitium Causa Nostrae Laetitiae reuniu os legionários para este grande momento, no Santuário de São Camilo,  na Usina, Tijuca, no dia 19 de abril, às 15:30h,  iniciando-se com a recitação do terço, e,  em seguida, a santa missa presidida  pelo pároco Pe. Fábio Pinto.
As Curiae e Praesidia estiveram presentes, cumprindo o compromisso de fé e de devoção a Nossa Senhora, causa de nossa alegria.









Salve Maria!


Maria Eulália Mello

sexta-feira, 17 de abril de 2015

LEGIÃO DE MARIA - GLÓRIAS DE MARIA III


Prece do autor à Jesus e à Maria

Ó amantíssimo Redentor e Senhor meu, Jesus Cristo, eu, vosso miserável servo, sei quanto vos agrada quem procura glorificar vossa Mãe Santíssima, que tanto amais e tanto desejais ver amada e honrada por todos. Por isso resolvi publicar este livro que fala de suas glórias.
Não sei portanto, a quem melhor recomendá-lo do que a vós que tanto prezais a glória desta Mãe. Por conseguinte vo-lo recomendo e dedico. Aceitai este insignificante tributo de meu amor para convosco e vossa Mãe querida. Protegei-o; a quantos o lerem enchei com a luz de confiança, inflamai-os nas chamas do amor para com essa Virgem Imaculada, por vós colocada como esperança e refúgio de todos os remidos.
Em recompensa dos meus débeis esforços, concedei-me, imploro-vos, aquele amor a Maria que eu desejo ver ateado, por meio deste pequeno livro, em todos os meus leitores.
Dirijo-me também a vós, ó Maria, minha Mãe dulcíssima e Senhora. Sabeis que, depois de Jesus, em vós tenho colocado toda a esperança de minha eterna salvação. Reconheço e confesso que toda minha ventura, minha conversão, minha vocação para deixar o mundo e as demais graças de Deus recebidas, tudo me tem sido dado por vossa mediação.
Bem sabeis quanto tenho buscado exaltar-vos sempre e em toda parte, em público e em particular, a todos insinuando a doce e salutar devoção para convosco. E tudo isso no empenho de ver-vos amada pelo mundo inteiro, como o mereceis. Assim procedendo para também de algum modo mostrar meu agradecimento pelos insignes benefícios que a mim tendes dispensado.
Espero continuar a fazê-lo até o último suspiro de minha vida. Minha idade avançada, minha saúde enfraquecida advertem-me, entretanto, que anda perto a minha entrada na eternidade. Pensei por isso em deixar ao mundo este livro, antes da minha morte, que não demora. Em meu lugar continuará ele a exaltar-vos, animando também os outros na celebração de vossa glória e da grande misericórdia que usais para com os vossos servos.
Ó minha caríssima Rainha, espero que esta minha oferta - inferior embora ao vosso merecimento - seja benignamente acolhida por vosso sempre grato coração, sendo, como é, um obséquio de amor.
Estendei, portanto, essa benigna mão que me libertou do mundo e do inferno. Aceitai esse livro e protegei-o como propriedade vossa. Mas ficai ciente de que por este pequeno obséquio exijo uma recompensa: a de amar-vos doravante mais do que pelo passado, e que cada um daqueles, em cujas mãos for parar este livro, fique abrasado no vosso amor. Que nele de repente se aumente o desejo de amar-vos e de amada vos ver por todo o mundo.  Que de todo coração se ocupe em espalhar e promover vossos louvores e a confiança em vossa poderosíssima intercessão. Amém. Assim espero. Assim seja.

Vosso amantíssimo, embora indigníssimo servo,

Afonso de Liguori
Da Congregação do Santíssimo Redentor

in "Glórias de Maria"

quarta-feira, 15 de abril de 2015

LEGIÃO DE MARIA - RESSURREIÇÃO





O Filho de Deus, descido do céu, humilde na terra, desenha cenários de incomensuráveis dimensões misericordiosas. Jesus, pleno amor-oblação, revela e realiza a vocação mais bela da criatura: a comunhão com o mistério criador. Ele, assim, também se torna condição de possibilidade para que, nos limites da criaturidade, resplandeça a humanidade nova. Sua ressurreição explicita, em comunhão com o Pai criador, na força do espírito santificador, o destino feliz que a história pode esperar. A revelação da nomeação de Deus como amor sem fronteiras, gratuidade pura, desvela os segredos mais minuciosos da maravilhosa obra criada. Como ciranda criativa, tudo gira ao redor do eixo misterioso da bondade. E mesmo que nas entranhas pecadoras do ser humano habite a sombra da maldade, somente o bem sobrevive porque o mal é a morte, sem destino, fosso silencioso da solidão, o nada. A graça é que ressuscita, cria e tudo sustenta. Quem é Jesus? Obra de amor revelado, cumprido na história e que permanece na promessa de ser fato continuado.
 
“Nós sabemos que passamos da morte a vida, porque amamos os irmãos” (1 Jo 3, 14). Assertiva de consequências preciosas, possível somente na descoberta da singularidade de Jesus, de sua radical, única, impensável, inédita forma de solidariedade divina. Em outras palavras, o evento da kênosis, do esvaziamento do Filho de Deus, desvela o significado mais nobre do rosto da história. Ao irromper a plena convicção de que a origem e o destino da existência humana é a comunhão, o itinerário dramático do amor vivido por Jesus, manifesta que Deus é amor encarnado. Choque tremendo para a concepção mais comum da divindade, quase sempre concebida como aquela que de tão grande anula a insignificante existência humana. Em Cristo o que acontece é o contrário. Seu excesso de oblação inaugura a possibilidade da definitiva amizade entre ser humano e Deus. E demonstra que a graça divina rege a grande orquestra da criação. Dela participa o ser humano, gerado pela sinfonia de um amor que é dom à espera de resposta.
 
Desse modo, o cristianismo rompe com qualquer estrutura que não seja fraterna. Apelo a um compromisso que ultrapassa toda medida, o caminho cristão ilumina o forte narcisismo humano, convidando-o a uma paradoxal abertura como indica a parábola do bom samaritano, descrita pelo evangelista Lucas. Seguindo essa preciosa proposta, já não será necessário dividir a história entre sagrado e profano porque ela é única instância na qual estão presentes a santidade e o pecado. Entre a possibilidade de mergulhar no infernal fechamento narcísico ou de acolher o dom amoroso, desenvolve-se a existência humana. No entanto, a paixão do próprio Deus, realizada na história de Jesus, antecipa, por isso mesmo, o sentido salvífico da humanidade. É daí que brota uma atenção ao cotidiano, principalmente no que tange o complexo discernimento entre a banalidade do mal e o desejo do bem.
 
 A mediação histórica de Jesus, seus gestos e palavras, sua obediência ao Pai, é que torna possível compreender a compaixão como modo de viver, isto é, de agir e padecer com os outros em busca do amadurecimento comum das múltiplas carências às quais todo ser humano está submetido.  Mais que uma abstração, trata-se de um ato de aproximação, de compaixão, de um estilo de vida. É a força inquieta do amor que desperta o encontro com a miséria do outro e com a própria miséria, mostrando que é na pequenez que se deve acolher o senhorio Deus. Em tal sentido, descortina-se a práxis da comunidade eclesial que, como igreja da compaixão, tem na opção preferencial pelo pobre a via primordial para a evangelização.  Trata-se de serviço esvaziado e gratuito, do qual emerge o inesgotável sentido de viver em Deus e como amigos. É da própria dor e sofrimento que o Senhor se aproxima do sofrimento da humanidade. Cristo salva pela sua entrega filial e com ela esclarece o sentido de toda existência. Desse modo, a singularidade de Jesus faz eclodir no evento pascal a fonte do amor que vence. Amor frágil, compadecido, porém única forma de ressurreição para além do que termina na morte. Crer na ressurreição é confessar, com esperança, que quem vive a oblação conhece a Deus.

Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R.
Formador da Comunidade Vocacional Dom Muniz, membro da Sociedade de Estudos Psicanalíticos de Juiz de Fora

quarta-feira, 25 de março de 2015

ANUNCIAÇÃO DO SENHOR - 25 DE MARÇO


Hoje é dia da Anunciação do Senhor. O evangelista São Lucas descreve o fato, lembrando que, no sexto mês, a contar da concepção de João, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a Nazaré, a uma virgem chamada Maria. Ele a saudou, dizendo: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo. Não temas, Maria! Encontraste graça junto a Deus. Eis que conceberás no teu seio e darás a luz a um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus." Maria responde ao mensageiro: "Eu sou a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra!"

Portanto, o dia de hoje celebra o anúncio do nascimento de Jesus, feito a Maria, e a resposta
de Maria. Celebra também o modo pelo qual a Encarnação aconteceria, segundo a pergunta de Maria: "Como é que vai ser isso? Ao que responde o anjo: "O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a tua sombra, por isso, o Santo que nascer de ti será chamado filho de Deus." Por conseguinte, no mistério da encarnação o anjo demonstra em Maria a atuação das pessoas de Santíssima Trindade. 

Nossa Senhora, no mistério da Encarnação do Senhor, é modelo de humildade, de obediência, de serviço e de cooperação. 


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

quinta-feira, 19 de março de 2015

LEGIÃO DE MARIA - REFLEXÕES DE JOSÉ


Reflexões de José

Quando decidi casar com Maria, não poderia supor todos os acontecimentos que estavam reservados para minha vida. O meu sim ao chamado de Deus, inicialmente, não me fez perceber a profundidade e o alcance de minha decisão, era impossível saber tudo o que estaria por vir.

É verdade que hesitei em assumir Maria como esposa, quando ela me contou da sua gravidez. Qualquer homem hesitaria. Mas eu já a amava. Não queria que ela fosse banida de nosso meio, de forma humilhante. Afastei-me dela e me retirei. O Senhor viu minha angústia e me mandou seu mensageiro, para me fazer entender o que estava acontecendo.  

- Eu serei o pai do Redentor, seu filho santo!

O menino precisou de mim para protegê-lo, revelou-me o Espírito Santo. Era preciso  que fizesse parte de uma família na terra, ser registrado, receber um nome, enfim, participar da sociedade. Mas não foi só isso! Abracei Jesus como pai, com toda a alegria de meu coração!

Era meu dever prover a casa, dar o sustento necessário para que, cada vez mais, ele crescesse em graça e sabedoria. Foi um menino forte e saudável. Maria e eu o educamos na lei de Deus. Jesus conviveu com nossos parentes e amigos, teve a experiência de um lar. Foi uma vida simples, de pais que trabalham, que criam os filhos com dificuldades mas com amor, respeito e união. Creio que, desta forma, seria menos sofrido enfrentar os problemas que surgiriam na caminhada da vida.

Como fui um carpinteiro habilidoso, naturalmente, passei para meu filho este ofício. Ele ficava comigo durante o trabalho, olhando com atenção o eu que fazia: ora modelando a rocha, ora talhando a madeira, lapidando e dando forma ao que não existia; assim ele aprendeu. E Jesus era bom nisso!

Eu cumpri a minha missão.



Maria Eulália Mello

Fonte: Jornal O REDENTOR, Paroquia Santo Afonso, março 2015

SÃO JOSÉ - 19 DE MARÇO



São José

A memória de São José, esposo da Virgem Maria, é recordada no dia 19 de março. Com o nascimento de Jesus, José e Maria constituíram a Sagrada Família de Nazaré.  Esta é a referência e força inspiradora para a construção da célula da sociedade e da Igreja.

Deus chamou José, não por acaso, para proteger e guardar seus tesouros mais valiosos: seu filho e a mãe de seu filho. Maria e José, ao se perceberem diante do mistério da encarnação, hesitaram, reagindo de forma similar. Os evangelhos narram que, apesar de não entenderem o que acontecia, ambos reconheceram a voz do Senhor nos mensageiros que lhes foram enviados. Pela via da fé, Maria respondeu de forma afirmativa, e José foi obediente à ordem do anjo. Pela força do Espírito Santo, ele assumiu o matrimônio com Maria e a a paternidade do filho dela.

José de Nazaré foi o autor da inserção social de Jesus, fato que aconteceu desde o recenseamento, da fuga para o Egito, passando pela imposição do nome, quando realizada a circuncisão; pelo ensinamento de um ofício, pela maneira como era reconhecido e identificado: “o filho do carpinteiro”. José esteve presente e atuante na educação, no ensinamento da palavra de Deus, no dia a dia simples e difícil daquela família que não foi poupada das dificuldades e sofrimentos comuns da vida –  tampouco das alegrias oferecidas àqueles que sabem encontrá-la na simplicidade.

Foi a mão segura de José que segurou a mão do menino Jesus, direcionando-o no melhor caminho, preparando-o para modelar os corações de pedra que surgiriam na sua caminhada como mestre.
Maria é reconhecida como modelo de fé madura e infinita. Contudo, pode-se ver em José um modelo de fé que cumpriu os desígnios do Senhor, por escolha e vontade de servir.

Viva o glorioso São José!


Maria Eulália Mello


segunda-feira, 16 de março de 2015

LEGIÃO DE MARIA - A INVESTIDURA DE BATINA



Eis-me aqui Senhor!

No dia 15 de março de 2015 às, 16:00h, aconteceu a cerimônia de investidura de batina,  no Santuário de São Sebastião (Capuchinhos), no bairro da Tijuca,  na cidade do Rio de Janeiro.





 O Bispo Dom Edson de Castro Homem presidiu a celebração eucarística, que foi concelebrada pelos diversos padres das respectivas paróquias de origens dos seminaristas.  

As famílias, os amigos e os representantes das diversas comunidades paroquiais, que estiveram presentes, participaram, emocionadas, desse momento. 


O Seminarista Felipe Cinelli, da Legião de Maria, estava entre os 22 jovens que, a cada passo da caminhada, confirmam o “sim” ao Senhor da Vida.

A Igreja Católica se renova. Que floresçam sempre e mais vocações, comprometidas com o Reino de Deus.


 Texto:  Maria Eulália


segunda-feira, 9 de março de 2015

LEGIÃO DE MARIA - ANO DA ESPERANÇA


ORAÇÃO DO ANO DA ESPERANÇA

Senhor Jesus,
ao olharmos nosso mundo,
ficamos assustados(as).
São muitas as dores!
São muitos os sofrimentos!
Há pessoas que deixaram de acreditar em si mesmas,
na vida e em Vós.
Há pessoas que se tornaram prisioneiras do consumo, das soluções fáceis e imediatas, nem percebendo que geralmente são falsas.
Elas já não conseguem perceber a beleza da fraternidade, 
a alegria da caridade, o sabor da partilha, o perfume do convívio e a grandeza de crer.
Ajudai-nos, Jesus, a testemunhar a esperança!
Inundai-nos com a vossa esperança, para a transmitirmos a todos os irmãos e irmãs,
em especial, os que estão sofrendo.
Jesus, Senhor da Esperança, fazei-nos servos e testemunhas da esperança. 
Amém

quarta-feira, 4 de março de 2015

PAPA FRANCISCO - UM CORAÇÃO "LAVADO"

Segundo Francisco, os "santos aparentes", diante do céu, se preocupam apenas em aparecer com sua imagem mais do que com seu ser, ao contrário dos pecadores santificados, que depois que se arrependem do mal cometido, aprendem a fazer o bem mais tarde. Comentando a leitura bíblica de Isaías, o Pontífice ressaltou que esse é como se fosse um "convite" que vem diretamente do Senhor, que diz a seus filhos: "Parem de fazer o mal, aprendam a fazer o bem".

 Em seguida, explicou: "a sujeira do coração não se remove como você remove uma mancha: vamos a lavanderia e saímos limpos. Remove-se com o ‘fazer': tomar um caminho diferente, uma estrada diferente daquela do mal. Aprendam a fazer o bem, isto é, o caminho do fazer o bem". "Busquem a justiça, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva. E assim, fazendo o bem, você irá lavar o seu coração", completou. Ainda conforme o Papa, a promessa de um coração lavado, isto é, perdoado, vem do próprio Deus, que não leva em conta os pecados de quem ama concretamente o próximo: "O Senhor nos dá o dom do seu perdão. O Senhor perdoa generosamente. O Senhor perdoa sempre tudo! Mas se você quer ser perdoado, você tem que iniciar o caminho do fazer o bem. Este é o dom", aconselhou.

 Assim como o Evangelho do dia, que apresenta o grupo dos astutos, aqueles "que dizem as coisas certas, mas fazem o contrário", "todos nós somos astutos e sempre encontramos um caminho que não é o certo, para parecer mais justo do que somos", que "é o caminho da hipocrisia". "Esses fingem de se converter, mas o seu coração é uma mentira: eles são mentirosos! É uma mentira. O seu coração não pertence ao Senhor. E esta é a falsa santidade. Mil vezes Jesus preferiu pecadores a eles. Porque os pecadores diziam a verdade sobre si mesmos."

 No final da celebração, o Santo Padre lembrou aos fiéis presentes que na segunda semana da Quaresma, existem três palavras para pensar e refletir: "o convite à conversão, o dom que o Senhor nos dá, isto é, um perdão grande, um grande perdão, e a armadilha, isto é, fingir de se converter, mas tomar o caminho da hipocrisia". (LMI)


 Fonte: www.gaudiumpress.org dia 03/03/15

domingo, 22 de fevereiro de 2015

CÁTEDRA DE SÃO PEDRO - 22 DE FEVEREIRO


Hoje é dia da Cátedra de São Pedro, apóstolo. A cátedra é o símbolo da autoridade e do ensinamento do bispo. Do termo deriva a palavra Catedral, Igreja-mãe da Diocese, porque nela está a sede ou cadeira permanente do bispo, na condição de mestre da fé para seu rebanho.

A Cátedra de São Pedro indica o reconhecimento de sua autoridade sobre toda a Igreja, inclusive sobre os demais apóstolos, todos entregues ao pastoreio petrino pelo próprio Jesus. A investidura foi-lhe conferida ao dizer-lhe: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não poderão prevalecer contra ela. A ti darei também as chaves do Reino dos céus e tudo o que ligares na Terra será ligado nos céus e tudo o que desligares na Terra será desligado nos céus."
O primado de ensino e de governo foi confirmado pelo Ressuscitado, ao lhe dizer três vezes: "Apascenta os meus cordeiros, conduz minhas ovelhas!"

Pedro com seu martírio, em Roma, sedimentou a Igreja na capital do Império. Sobre seu túmulo, os católicos ergueram a Basílica do Vaticano e a residência do Papa.

Festejar a Cátedra de Pedro significa reconhecer na pessoa e no ministério do Papa o sucessor do apóstolo Pedro. Por isso a Igreja Católica só se entende em comunhão efetiva e afetiva com o Papa, do qual recebe o ensinamento e a confirmação da fé. Onde está Pedro está a Igreja!


Fonte: "Nossos Santos de ada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

CIDADE DO VATICANO - HÁ 86 ANOS NASCIA O ESTADO

 
Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 11-02-2015, Gaudium Press) - No dia 11 de fevereiro comemora-se o nascimento do Estado da Cidade do Vaticano, depois da assinatura do "Tratado de Latrão", em 1929.
São três os documentos que constituem o Tratado que foi Ratificado em junho do mesmo ano:Flag_of_the_Vatican_City.svg.png
reconhecimento total da soberania da Santa Sé, no estado do Vaticano; uma concordata, regulando a posição da religião católica no Estado; uma convenção financeira, acordando a liquidação definitiva das reivindicações da Santa Sé por suas perdas de propriedade territoriais ou Estados Pontifícios.
História
Em 756, Pepino o Breve, rei dos francos, deu ao Papa um grande território no centro da península Itálica. A existência destes Estados Pontifícios terminou quando, em 1870, as tropas do rei Vítor Emanuel II entraram em Roma e incorporaram tais territórios no Reino de Itália.
No entanto, em compensação, Vítor Emanuel II ofereceu ao Papa Pio IX, em 13 de março de 1871, uma indenização e a promessa de mantê-lo como Chefe do Estado do Vaticano, em um bairro de Roma, onde se encontrava a sede da Igreja. Porém, inicialmente, o Papa recusou a proposta do governo italiano e se constitui prisioneiro do poder leigo, dando, assim, início à Questão Romana.
Posteriormente, a Igreja aceitou as condições a ela impostas em 11 de fevereiro de 1929, por meio do Tratado de Latrão, assinado por Benito Mussolini, então chefe do Governo italiano, e o cardeal Pietro Gasparri, Secretário de Estado da Santa Sé.
Este tratado formalizou a existência do Estado da Cidade do Vaticano, um Estado soberano, neutro e inviolável, sob a autoridade do Papa, e os privilégios de extraterritorialidade da Residência papal de Castelgandolfo e das três basílicas romanas: São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo fora dos Muros.
Por sua vez, a Santa Sé renunciou aos territórios, que possuía desde a Idade Média, e reconheceu Roma como capital da Itália.
O acordo garantiu ainda ao Vaticano uma indenização financeira pelas perdas territoriais, durante o movimento de unificação da Itália; estabeleceu normas para as relações entre a Santa Sé e o Reino de Itália; reconheceu oVatican_City_CoA.svg.pngcatolicismo como religião oficial do país; instituiu o ensino confessional obrigatório nas escolas italianas; conferiu efeitos civis ao casamento religioso e aboliu o divórcio; proibiu a admissão em cargos públicos dos sacerdotes que abandonassem a batina e concedeu numerosas vantagens ao clero.
O Tratado de Latrão foi incorporado. Em 1947, à Constituição italiana, com a condição de que o Papa jurasse neutralidade eterna, em termos políticos. O Papa poderia atuar como mediador em assuntos internacionais, apenas quando fosse solicitado.
Em fevereiro de 1984, uma concordata firmada entre a Santa Sé e o governo italiano modificou alguns termos do Tratado de Latrão.

O Vaticano permaneceu como estado soberano, governado pelo Papa e com sede em Roma.




TE:Fonte: Conteúdo publicado emgaudiumpress.org, no linkhttp://www.gaudiumpress.org/content/67152#ixzz3SDp1sT9j
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

NOSSA SENHORA DE LOURDES - 11 DE FEVEREIRO


Hoje é dia de Nossa Senhora de Lourdes. No dia 11 de fevereiro de 1858, Bernadete Soubirous (1844-1879), menina humilde com apenas 14 anos, vai recolher  lenha com sua irmã e uma amiga perto da gruta em Massabielle.

Ouvindo um ruído radiante entre as árvores, levantou os olhos. Viu uma Senhora de rosto resplandescente, vestida de branco com uma faixa azul, que a saudava inclinando a cabeça. Imediatamente ajoelhou-se e tirando o rosário do bolso, começou a recitá-lo. 

A Senhora tomou o rosário na mão e ficou passando as contas entre os dedos, sem mover os lábios. Não lhe disse nada, mas ao final das cinco dezenas do Terço lhe sorriu e desapareceu. A menina revelou o fato aos pais, que proibiram o retorno à gruta. A mãe se aconselhou com o Padre Pomian, que não lhe deu atenção.

No dia 18 de fevereiro, a Senhora apareceu e sorriu para Bernadete quando esta aspergiu com água benta, em direção à rocha. Falou-lhe "Quer ter a bondade de vir aqui durante quinze dias? Não lhe prometo felicidade neste mundo, mas no outro."

No dia 21 de fevereiro, disse: "Você vai pedir a Deus pelos pecadores." No dia 25, ordenou: "vá e beba da fonte e lave-se nela!" Bernadete, cavando a terra, viu a água que jorrava, mas cheia de lama. Entretanto, depois de uma semana, a fonte lançou 121 mil litros d'água cristalina, como ocorre até hoje.  No dia 25 de março, a Senhora reapareceu e pediu para Bernadete se aproximar. Esta lhe disse:"Podes, Senhora, dizer-me, por favor, quem és?" A aparição sorriu e não lhe deu resposta. Bernadete indagou mais duas vezes. Então, a Senhora, juntando as mãos sobre o peito e erguendo os olhos, respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição." E acrescentou: Eu quero uma capela construída aqui." A Senhora sorriu novamente e sem palavras se afastou.

Maria Santíssima quis confirmar, por meio de uma menina pobre e que mal sabia ler e escrever, o dogma proclamado pelo Papa Pio IX. O sorriso da Virgem de Lourdes é uma Bênção. Seu sorriso de benevolência, de serenidade e de paz sustenta o peso dos nossos fardos e enxuga os olhos dos que choram. 


Fonte: " Nossos Santos de cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

domingo, 1 de fevereiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA - A ORAÇÃO DOS CINCO DEDOS


O polegar é o que fica mais próximo de nós.  Assim, comece rezando pelas pessoas que ficam mais próximas. Elas são mais próximas. Elas são mais fáceis de lembrarmos. Ore pelos seus entes queridos: cônjuge, filhos, pais, irmãos, parentes e amigos.

O dedo seguinte é o indicador. Reze por aqueles que ensinam, instruem e curam. Isto inclui os professores, médicos e sacerdotes (pelo papa e pelos bispos). Eles necessitam de apoio e sabedoria para indicar a direção certa para os outros. Mantendo-os em suas orações.

O próximo dedo é o mais alto. Ele lembra nossos líderes. Reze pelo presidente, governador, prefeito e demais autoridades.  Essa gente dirige a nação e precisa da direção de Deus. Lembre-se que feliz é a nação cujo Deus é o Senhor.

O quarto é o anelar. Para surpresa de muitos, este é o nosso dedo mais fraco, como pode atestar qualquer professor de piano. Ele deve nos lembrar de rezar pelos que são fracos, que estão em aflição ou dor. Essas pessoas precisam de nossa oração permanente.

O quinto e último é o dedinho mínimo, o menor de todos. É dessa forma que devemos nos colocar diante de Deus. O mindinho deve nos lembrar de rezar por nós mesmos. Após ter rezado pelos outros quatro grupos, nossas próprias necessidades terão sido colocadas na perspectiva correta e seremos capazes de rezar por nós de forma mais eficaz. Amém!

Sempre que olhar para sua mão, portanto, lembre-se de rezar.

Papa Francisco

Fonte: "Almanaque São Geraldo"  2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA - LUZ QUE SERENA E FORTIFICA


Através das reflexões que a autora faz no artigo que hoje transcrevemos, somos conduzidos a também ouvir o que ela, logicamente, imagina: Quando o calor do Sol e o peso da vida te parecerem por demais duros, vem repousar sob minha luz tamisada pelos coloridos da graça. Vejamos:

- Como não ficar tomado de enlevo ao contemplar um magnífico panorama marítimo? Ou o delinear de um arco-íris após uma tempestade? Ou mesmo o simples desabrochar de uma flor salpicada de orvalho e iluminada pelo Sol?
As criaturas, poderíamos dizer, não conseguem manter-se fechadas em si, mas cantam com muda loquacidade a glória de seu Criador, glorificando-O com suas excelências e restituindo-Lhe, desse modo, o bem que d'Ele receberam.
Contudo, assim como o Divino Artífice concedeu à natureza a faculdade de revelar de algum modo sua suprema beleza, quis outorgar ao ser humano a capacidade de elaborar maravilhas ainda maiores, partindo dos seres inanimados. Pensemos, por exemplo, na diferença entre um diamante em estado bruto e a gema de extraordinária formosura saída das mãos de hábil lapidador. Ou nas finas sedas tecidas a partir de prosaicos casulos de lagarta.
Os exemplos poderiam se multiplicar. Dado o insaciável desejo de perfeição posto por Deus no espírito humano, poder-se-ia traçar, percorrendo os séculos, um capítulo da história intitulado "A procura do Belo". E nele veríamos que quanto mais uma civilização está próxima de Deus, melhor consegue refletir nas suas obras as sublimidades celestiais. Razão pela qual o melhor do patrimônio cultural e artístico legado a nós pelo passado foi edificado nas eras de maior fervor cristão.
Uma pequena amostra disso são os vitrais, surgidos na época áurea da Idade Média. Fruto de mãos e corações amantes de Deus, têm eles a virtude de transformar a luz material numa feeria de cores que, com a ajuda da graça, nos transporta para o mundo sobrenatural. Quando a luz do Sol os atravessa, matéria e espírito como que se osculam, criando uma atmosfera própria a apaziguar o coração de quem se detém para os contemplar.
Assim, podemos imaginar uma alma especialmente aflita, tomada por angústias e dificuldades da vida, entrando numa bela catedral e voltando os olhos, de modo instintivo, para a origem da policromia luminosa que enfeita suas paredes. Ao se deparar com a figura desenhada no vitral, vai ela sendo tomada aos poucos por uma consolação que enche sua alma de equilíbrio e a leva a recolher-se e rezar.
Representada no vidro em esplêndidas cores, vemos Maria Santíssima com seu Divino Filho nos braços, num gesto de terna súplica, parecendo pedir clemência por um pecador.
Dulcificada e serenada por tal luz e fortificada pela oração que imperceptivelmente fizera, a pessoa sai do templo consolada e cheia de confiança. Sente como se uma voz sobrenatural lhe tivesse sussurrado: "quando o calor do Sol e o peso da vida te parecerem por demais duros, vem repousar sob a minha luz tamisada pelos coloridos da graça!".
Entretanto, se por vezes esta luz se eclipsar, como ocorre à noite com o vitral, jamais percamos a confiança. Ao raiar da aurora, aquele raio de luz voltará a reluzir ainda com maior fulgor!

Por Fahima Spielmann

Fonte: http://www.gaudiumpress.org/content/66510

domingo, 25 de janeiro de 2015

CONVERSÃO DE SÃO PAULO - 25 DE JANEIRO


Hoje é dia da Conversão de São Paulo. Recebeu o nome de Saulo ao ser circuncidado, oito dias após o nascimento, em Tarso, na Cilícia. Instruído, na juventude, pelo fariseu Gamaliel, tornou-se cumpridor da lei mosaica. Apoiava o partido dos fariseus e perseguiu os judeus convertidos ao cristianismo. Aprovou a morte do diácono Santo Estévão.

Indo para Damasco com seu destacamento, foi surpreendido por uma forte luz, vinda do céu. Todos viram e caíram no chão. Somente Saulo ouviu a pergunta: "Por que me persegues?" Em resposta, indagou: "Quem és tu Senhor?" A voz se identificou: "Sou Jesus de Nazaré, a quem tu persegues. É duro para ti recalcitrar contra o aguilhão." Espantado, questionou ainda: "Senhor, que queres que eu faça?" Jesus lhe ordenou que se levantasse e prosseguisse a viagem até Damasco, onde saberia o que fazer. Levantou-se, Saulo percebeu que não podoa mais enxergar.

Simultaneamente, Jesus apareceu ao sacerdote Ananias,mandando-lhe ir ao encontro de Saulo. Ao vê-lo, Ananias colocou as mãos sobre el dizendo: "Irmão Saulo, o Senhor Jesus que te apareceu na viagem enviou-me para que pudesses recuperar a vista, e ficar cheio do Espírito Santo." Imediatamente, Saulo recuperou a visão, recebendo o batismo.

O itinerário da conversão de Paulo passa da visão física à cegueira e desta para a iluminação interior da fé, mediante o batismo, que é a mediação da Igreja, na pessoa do sacerdote  Ananias.

São Paulo é modelo para os pregadores, missionários e catequistas.

Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

sábado, 24 de janeiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA - A MORADA NO CÉU


Um homem muito rico morreu e foi recebido no céu.  O anjo guardião levou-o por várias alamedas e foi mostrando-lhe as casas e moradas.
Passaram por uma linda casa com belos jardins.  O homem perguntou:
- Quem mora ai?
O anjo respondeu:
- É o Raimundo, aquele seu motorista que morreu no ano passado.
O homem ficou impressionado. "Puxa! O Raimundo tem uma casa dessas! Aqui deve ser muito bom!"
Logo a seguir surgiu outra casa ainda mais bonita.
-E aqui, quem mora? - Perguntou o homem.
O anjo respondeu:
- Aqui é a casa da Rosalina, aquela que foi sua cozinheira.
O homem ficou imaginando que, tendo seus empregados magníficas residências, sua morada deveria ser no mínimo um palácio. Estava ansioso por vê-la.
Nisso o anjo parou diante de um barraco construído com tábuas e disse:
- Esta é a sua casa!
O homem ficou indignado:
- Como é possível! Vocês sabem construir coisa muito melhor.
- Sabemos - respondeu o anjo- mas nós construímos apenas a casa. O material são vocês mesmos que selecionam e nos enviam lá de baixo. Você só enviou isto!
Cada gesto de amor e partilha é um tijolo com o qual construímos a eternidade.
Tudo se decide por aqui mesmo, nas escolhas e atitudes de cada dia.
Deus te conceda a PAZ!!!


Fonte: mojucsa.webnode.com.br 
            in "Almanaque São Geraldo" 2015


sábado, 17 de janeiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA - ANIVERSÁRIO DA CURIA


Tijuca em festa!

A Curia do Comitium Causa Nostrae Laetitiae completou seu 52° aniversário de fundação.  No dia 13 de janeiro comemorou mais um ano de vida.  

A missa em ação de graças presidida por Pe. Geraldo, pároco da matriz dos Sagrados Corações, aconteceu dois dias depois, após a  reunião do conselho superior. 









Mais do que representar a passagem de tempo, esta data  representa igualmente a força, a perseverança e a fé no trabalho do apostolado.  O Comitium resistiu às  intempéries ao longo de mais de meio século de batalhas legionárias.  E não poderia chegar até aqui sem destacar os valorosos trabalhos de legionários incansáveis!- àqueles que prepararam o caminho, àqueles que lançaram sementes e àqueles que continuam a caminhada. 

Porque a alegria do legionário é fazer tudo por Maria pois ela é a chave que nos leva a seu Filho Jesus.

Parabéns a todos!

Salve Maria!


Texto : Maria Eulália Mello

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA - ALMA FESTEIRA!


Ócio é respiro de corpo e mente. Estação pra viajante solidário sem ser solitário; que espanta solidão infértil. Nascedouro de sentidos. Mesmo sozinha, alma festeira carrega companhias em sacrário existencial. E pausa melhor se dá depois de lida empenhada; quando se aperta mãos sem interesses de lucro. Não vale pra gente a toa, de viver sem compromisso, do tipo tudo serve. Esses não sabem fazer festa; são vazios de presente. Perderam o encanto por qualquer canto; não gostam de futuro, desdenham o passado. Nem para os que se arvoram em senhorios, na tentativa de colonizar o outro. Desses o cansaço não sossega. Pra quem existe de labuta hospedeira, o descanso é sacramento. Horas sagradas, de silêncio e comunhão, de onde nascem preces e canções. Depois da luta, as pausas restauram. Elas evitam instrumentalização da vida. Inspiram motivações desacostumadas, fazedoras do destino. É na distração, amigo, que acordam janelas importantes no coração de gente.
Quem carrega bandeiras de amor, sabe que na sombra da noite também habita o ser; provocante parceiro de acenos variados. O divino não mora somente na luz, dos excessos de dizeres. Nem mesmo encerra-se no bem que já se deu. Palavra boa às vezes nasce de uma espera silenciosa. Peixe pescado em demora; por vezes na curva do rio. Espanto de susto longo. Alma festeira desinventa o hoje pra acordar o amanhã, sem excessos de explicações. O que ela mais quer é semear a esperança. Pena, de verdade, é noite sem sonho. Impede acontecências de mundo novo. Veja bem: sonho não aparece, assim, de imediato; acorda mais intenso no dormir calmo. Nele ressurgem acenos de infinito pulsante; nascente da abissal fonte da vida; composição segura de alma criativa. É preciso apagar luzes, de tantas certezas, pra deixar as coisas aparecerem melhor. O inominável, quando esquecido, torna o homem desalmado. Espaço oportuno para outras maldades; esse rosto disforme de segredos tamanhos. Destino falido da pulsão sem herança. Melhor seria deixar vibrar o mistério que abre caminhos, desvelando marcas mais profundas do amor que cria. Sem sonhos, a poeira da estrada asfixia; o bem diminui; a maldade enrijece. 
Feliz esse afrouxar do tempo, de cordas afinadas em danças mais leves. No avesso da pressa, a paciência é que gera os encantos do viver. Sem a sombra da noite, sol seria cansativo; sufocante. Bendito o coração, portanto, que celebra sem precisão de ressaca. Excesso, companheiro, é o demais; o que os olhos vêem, mas não cabe no peito. Não se esqueça da cadência, exorcista de um fazer coisas sem sabor. Mesmo quem leva, na bagagem, grandes ideais transformativos, não pode ir muito longe sem repaginar-se. Sem sentir o frescor de não ser dono. Festejar, sem desvairadas confusões, é coisa de criatura. Oh, quão bom é ter consciência de criaturidade, não aceitando se vestir de juiz, do juízo final. Navegar pelas ondas da vida, convencidos do lugar criado, enaltece o Criador. Não precisa ostentação que polui o horizonte. Em raiz mais profunda, é o próprio divino, o festeiro de alma humana.  

Pe. Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R.  




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

QUE TODOS VIVAM O BATISMO EM SEU ESPLENDOR!



Estimado(a) irmão e irmã, deixe se banhar pela força do Altíssimo, que, nas águas batismais, revigora o ser humano, concedendo-nos a graça de ser outro Cristo na sociedade, sal da terra, luz do mundo e membro da Igreja.
Janeiro nos convida à renovação, por isso contemple Jesus levantando-se da imersão nas águas do rio Jordão. É ele o nosso pastor e guia! A luz em forma de pomba sinaliza que o Príncipe da Paz é o filho muito amado de Deus. Ao mesmo tempo, a luz celestial invade a nossa alma, e o reflexo da água faz vibrar em nosso coração a voz do Pai, afirmando: “Tu és o meu filho muito amado. Em ti ponho meu bem-querer!”
É preciso ter sensibilidade para ver a continua manifestação de Deus no mundo. Desde que se encarnou, o Emanuel se faz presente na história humana, ajudando os indivíduos a se humanizarem. O caminho da humanização compreende a nossa sensibilidade com a vida que pulsa em nós e ao nosso redor. A indiferença e o desprezo para com as criaturas são sinais de que o homem está longe da humanidade do Filho de Deus.
O evangelho está sempre nos ensinando, graças à eficácia do Espírito Santo, que soube inspirar o evangelista a ver na vida de Jesus sinais que precisamos captar, para sermos melhor em nosso dia a dia. O mestre se coloca na fila dos pecadores, para receber de João Batista um batismo de conversão. Para a nossa própria condição humana é necessário reconhecermos, como Jesus, a fragilidade de nosso ser. Estar na fila dos pecadores não significa que estamos longe de Deus, mas que reconhecemos que precisamos de conversão, para entrar na intimidade do mistério de nossa salvação.
Com o batismo, Jesus inaugura a sua missão. Começa-se, então, um tempo novo na história da humanidade e da sociedade israelense. Hoje, podemos dizer, também, que estamos começando um tempo novo na história de nossa sociedade brasileira. Pode ser que as estruturas sociais, econômicas, políticas e até religiosas não mudem muito, mas o importante é que você se deixe transformar por este sacramento do batismo – já recebido, mas nem sempre vivido em seu esplendor.
Com a força do Espírito de Jesus, com certeza, seremos sinal sensível e eficaz da graça de Deus na humanização de nossa sociedade.
Pe. Luís Carlos de Carvalho Silva, CSsR


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

LEGIÃO DE MARIA: MENSAGEM ESPECIAL PARA VOCÊ


O novo ano civil está começando, mas a Igreja Católica já vive um novo tempo desde antes do Natal. Nossa liturgia tem um calendário próprio, muito significativo, chamado ano litúrgico. Como há muitas regras e preceitos sobre os ritos que a Igreja celebra, vamos, a partir de agora, neste espaço, caminhar juntos para compreendermos a riqueza de nossa liturgia.

O seguimento a Jesus é que dá verdadeiro sentido à vida – e é com essa certeza que podemos afirmar que a liturgia católica, buscando fazer memória da vida, morte e ressurreição do Salvador, se torna caminho para que O encontremos e sigamos ao seu lado.

A celebração eucarística privilegia o encontro do Pai Celeste com seus filhos; destes com Ele, e dos homens entre si, como irmãos que são. Alimentados pela Palavra e pela Eucaristia somos, então, enviados para o mundo, com a missão diária de instaurar o Reino de Deus na terra, tornando mais justo e fraterno os lugares em que nos fazemos presentes – em casa, no trabalho, na escola, na igreja. Diante de tamanha grandeza, dá para entender por que nossa liturgia é tão importante e cheia de regras valiosas ̶ ela tem a intenção de tornar esse encontro ainda mais sagrado.

Desde o primeiro domingo do Advento de Natal, no final de novembro, já estamos vivendo o ano B, que destaca o Evangelho de São Marcos. Depois do Advento, vem o Tempo do Natal, que se estende até a festa do Batismo do Senhor, no segundo domingo de janeiro. Na segunda-feira seguinte ao Batismo, entramos na primeira semana do Tempo Comum, que contém de 33 a 34 semanas e ocupa praticamente a metade do ano, dividido em algumas semanas entre o Natal e a Quaresma e o restante, a parte mais longa, depois de Pentecostes até a festa de Cristo Rei, que marca novamente o fim do ano litúrgico.

Este tempo que começaremos a viver agora, só tem de comum o nome – ele é pra lá de especial. O Tempo Comum nos faz conhecer bem de perto o jeito de ser de nosso Mestre Jesus e nos leva a descobrir em nosso cotidiano o grande mistério do infinito amor de Deus por nós, já que é no dia a dia (e não apenas em dias festivos) que construímos nossa existência e nossa caminhada rumo ao céu.
Sônia Braga



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS - 1° DE JANEIRO


Hoje é dia da solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria. Iniciando o ano civil e encerrando a oitava de Natal, a Liturgia renovada, após o Concílio II, restaura a mais antiga celebração dedicada à Nossa Senhora, na Igreja de Roma.  Liturgicamente é recuperada a relação existente entre a Mãe e o Filho no mistério do Natal.  Entretanto, a oitava natalina não só apresenta Jesus  "nascido de mulher e sob a lei", como nos afirma São Paulo na carta aos Gálatas.

Se, pela mulher, Jesus assemelha-se a nós e nos liberta dos "elementos do mundo", "estando sob a lei", assume a condição social e religiosa do seu povo "para que recebêssemos a sua adoção".  Com efeito, "ao se completarem os oito dias para ser circuncidado", recebeu o nome de Jesus, que significa Deus salva.  Portanto a oitava do Natal nos faz olhar para a figura da Mulher que gera, dá um corpo e introduz o Senhor Jesus na cultura sociorreligiosa do povo eleito.  Simultaneamente, faz-nos olhar para o chamado "selo da lei", que garante a Jesus pertencer a seu povo, por meio da marca da carne, a circuncisão.

A solenidade de hoje, em consonância com o mistério da Encarnação e do Natal do Senhor,  reforça a verdade de que Ele assumiu a realidade humana, por meio dos condicionamentos livremente aceitos, a fim de redimir e salvar a todos.

Pela intercessão de sua Mãe, podemos obter do Salvador feito homem as graças necessárias para que este novo ano, iniciado sob o signo da fé e da esperança, seja bom para todos.  Aquele que marca a história e o tempo com seu nascimento conceda-nos a dádiva de mais um ano de vida, repleto de bênçãos! Maria é modelo e estímulo para quem deseja ser fiel ao seu Filho durante os dias do ano novo e em toda a existência.

Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

ADEUS ANO VELHO


É tempo de preparar as bagagens, pois daqui a algumas horas o próximo trem chega à última estação.
Com cuidado vamos selecionando o que queremos carregar. Outras coisas nos seguirão, independentes de nós. Estão impregnadas na nossa pele e qualquer que seja o próximo caminho, nos acompanharão. E é bom que assim seja!
Essas coisas, freqüentemente doloridas, serão nossos sinais de atenção para os próximos passos, nossa febre nos alertando que devemos ter cuidado. São as benditas dores que nos tornam pessoas reais e humanas, sensíveis e verdadeiras.
Vamos colocar nessa mala, voluntariamente, nossos mais doces momentos, mesmo se passados.
Do nosso lado, nossos amigos mais queridos: os antigos, os novos, os que estão chegando e a lembrança dos que partiram.
Traremos ainda nessa mala nossas roupas mais bonitas e aquelas que contam histórias. Ninguém duvida que certas roupas contam histórias, da mesma forma que os perfumes e as músicas.
Traremos no coração os lugares que pisamos e, se não deixamos nossas marcas, carregamos em nós as marcas deles.
Traremos, sobretudo, nosso coração, vivido, quebrado e recolado, mas ainda inteiro, palpitante!
Nada de lágrimas! Elas ficarão escondidas para as grandes ocasiões e chegarão nos momentos oportunos, desejadas ou não. E nos trarão a calma dos grandes rios quando precisarmos recuperar forças para continuar o caminho.
Fecharemos então essa mala com alegria e a selaremos com ação de graças, pois tudo o que foi e tudo o que vem é para nosso crescimento.
Que possamos encontrar em tudo e em cada coisa o ponto positivo que vai nos mostrar que vale a pena ainda seguir.
E que, acima de todas as coisas, seja o Senhor nosso maior companheiro de viagem. É a mais linda forma de nunca nos sentirmos sós!

Letícia Thompson


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - FELIZ NATAL!


Que a Virgem Maria nos ensine como devemos esperar e viver o Natal. 

Que o  coração de cada um se torne a manjedoura acolhedora para receber o Menino-Deus que vem ao nosso encontro.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - NA FELIZ EXPECTATIVA!


Já estamos no clima das festividades do fim de ano e, para nós cristãos renova-se o convite para um propósito profundo de estabelecer uma atmosfera de alegre expectativa para o dia do Natal, quando comemoramos o nascimento de Jesus. Quanto mais longe ficamos da data do nascimento do Cristo, tanto mais próximos estamos de Sua segunda vinda.
“Eis que estou convosco até o fim dos tempos” (Mt 28,20). Esta é a grande promessa de Jesus para todos os que creem n’Ele, a qual nos enche de esperança, confiança e certeza de que jamais seremos abandonados por Ele.
Para nossa alegria, Deus se fez pessoa humana como nós. Ele veio a este mundo: céu e terra se tocaram, como é confirmado pelas Sagradas Escrituras: “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho nascido de mulher para que todos recebessem a filiação adotiva” (Gal 4-5).
Em meio à simplicidade de uma manjedoura, na cidade de Belém – na Terra Santa – o Amor nasceu no seio da Virgem Maria. Tornou-se um de nós para nos salvar, amar e ser amado. Com o coro dos anjos cantando: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz aos que são do seu agrado” (Lc 2, 14), ali se fez Natal para todos.
Por um anjo, aos pastores foi dito: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todos. Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!” (Lc 2, 10-11).
O Senhor Jesus continua a nascer nos corações que se abrem à presença d’Ele. Contou-me alguém, que esteve na Alemanha, que nesta época, antecedendo o Natal, é um costume cristão as pessoas terem em suas casas um calendário festivo contendo janelinhas a serem abertas em cada dia, até o dia 25. Cada pessoa recebe um pequeno presente quando abre uma janelinha, cultivando assim, em seu coração, a fraterna e alegre expectativa do Natal, que se aproxima com o nascimento de Cristo. Assim também deve ser conosco, pois Jesus é o melhor presente que alguém pode receber e oferecer aos outros.
Ainda estamos no tempo do Advento, por isso, aproveitemos para deixar crescer no nosso coração a feliz expectativa da vinda de Jesus. Clamemos junto com toda a Igreja: Maranathá! Vem, Senhor Jesus!
Que na noite de Natal, em família, possamos fazer esta oração unidos ao nosso Papa: “Jesus Cristo, vós que nascestes em Belém, nesta Noite Santa, vinde a nós! Entrai em mim, na minha alma. Transformai-me. Renovai-me. Fazei que eu e todos nós nos tornemos pessoas vivas, nas quais se torna presente o vosso Amor e o mundo é transformado”.
Feliz Natal, porque Natal feliz é Natal com Cristo!
Luzia Santiago
Fonte: http://luziasantiago.cancaonova.com