sexta-feira, 17 de outubro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

LEGIÃO DE MARIA COMEMORA ANIVERSÁRIO
LEGIONÁRIOS EM FESTA SE REUNEM NA CATEDRAL

Criada em 1921 em Dublin, na Irlanda, a associação católica foi idealizada por Frank Duff, e chegou ao Brasil, especificamente na cidade do Rio de Janeiro, em 1951. Desse modo, na tarde de 07 de setembro, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, os Legionários comemoram 93 anos no mundo e 63 no Brasil.

A Catedral estava cheia, com inúmeros estandartes. O evento contou com reza do Terço, da Tessera, e Santa Missa presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, e Assistente eclesial junto a CNBB da Legião de Maria, Dom Edson de Castro Homem. Na homilia, Dom Edson destacou que não podemos esquecer a história da Legião de Maria. “Hoje estamos aqui para agradecer a Maria por interceder pelos que nos antecederam, os fundadores da Legião, que se tornou uma árvore frondosa. A Legião não caminha, avança pelo mundo, seguindo a Maria, que nos leva a Jesus. Maria está no lugar especial do Corpo Místico, e nós também fazemos parte, dessa forma, a nossa oração está sempre ligada a Jesus e a Maria. Ela que é Legionária conosco, e nos ensina a renovar as forças, a reconciliar e a orar. Sem ela não estaríamos aqui hoje.”, comenta.


Na Missa Dom Edson aproveito a oportunidade para mandar um recado para os Legionários. “Para o trabalho dar certo, o Legionário precisa saber conviver com as pessoas, aceitar os erros e defeitos. Destaco que Deus não chamou anjos, e sim pessoas. E nós pessoas somos complicadíssimas”, enfatiza. A celebração ainda contou com a presença dos Diáconos Waldecir Ferreira e Diácono Djair Silva, ambos da Regia de Niterói, do Diácono Elmo Irade, do bairro de Santa Cruz, e do Diácono Antonio Alfredo, do sub-bairro de Gardênia Azul, em Jacarepaguá.

Ao final Dom Edson fez questão de falar aos internautas. “Estamos comemorando 93 anos de fundação, unidos a outros Legionários do mundo. Se compreende que Deus inspirou Frank Duff para a fundação na festa da Natividade de Nossa Senhora”, destaca. A Presidente do Senatus Assumpta do Rio de Janeiro, Zélia Rainha estava contente com a força da Legião de Maria. “Fiquei muito feliz com a quantidade de Legionários. Mesmo num domingo os Legionários cumpriram a missão”, expõe.



Essa missão supera muitos obstáculos, e o Legionário não fraqueja. “Participo desde o tempo que essa festa era realizada em Campo Grande, depois veio para cá. Percebo que esse ano tinha mais Legionários, se via pelo número de estandartes”, conta a oficial da Curia Nossa Senhora da Conceição, em Parada de Lucas, Maria José.


 Hélio Euclides – Assessor de Comunicação

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - VIDA DE MISSÃO


A Igreja, em outubro, vem recordar o mandato de Jesus: Ide e anunciai! A missão tem sua grande motivação na experiência empática com Jesus. O encontro com o Mestre de Nazaré mexe com o coração da gente. Por isso, é natural que queiramos partilhar a vivência com aquele que deu novo sentido a nossa vida.
O evangelista João nos diz que, onde jaziam trevas, brilhou uma grande luz. Nós bem sabemos que, em alguns momentos de nossa vida, temos de enfrentar muitas sombras: ocasiões de sofrimentos, de atribulações e até de morte. Contudo, o contato com Jesus nos arranca da depressão e nos devolve a graça e o sentido da vida.
Assim que cria o ser humano, Deus lhe confere a missão de cuidar da preservação da vida. Por outro lado, quando o homem falece o salmista canta: é dolorida por demais, pelo Senhor, a morte de seus amigos. No Novo Testamento, por sua vez, encontramos Jesus nos ensinando o caminho da verdade, que conduz a plenitude da Vida.
Nesse sentido, em outubro, a Igreja e a sociedade levantam a sua voz contra tudo que gere violência e morte. Eventos como a Semana da Vida, o dia de Nossa Senhora Aparecida, o dia do Nascituro, dia do Padeiro, o dia das Missões e o dia das Eleições são momentos fortes de denúncia e de combate contra a banalização da vida, a discriminação, a fome, o fundamentalismo religioso e a alienação social, ainda presentes em nosso meio.
O mês se conclui com a festa da juventude. Isso nos leva a pensar que o ser humano precisa passar por todas as etapas de sua vida, para realizar bem o projeto de Deus, que é vida em abundância para todos nós. Para que atinjamos esse objetivo, Deus conferiu várias missões a nós todos. Por exemplo, a missão do professor (cuja data festiva é o dia 15 de outubro) é auxiliar a família a educar os alunos, para se tornarem pessoas valorosas, honestas e justas. A missão do médico (dia 18) é zelar pela saúde das pessoas e aliviar o sofrimento de seus pacientes.
A todos os profissionais que cuidam da vida, assim como a todos os missionários, que de tantas formas fazem o Reino de Deus acontecer em nossa sociedade, a graça da perseverança, da saúde e da paz!

Pe. Luis Carlos de Carvalho Silva, CSsR


domingo, 12 de outubro de 2014

NOSSA SENHORA APARECIDA, MÃE DE TODOS NÓS


 A ela entregamos, confiantes, as alegrias e as angústias que moram no nosso coração, onde pulsa a confiança na sua materna assistência.  Nossa Senhora nos mostra com ternura um remédio salutar: o Santo Rosário, enaltecido neste mês de outubro.

A imagem da Imaculada Conceição encontrada no rio reacendeu a fé e a esperança daqueles pescadores que a encontraram. Pessoas simples, pobres, que foram os escolhidos a vivenciarem o milagre. Porém, o encontro com a Mãe de Jesus é maravilhoso e grandioso demais.  É mistério divino que não comporta ser contido em si. A devoção se propagou largamente, e o manto de Nossa Senhora Aparecida alcançou toda a extensão do Brasil. Bendita nossa doce padroeira e protetora! 

A nossa missão evangelizadora, de filhos amados, é ajudar Maria Santíssima a fazer Jesus presente na vida de cada homem e de cada mulher, de modo que reflitam sua luz. Caminhemos com Maria!  Na sua escola, ela nos educa para que o Cristo viva mais em nós. E um de seus importantes ensinamentos está na prática da oração.

Pela arte da oração, o cristianismo deveria se destacar. A oração do Rosário é um exemplo, está na tradição da contemplação cristã e caracteriza-se por ser meditativa. Segundo São João Paulo II, na Carta Apostólica RosariumVirginis Marie (¹), é a oração do coração. Se é possível crer na vida alimentada pela presença de Deus, no dia a dia de cada um, a oração do Rosário, por ser simples e ao mesmo tempo profunda, torna-se um generoso caminho para encontrarmos frutos de santidade. Porque em cada oração está a semente da alegria do Evangelho, que, pelas palavras do Papa Francisco na exortação apostólica Evangelli Gaudium (²), “enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus.”

Maria Eulália Mello

(¹)Carta Apostólica RosariumVirginis Marie.
(²)EvangelliGaudium, Papa Francisco

VOCÊ SABIA?
- A Princesa Isabel quando veio ao Brasil pela segunda vez, ofertou um manto azul e uma coroa cravejada de diamantes, à imagem de Nossa Senhora Aparecida.
- Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial em 16 de julho de 1930, por decreto do Papa Pio XI. Cinquenta anos depois, foi decretado, oficialmente, o dia 12 de outubro como feriado nacional.


 Fonte: Jornal O REDENTOR, outubro de 2014 - Paróquia Santo Afonso, Tijuca, RJ

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

KOINONIA: DESCOBRIR O SENSO DE COMUNHÃO

O cristianismo começou com pequenas comunidades que se espalharam por todo Império Romano. Elas foram surgindo com uma força agregadora impressionante, pois nelas congregavam-se gente de diferentes classes sociais e culturas, o que rompia com as estruturas estabelecidas de então e proclamavam a utopia de uma humanidade unida em sua diversidade, formando uma única grande família. Aos poucos, os cristãos foram convencendo-se de que, para além de todas as identidades e nacionalidades, havia o apelo do Reino, convidando-os a ultrapassar as barreiras dos grupos sociais, a caminho de uma comunhão universal. Isso nos permite entender que desde sempre os cristãos foram chamados a ser um sinal claro de unidade na diversidade em meio à humanidade.
 
Os primeiros cristãos reconheceram na palavra grega Koinonia, o ideal que eles se comprometeram a viver e testemunhar a partir do batismo. De fato, Koinonia significa, entre outras coisas, “comunhão”, o desejo e o esforço de se viver a COMUM-UNIÃO de vontades, no esforço de construir uma humanidade nova e reconciliada, que não aceita a exclusão e a desagregação como critérios. As primeiras comunidades buscaram viver com radicalidade esta proposta desafiante: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era comum. Com grande coragem os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. Em todos eles era grande a graça”. (At 4, 32-33).
 
Sobre o testemunho da vivência da Koinonia, Justino, teólogo do séc. II, conta-nos: “Os que possuem muitos bens dão livremente o que lhes agrada. O que se recolhe é colocado à disposição do que preside. Este socorre os órfãos, as viúvas e os que, por doença ou qualquer outro motivo se acham em dificuldade, bem como os prisioneiros e os hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele assume o encargo de todos os necessitados”. Mas nem sempre foi assim... Aconteceram ao longo da história avanços e retrocessos, aconteceram divisões profundas no corpo místico de Cristo - que é a Igreja, que até hoje não se resolveram. A divisão entre os cristãos é um escândalo que depõe contra a nossa vocação de ser e fazer comunhão. É preciso também que estejamos atentos à globalização econômica, que acaba por excluir, ao invés de incluir, bem como ao racismo e a desconfiança crescente frente ao outro de que somos testemunhas. Também é preciso que nos atentemos ao grito de dor que emerge de tantas guerras estúpidas, da pobreza e da degradação da natureza. Qual será a nossa resposta concreta diante desse tempo de degradação em todos os níveis que estamos vivendo? 
 
Ainda bem que somos um corpo! - é a resposta que podemos dizer com convicção, na certeza de que nossa fé nos convida à fraternidade e à amizade evangélica com nossos irmãos, não somente com os dos nossos círculos, mas com todo homem e mulher, empenhando-nos em construir um mundo novo. Mas é preciso continuar cultivando o senso de comunhão, sem oposições estéreis ou partidarismos, que matam o sabor e alegria de conviver. Nossas comunidades devem ser lugar de apoio mútuo e de acolhida, onde todos se sintam parte de uma mesma família, ícone do sonho de Deus Pai para a humanidade, comunhão autêntica e universal, sem excluir a diversidade dos povos e culturas, mas integrando-a no todo da grande e bela ciranda dos filhos e filhas de Deus. 

Rodrigo Costa


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - CONGRESSO

No dia 28 de setembro de 2014, o Comitium Causa Nostrae Laetitiae, da Tijuca, Rio de Janeiro, promoveu um Congresso com as diversas Curiae e Praesidia, realizado na Matriz dos Sagrados Corações. 

A Santa Missa, às 8:30h, foi presidida pelo Pe. Lorenzo e deu início ao evento.  Após a missa foi oferecido o café da manhã.




O tema do Congresso foi a Exortação Apostólica Evagelli Gaudium, do Papa Francisco, apresentado em seus diversos capítulos. A forma de apresentação de cada grupo foi  livre, de acordo com a criatividade de cada um, o que conferiu dinamismo ao estudo e a reflexão do livro, atraindo a atenção de todos.











Após o almoço as apresentações prosseguiram a tarde, tornando-se um dia de aprofundamento no pensamento do Papa Francisco.  Estiveram presentes 80 legionários, entre ativos e auxiliares. Parabéns!


Texto: Maria Eulália Mello
             Sandra Belém (colaboração)


Fotos: Sandra Belém

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

SÃO GABRIEL, SÃO RAFAEL E SÃO MIGUEL - 29 de setembro



Hoje é dia de São miguel, São Gabriel e São Rafael, arcanjos.  As Sagradas Escrituras falam desses anjos e lhes dá o nome que lhes determina a missão.  Miguel quer dizer; "Quem é como Deus?" A ele se atribui a vitória divina sobre o demônio e os anjos maus.  Gabriel quer dizer "aquele que está diante de Deus".  A ele é atribuído o anúncio a Maria sobre a encarnação do Verbo.  Rafael quer dizer "Deus cura".  A ele são atribuídas a condução e a cura de Tobias.

São Miguel, São Gabriel e São Rafael são modelos angélicos de serviço a Deus e aos homens, como resposta à soberana vontade divina, tudo fazendo para a maior glória de Deus.



Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - A PALAVRA, E AS PALAVRAS...


“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus” (Jo 1, 1). É desta forma que se inicia o quarto evangelho, o de João, recordando-nos que a palavra é sempre uma força criadora, dinâmica, libertadora. Cristo é a palavra pronunciada pelo Pai, encarnada no meio de nós, humanidade vulnerável e mortal, mas ao mesmo tempo, palavra que continua viva a atual para aqueles que se deixam guiar pelo Espírito. Neste mês em que somos convidados a refletir, de maneira toda especial, sobre a Palavra de Deus, fico a pensar no cotidiano de nossa vida, em que a todo o momento a palavra está presente, se faz presente. Experimentamos no dia-a-dia das relações humanas os diversos tipos de palavras, algumas que nos enchem de vida e alegria, e outras que nos entristecem e decepciona. Todas as nossas relações são permeadas por elas. Como enumerá-las? Palavras de ânimo e fortaleza; luz e sombras; medo e ousadia; fragilidade e cura; etc. Todas têm um surpreendente poder de nos tocar, positiva ou negativamente. E claro, cada uma contém o seu próprio sabor!

Somos convidados a pronunciar palavras que constroem, que rompem com o silêncio da indiferença e com o barulho e confusão das “Babéis” do cotidiano. Sabemos que a comunicação humana é imperfeita, sempre há ruídos, dissonâncias, incoerências que impedem um diálogo vivificador. Talvez, a Palavra de Deus tenha essa força sempre atual e interpeladora, porque tecida nas experiências humanas marcadas por tantas vicissitudes. Não é uma comunicação qualquer, mas é algo que realmente tempera a vida daqueles que se deixam tocar por ela, como bem nos recorda a Escritura: “A palavra de Deus é viva, eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto onde a alma e o espírito se encontram, e até onde as juntas e medulas se tocam; ela sonda os sentimentos e pensamentos mais íntimos” (Hb 4,12).

Como seria bom se a nossa comunicação com o outro sempre fosse um “Kérygma”, um anúncio cheio de ressurreição, de sabor de vida, como sentiram aqueles que foram evangelizados pelos apóstolos.  Tantas vezes perdemos tempo com “conversa fiada”, como comumente se diz, e somos incapazes de oferecer uma palavra de qualidade, que permaneça na memória de nossos interlocutores, e os faça pensar ou rir, ter esperança e alegria, com a sensação de estar escutando-a pela primeira vez. Quando conversamos com nossos amigos, vivemos o mistério da palavra, capaz de se tornar partilha gostosa e prazerosa de nossa caminhada. A palavra também nos permite sentir a presença, de nos acercarmos de nossos amigos, mesmo diante das distâncias físicas que nos separam. Impossível não recordar as palavras pronunciadas pelos amantes, cheias de carinho e afeto, demonstrando todo contentamento pelo amor vivido juntos.

Benditas são as palavras que se fazem vida em nossas vidas e benditos somos nós, porque pelo dom da fala, construímos relações, partilhamos a vida, degustamos o sabor das inúmeras palavras que marcam nossa existência, a amizade, o amor, a fé, a esperança, a alegria...! Que neste mês de setembro, possamos nos tornar mais íntimos da Palavra por excelência, a Bíblia, e que deixemos “a boa nova andar nos campos da nossa existência”:

“O Senhor Deus deu-me a língua de um discípulo para que eu saiba reconfortar pela palavra o que está abatido. Cada manhã ele desperta meus ouvidos para que escute como discípulo”

Is 50, 4

Rodrigo Costa e Evelyn Caroline
Rodrigo, noviço da Província do Rio(CSsR)
Evelyn, noviça da Congregação das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - EXPERIÊNCIA FILIAL CRISTÃ



“E, aqui na terra, a ninguém chameis de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus.”   (Mt 23, 9)

Em toda sua vida, Jesus dirigiu-se a Deus como Pai, de modo que a experiência filial participou do conteúdo programático de toda sua existência. Os Evangelhos relatam, em diversos momentos, as atitudes de reverência do Filho em sua profunda intimidade com o querido Abbá. Seja na oração silenciosa ou no cotidiano operante, tal relação foi visivelmente norteadora de um evento salvífico, de um encontro profundo entre Deus e a humanidade. Parceria feliz, geradora de eternidade. Aliança que revela o sonho mais belo de que tudo deve estar dirigido ao Criador que ama, que salva e que santifica. E o que diz tal experiência aos tempos atuais?

Certamente, é urgente resgatar essa dimensão filial de toda criatura, principalmente daqueles que são chamados, de maneira privilegiada, à condição de filhos no Filho. Que os seres humanos são dotados de liberdade, de inteligência, de poderosas forças, disso ninguém duvida. Todavia, sua liberdade pode andar por escolhas danosas, não redimidas. Como são injustificáveis as posturas arrogantes, de senhorio violento, de posse de um dom tão maravilhoso, da manipulação para interesses estreitos e narcisistas da fonte partilhada para todos! É triste, nos diversos focos de conflitos, sentir o amargo fel da destruição estampado em tantos descasos para com a natureza, nas incontáveis mortes violentas de tantos irmãos. Cenários tão constantes que em muitos já nem causam indignação. Lamentável! Sem a reverência ao Senhor de tudo, em Jesus nomeado como paizinho querido, os danos serão incomensuráveis, ainda mais quando a razão científica, altamente tecnológica, goza de tantos poderes, elegendo-se como única instância decisória.

Sereis irmãos, assim fica decretado! É mandamento novo. Saída ímpar, sem escusas. Ideal distante, impossível? De alguma maneira, desafio grande, que deve ser enfrentado sem ingenuidades. No entanto, é sol que clareia os dias. Horizonte aberto, interpelação contínua. É somente assim que a condição humana finita poderá, ainda, sonhar com algum tipo de paraíso. Quando o “nós” for banido das culturas, das nações, a autodestruição tomará seu cobiçado lugar. É preciso, pois, exorcizar qualquer tipo de pessimismo e apressar-se em dar as mãos aos que, dia-a-dia, estão mergulhados no amor fraterno. Há muita gente boa, de forma maravilhosa, reinventado as relações, criando redes de solidariedade, ajudando comunidades a degustarem o sabor da irmandade. Isso sim, vale a pena; parece com Jesus, redentor. Essa construção, o amor de Deus vivido no cotidiano fraterno, é morada segura do Pai, santuário divino. Não precisa invejar nenhum grande templo.

Pe. Vicente de Paula Ferreira, CSsR - Superior da Província do Rio de Janeiro



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - IMPORTÂNCIA DO SEMINÁRIO



Seminário significa sementeira. Semeadura de vocações sacerdotais. É meio institucional educativo de formação e de educação, remota e imediata dos futuros padres. Por extensão, de bispos a serviço do Povo de Deus.  Além da seleção dos candidatos, tem como objetivo a formação intelectual, espiritual e pastoral dos mesmos. Em síntese, esta é a importância do seminário.

 Entretanto, é preciso situá-lo na sua origem tridentina, no contexto eclesial e social daquela época de mudanças profundas e incontroláveis contra o regime da cristandade, único até então conhecido. Parecia urgente aos bispos e ao Papa reformar a Igreja “na cabeça e nos membros”, como se dizia e como advertiam e solicitavam homens e mulheres, santos e santas, que sentiam e sofriam com a situação da Igreja. Precisava de instituição formativa que fosse sólida, permanente e universal para os nobres fins propostos. No parecer comum, sem o seminário não seria possível sacerdotes virtuosos, santos e abnegados, voltados somente para sua missão pastoral e santificadora.

 Dentro desta perspectiva, tratava-se não de contrarreforma, como ainda se diz em livros de História, para enfrentar o perigo e o aumento do protestantismo, mas de reforma católica autêntica e pertinente. A tão desejada e, em grande parte, já empreendida por fundadores de ordens e de congregações religiosas, masculinas e femininas. Muito devemos a eles e à aplicação do Concílio de Trento, o que equivale dizer à ereção de seminários menores e maiores para a formação do clero.

 Além dos apelos internos, havia as pressões externas, ou seja, a política e o interesse dos príncipes e reis, e as rupturas dolorosas causadas pelo protestantismo devastador. Logo mais tarde, também pelo anglicanismo. Quase que de surpresa e de impacto, se não considerarmos as causas remotas internas, rompera-se a unidade eclesial e social e política e econômica da cristandade. As mudanças rápidas e violentas tiveram desdobramentos dramáticos. Geraram disputas fratricidas e lutas religiosas, inclusive no campo da interpretação das Escrituras e da fé. Parecia o caos, solapando a ordem. A “túnica inconsútil” do Salvador, mais uma vez, era lançada no jogo de interesses para ver com quem ficava alguma parte, interesses mundanos misturados aos de genuína purificação.

 No Brasil, devido ao regime do padroado a unir a Igreja ao Império, o protestantismo não vingou desde a colonização. Entretanto, a reforma tridentina só entrou de cheio com a proclamação da República pela separação da Igreja e do Estado. Veio com atraso. Significa que o clero da colônia e do império não era formado, segundo os ideais da reforma católica. Faltavam seminários que respondessem às necessidades. Os padres entregavam-se ao ministério, após sucinto e talvez defeituoso estágio de preparação, no paço episcopal ou junto a um sacerdote. A preparação intelectual acontecia em colégios dos jesuítas que, como sabemos, eles foram expulsos pelo Marquês de Pombal.  Só os que vinham de famílias abastadas estudavam na Universidade de Coimbra. Além disso, faltava programa de estudos, experiência pastoral e formação do caráter e da vontade.

 Portanto, a importância da fundação do Seminário do Rio de Janeiro, o primeiro do Brasil, explica-se igualmente pelo contexto nacional e internacional da época. Não só por sua nobre finalidade. Havia ainda desestímulos, entre os quais a falta de recursos humanos e financeiros. Havia a extensão diocesana, entregue a um bispo só com poucos padres: o litoral brasileiro, desde a Bahia até os confins do Rio da Prata.

 Dom Frei Antônio de Guadalupe, OFM, quarto bispo da Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, enfrentou tamanhas dificuldades ao fundar o Seminário São José¹.  Portanto, com o Seminário celebramos não só o passado em tantos anos. Celebramos o presente. Celebramos o futuro que vem chegando. A recordação é festiva e agradecida. Também empenhadora diante do legado desafiador de formar e educar sacerdotes, para o mundo contemporâneo, no espírito renovador e dialogante do Concílio Ecumênico Vaticano II. Com a graça de Deus e o estímulo da história!

¹ (O Seminário São José completou 275 anos em 2014)

Dom Edson de Castro Homem

Bispo Auxiliar da Arquidiocese do RJ
Assistente Eclesial da Legião de Maria junto a CNBB






segunda-feira, 15 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - NOSSA SENHORA DAS DORES 15 de setembro



Hoje é dia de Nossa Senhora das Dores. Trata-se de contemplar a união de Maria  com a missão de seu Filho até a morte. Simeão havia predito que o Filho de Maria seria "um sinal de contradição e que seu coração materno seria transpassado pela espada da dor."

Vemos Maria no sofrimento da fuga para o Egito, na perda do Menino Jesus aos 12 anos, durante a peregrinação na Cidade Santa. Nós a vemos participando do sofrimento das calúnias, da incompreensão e da rejeição durante a vida pública de seu Filho. Nós a vemos, sobretudo, na Via Sacra de toda a Paixão até a morte na cruz e o sepultamento, em absoluta desolação.

Vemos Maria especialmente na cena narrada por João.  Ela permanece de pé junto à Cruz, mártir no coração e na alma, associada sofrimento de Jesus.

Nossa Senhora das Dores é modelo de nossa piedade, compaixão e configuração com cristo e com todos os que sofrem. A seu exemplo, carregamos nossa cruz e aliviamos a cruz dos outros, no seguimento  e na imitação de nosso Mestre, com fé, esperança e amor.


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - SANTÍSSIMO NOME DE MARIA 12 DE SETEMBRO




Hoje é também o dia do Santíssimo Nome de Maria.  O nome é proveniente de Miryam, em hebraico, a significar "a excelsa".  Dizem as Escrituras: "E o nome da virgem era Maria." O nome identifica a pessoa e sua missão. A festa, de origem espanhola, existe desde 1513.  Em 1683, o Papa Inocêncio XI a estendeu a toda a Igreja no Ocidente.


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - " O AMOR NÃO OLHA SE ALGUÉM TEM O ROSTO BELO OU FEIO: AMA!"




Na Missa celebrada nesta terça-feira, 09, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco disse aos presentes que Jesus está no meio do seu povo e se deixa tocar para curar.

Refletindo os três momentos da vida de Nosso Senhor, o Santo Padre afirmou que o primeiro deles é a oração, quando Ele passa "toda a noite rezando a Deus" e sendo assim, "o grande intercessor":

"Ele está diante do Pai neste momento, rezando por nós. E isto deve nos encorajar! Porque nos momentos difíceis, de necessidade e de tantas coisas. É a sua missão hoje: rezar por nós, pela sua Igreja. Nós nos esquecemos disso com frequência, que Jesus reza por nós. Esta é a nossa força.

O Papa lembrou que Jesus reza desde o primeiro momento, quando estava na terra e continua a rezar agora por cada um de nós e por toda a Igreja.

Logo depois, o Pontífice abordou o episódio em que Nosso Senhor escolhe os 12 apóstolos que o seguiriam pregando o Evangelho. Para ele, assim como os seguidores de Cristo, somos escolhidos por Ele a partir do momento em que somos batizados.

"Essas são coisas de amor! O amor não olha se alguém tem o rosto belo ou feio: ama! E Jesus faz o mesmo: ama e escolhe com amor."

Segundo Francisco, o Filho de Deus se mantém próximo do povo e muitos vão ao seu encontro "para ouvi-lo e serem curados de suas doenças", pois d'Ele, sai uma força que pode curar a todos.

"Não é um professor, um mestre, um místico que se afasta do povo e fala da cátedra. Não! Está no meio do povo; se deixa tocar; deixa que as pessoas perguntem. Assim é Jesus: perto do povo", assinalou.

Concluindo sua homilia, o Papa fez mais apontamentos acerca do amor misericordioso de Jesus por nós:

"Assim é o nosso Mestre, assim é o nosso Senhor: alguém que reza, alguém que escolhe as pessoas e alguém que não tem vergonha de estar próximo do povo. E isso nos dá confiança n'Ele. Confiamos n'Ele porque reza, porque nos escolheu e porque está próximo de nós." (LMI)



            Terça-feira, 09-09-2014,

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA - 8 DE SETEMBRO



Hoje é dia da festa da Natividade de Nossa Senhora.  Celebrar o nascimento de Maria com uma festa própria significa reconhecer que, ao nascer aquela que seria a Mãe de Jesus, Deus começa a pôr em prática seu plano de salvação.

A natividade da Virgem é, portanto, o anúncio da proximidade da nossa redenção, assim como a aurora precede ao sol.

Crer nos preparativos da encarnação, mediante o nascimento de Maria, concebida sem o pecado original, significa acreditar que tudo nela é graça, o que possibilita a cooperar intimamente com a obra de seu Filho a nosso favor.

Alegremo-nos, pois, com o nascimento da Virgem Maria, da qual nasceu Jesus, nosso Senhor e Redentor.

Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - BÍBLIA: VOCÊ DENTRO DA HISTÓRIA



Quando estudei a História do Brasil, enxergava os personagens – Cabral, Tiradentes e os demais – como gente tão distante, que pareciam não ter nada a ver comigo. Só mais tarde entendi que o brasilei­ro de todos os tempos faz parte de uma só e mesma caminhada. E que, portanto, estamos conti­nuando uma história de 500 anos, que é a nossa história!

   A mesma experiência você deve sentir ao pensar na Histó­ria da Salvação, que encontra na Bíblia. Por que somos chamados “discípulos missionários”? Não será porque no final da história bíblica saem de cena Jesus e os Doze com seus auxiliares, entran­do em ação a Igreja dos séculos sucessivos, até chegar a nossa vez de cumprir a mesma missão de receber e propagar a fé?

Sim, estamos continuando a História da Salvação. Os aconte­cimentos dessa História ressoam em nossas vidas. Os dois Tes­tamentos – Antigo e Novo – são o começo da nossa história, a história da nossa família cristã, e por isso devemos reviver os fatos bíblicos como que tomando parte neles. Isto é bem fácil nas grandes datas do Cristianismo, como Na­tal e Páscoa. Mais do que apenas recordar, vivemos aqueles misté­rios colocando-nos dentro deles.

A catequese litúrgica da Vigília Pascal nos insere com rara feli­cidade no evento da Páscoa he­braica e da Páscoa de Cristo. O que Deus fez pelos personagens bíblicos, continua fazendo para nós hoje. É o que afirmou Santo Agostinho: “Vós todos que renun­ciastes ao mundo do mal, reali­zastes também vosso êxodo”.

Dt 6,20s esclarece o que que­ro dizer: “E amanhã, quando teu filho te perguntar: ‘Que significam estas leis e estes costumes...?’ Responderás: ‘Éramos escravos do faraó no Egito, mas Javé nos tirou do Egito com mão podero­sa...’”. Repare nesta resposta do pai, que se repete nas páscoas judaicas até hoje. Não diz “nossos pais eram escravos”, mas “éra­mos escravos”; não diz “Javé os tirou”, mas “Javé nos tirou”, atuali­zando o fato para incluir a presen­te geração, o mundo atual.

   Isto é um convite para a gente adentrar a história bíblica como se estivesse dentro dos fatos narra­dos. Experimente sentir-se como um dos caminheiros guiados por Moisés, como um dos construto­res do templo de Jerusalém, como um exilado em Babilônia, como um ouvinte do profeta Jonas em Nínive, como um fiel perseguido no tempo dos Macabeus, como alguém presente ao Sermão da Montanha, como membro de uma comunidade fundada por Paulo... Dê asas à sua imaginação. E per­gunte: O que eu faria nessas vá­rias situações? É um modo bem atual de ler a Bíblia.


Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

Rio de Janeiro, RJ – Setembro/2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA – PAPA FRANCISCO: CRISTÃO TÉPIDO



Hoje, o Papa Francisco inspirou-se nas palavras de Paulo que, em sua Primeira Carta aos Coríntios, convida aqueles que se julgam sábios a “tornarem-se loucos para serem sábios, pois a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus”.

“Paulo – disse o Papa- nos diz que a força da Palavra de Deus, aquela que transforma o coração e muda o mundo, que nos dá esperança e nos dá a vida, não está na sabedoria humana: não está em belas palavras ou na inteligência do homem, não! Isto é loucura”, diz ele.

A Palavra de Deus tem um poder transformador: "passa pelo coração do pregador". Por isso, Jesus diz àqueles que pregam a Palavra de Deus: “tornem-se loucos”, ou seja, "não coloquem sua segurança em sua sabedoria, na sabedoria do mundo".

A força da Palavra de Deus “provém de outro lugar”, isto é, do encontro com Cristo, um encontro que - disse o Papa – se realiza através de nossos pecados e da misericórdia que Deus reserva a estes. Um encontro que é o fulcro da vida cristã e, onde não há este encontro, encontramos igrejas "decadentes" e cristãos “tépidos".

Um cristão, de fato, não tem motivo para se orgulhar de suas pesquisas, de seus estudos ou de sua formação cultural, mas, como afirmam Pedro e Paulo, pode se ‘envaidecer’ por duas coisas: seus pecados e Cristo crucificado”. São Paulo em suas epístolas não transcrevia seu currículo, nem dizia que ele tinha "estudado com os professores mais importantes".
‘Eu apenas me vanglorio dos meus pecados’ diz o Apóstolo dos Gentios. Palavras que escandalizam observa Bergoglio, bem como aquelas da outra passagem: ‘Eu apenas me vanglorio em Cristo e neste Crucifixo.’

A força da Palavra de Deus, testemunha o apóstolo, está no encontro entre os meus pecados e o sangue de Cristo que me salva. “Quando não existe aquele encontro, não há força no coração”, destaca Francisco. “Quando se esquece aquele encontro que tivemos na vida, tornamo-nos mundanos, queremos falar das coisas de Deus com linguagem humana, e não serve: não dá vida.”

Da mesma forma São Pedro, como narrado no Evangelho da pesca milagrosa, fez a experiência de encontrar Cristo através de seus pecados. Ele se dá conta de sua pequenez, ajoelha-se a Seus pés e confessa: "Afasta-te de mim, porque sou um homem pecador."

Por isso, “neste encontro entre Cristo e os meus pecados está a salvação”, observa o Papa. "O lugar privilegiado para o encontro com Jesus Cristo são os nosso pecados. Se um cristão não é capaz de se sentir pecador e salvo pelo sangue de Cristo e por este Crucifixo é um cristão a meio caminho, é um cristão tépido”.

 Por Salvatore Cernuzio – 04/09/2014


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

LEGIÃO DE MARIA - NOSSA SENHORA RAINHA, 22 DE AGOSTO


Hoje é dia de Nossa Senhora Rainha.  A comemoração foi instituída pelo Papa Pio XII em 1955, e transferida do dia 31 de maio, após a Reforma Litúrgica do Vaticano II, a fim de ficar perto da glorificação de Maria, no dia 15 de agosto.  Assim, a realeza de Maria é contemplada como uma das dimensões de sua glorificação em corpo e alma no céu.  

Ser coroada rainha significa sua participação na realeza de Cristo, na condição de Mãe do Messias, a quem serviu de modo proeminente e único.  Como servir a Deus é reinar, Maria, que se fez escrava do Senhor, totalmente disponível ao Verbo e ao Espírito Santo, triunfa com seu Filho e todos os santos na eternidade feliz.

Ela é invocada como Rainha do Céu, na condição de  Rainha dos Anjos e de todos os santos, desde os patriarcas da Antiga Aliança, passando pelos apóstolos na Nova Aliança, e incluindo os demais membros do  Corpo Místico: mártires, confessores, virgens.

Junto ao rei Jesus, ela favorece com sua intercessão como Refúgio dos pecadores, Consoladora dos aflitos e Auxílio dos cristãos.  Assim, sua realeza a aproxima de nossas necessidades espirituais e materiais, pois nunca deixa de ser nossa Mãe e Advogada.


Fonte:  "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

terça-feira, 19 de agosto de 2014

LEGIÃO DE MARIA - O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA


Todos nós procuramos um caminho, uma direção a seguir, um sentido para a vida. Porém o que buscamos não é qualquer caminho, mas um que nos leve à realização plena.
Todos querem ter clareza da realidade, saber por onde anda e ter segurança. Não queremos ser iludidos e enganados. Queremos a verdade. “Quem” ou “o que”, pode se dizer como verdade? Quem pode dizer que é à base de toda a esperança?
            Instintivamente desejamos vida. Em nosso corpo há uma luta constante por mais vida. Este desejo não é só do corpo, mas de todo nosso ser, pois o que acontece fisicamente é também reflexo de uma busca que nos transcendente, e que não se aquietará enquanto não repousar na fonte da vida.
            Para estas buscas profundas, Jesus se apresenta como o único que pode nos realizar: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6). Ele é o único que pode saciar nossa “fome”, nossa “sede”, dar-nos esperança, ser nosso abrigo seguro e dar-nos vida plena.
            Mas existem várias propostas que querem nos enganar dizendo ser a resposta para estes anseios, mas que na verdade deseja apenas explorar, aproveitando dessa busca essencial. Por isso é preciso ter cuidado. Só Jesus é o “Caminho a verdade e a vida”. O cristão é aquele que renuncia as outras propostas e coloca no Cristo toda a sua esperança. Porém, vemos que existem pessoas que mesmo estando seguindo o Cristo, ainda não se deram conta de que Jesus é a Verdade de Deus e a fonte da Vida. Isso aconteceu com Filipe que pediu a Jesus que mostrasse o Pai. Filipe não tinha conseguido enxergar que Jesus era o que ele buscava, por isso o Senhor o questiona: “Eu estou convosco há tanto tempo, e entretanto, Filipe, não me conheceste? Aquele que me viu, viu o Pai. Por que dizes: ‘Mostra-nos o Pai’?” (Jo 14,9).
O que aconteceu com Filipe, pode acontecer conosco: Estar com Jesus e não experimentá-lo, não conhecê-lo. Estar ao lado da fonte e morrer de sede. Para que isso não aconteça, é preciso querer conhecer Jesus. E quem quer conhecer o Cristo profundamente, e poder assim reconhecer nele a verdade de Deus, é preciso envolver-se profundamente. Isto significa não ficar distante. Conhecer Jesus é depositar nele toda a esperança e todos os desejos. O que exige de nós um comprometimento e um envolvimento com a sua vida e seu projeto. Do contrário Jesus continuará sendo um estranho.

Fagner Dalbem Mapa, C.Ss.R. 
Fonte:  http://www.sabordafe.com/

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

SOLENIDADE DE MARIA ASSUNTA AOS CÉUS - 15 DE AGOSTO


Hoje é dia da solenidade de Maria assunta aos céus, com o título de Nossa Senhora da Glória.  Trata-se de reconhecer e de celebrar a glorificação de Maria, que participa da vitória definitiva de seu Filho ressuscitado.

Na Carta aos Filipenses, diz-nos a apóstlo Paulo:" A nossa cidadania está nos céus, de onde também esperamos ansiosamente como Salvador o Senhor Jesus Cristo, que transfigurará o nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso, pela força que lhe dá poder submeter a si todas as coisas."

Tal transformação de nosso corpo na ressurreição final é anossa esperança de cristãos, quando recebemos um corpo semelhante ao de Jesus ressuscitado.  Para Maria, isso já é uma realidade, como prêmio de sua total dedicação a Crusto, que a revestiu plenamente com sua graça.

Hoje olhamos para Maria glorificada, como modelo da nossa esperança em Cristo Salvador.  Exultante, o católico canta:"Com minha mãe estarei, na santa glória um dia; junto a Virgem Maria, no céu triunfarei."


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

domingo, 10 de agosto de 2014

LEGIÃO DE MARIA - O ESPÍRITO QUE NOS UNE


Faz parte da oração de Jesus pedir ao Pai que sejamos um, e que façamos parte da unidade que há entre Ele e o Pai (cf. Jo 17,22-23). Nossa união com Deus se dá por meio do Cristo e por obra do Espírito Santo.
            Esta graça se realiza em nós quando deixamos que o amor de Deus nos preencha, nos conduza e nos transforme. O que também faz com que entremos em conflito com o sistema vigente no mundo que é o espírito de competição, movido pela busca desenfreada por poder, por riqueza e por dinheiro. Assim é um desafio viver segundo o Espírito de Deus que nos impulsiona a viver a doação de vida, o serviço, a solidariedade e não a competição.
            Por isso que para São Paulo, é só por meio do Espírito que podemos dizer que Cristo é o Senhor (cf. 1Cor 12,3b). Não é dizer “Senhor” da boca pra fora, mas dizer de forma existencial. O que envolve a vida, pois é um compromisso. Declarar Jesus como “Senhor”, só é possível pela força do Espírito, pois é só por meio dele que podemos renunciar ao poder e a riqueza para seguir a um mestre que não tem onde reclinar a cabeça, que nasceu em uma manjedoura e que morreu numa cruz. Só por meio do Espirito que reconhecemos em Jesus a verdade que tanto buscamos.
É só por meio do Espírito, que a humanidade pode realizar o desejo de Deus de nos tornarmos um com Ele. Unir tanta diversidade de pensamentos, de ideias, de desejos e de sonhos, num único projeto e fazer de nós “um só corpo” é o papel do Espírito Santo (cf. 1Cor 12,13). Por isso Cristo o sopra sobre os apóstolos. Não só para criar esta unidade, mas também para transformar tudo o que impede a sua ação criadora. Isso explica a sua representação como vento e como fogo (cf. At 2, 1-3).
Quando Jesus sopra o seu Espírito sobre nós, ele também o faz para nos enviar a continuar a sua missão de redenção (cf. Jo 20, 21-23), e fazer de toda a humanidade uma unidade de amor, transmitindo este Espírito que estava presente na criação do mundo, na encarnação do Verbo, na missão de Jesus, na sua ressurreição e na missão da Igreja.
É preciso então, deixar com que este Espírito nos guie, que ele nos envie, que ele nos ajude a sermos seguidores do Cristo e enviados por ele como discípulos e testemunhas do desejo e do plano de amor do nosso Deus.

www.sabordafe.com


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

LEGIÃO DE MARIA - ALOCUÇÃO Agosto 2014


A Igreja hoje nos convida a rezar pelas vocações sacerdotais. O Evangelho nos fala de Jesus no deserto e lá ele sente compaixão. Mateus nos conta que Jesus cura a todos os doentes, e que, também, realiza o milagre da multiplicação dos pães. É nessa ocasião que Jesus fala aos discípulos para que  resolvam a fome do povo, e eles ficam desconcertados. Jesus percebeu. Vendo isso  realizou o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Depois da distribuição do alimento, o evangelho nos diz que ainda sobraram 12 cestos.

O texto não fala só da caridade e da partilha, o milagre é o prenúncio da partilha. Quando Jesus fala que deseja que os discípulos acabem com a fome do povo, ele anuncia que são os apóstolos que irão continuar a sua missão. O anúncio diz que os discípulos precisavam alimentar a todos com o Corpo e o Sangue dele - Cristo - o alimento para o espírito. O Sacerdote existe para a Eucaristia, que é o centro da vida de um Padre. A multidão, o povo está faminto da mesa da palavra e da Eucaristia.

Hoje é o dia particular para agradecer a(existência da) Eucaristia.  E rezar por mais vocações sacerdotais e religiosas, para que mais pessoas queiram seguir ,totalmente, a Jesus. No  Batismo é quando recebemos a vocação cristã para  sermos santos. Só vivendo bem o Batismo poderemos ser bons vocacionados na juventude e na vida adulta. Que todos possam viver bem o seu Batismo.

Pe. Fabio Siqueira
Diretor  Espiritual - Senatus RJ
Dia 03/08/2014

terça-feira, 5 de agosto de 2014

LEGIÃO DE MARIA - HUMANIDADE NOVA!



O SER HUMANO RECONHECE QUE NÃO
NASCE PRONTO E SUAS ESCOLHAS
DEPENDERÃO DE UMA CONSCIÊNCIA
FORMADA POR DESTINOS DE
VIDA OU MORTE.
 
A corrupção atual parece não ter limites, disse alguém. Afirmação proveniente da onda de desvios, roubos, manipulações, descasos com o bem comum. Problemas que afetam instâncias pequenas, todavia que assustam ainda mais quando encontrados em grandes esquemas, em pessoas como juízes, autoridades religiosas, políticos, educadores etc. Ou seja, trata-se de uma perversão quase cultural; banalidade do “tudo é permitido”, desde que o objetivo seja levar vantagens numa época em que a solidariedade parece coisa do passado. Diante deste quadro, infelizmente de cores fúnebres, o cenário torna-se pior quando o ânimo dos bons também diminui. Perde-se, com facilidade, a capacidade de indignação e acostuma-se, facilmente, com uma rotina de abusos que perpassa as áreas mais variadas da existência. E o que dizer dos conflitos maiores que estão dizimando nações, culturas, povos?

Dostoievski, em sua obra Os Irmãos Karamázov, apresenta o dilema: se Deus não existe tudo é permitido! Uma equação que nasce na dramática busca por aquilo que fundamentaria uma opção ética pelo bem. Trocando em miúdos: qual seria o critério de discernimento entre o bem e o mal? Ou, de fato, tudo é permitido? É possível notar que muito mais do que julgar fatos isolados que escandalizam, a sociedade atual, plural e democrática, cada vez mais autônoma e civil, passa por uma encruzilhada que tem como grande interrogaçãoagressividade, a rivalidade participam da natureza mais íntima do ser humano, isso a psicologia profunda mostra com clareza. Que o amor oblativo não seja tão espontâneo, a própria teologia revela com discernimento. Ou seja, no espelho de sua alma o ser humano reconhece que não nasce pronto e suas escolhas dependerão de uma consciência formada por destinos de vida ou morte. Em todo caso, o mal participa da sua aventura existencial e o amor é tarefa cotidiana. Neces­sário, portanto, é reforçar a responsabilidade diante do grande dom que é a vida.­

Na aventura existencial, al­guns dizem que a razão, por si mesma, pode alcançar a matu­ridade de fazer escolhas sólidas por valores como justiça, fraterni­dade, paz. Até mesmo construir um consenso universal na busca pelo bem comum. No entanto, o referencial bíblico-cristão traz luz na difícil arte de construir a exis­tência de maneira íntegra. Assim afirma São Paulo: “Não que eu já tenha alcançado ou que já seja perfeito, mas vou prosseguindo para ver se o alcanço, pois que também já fui alcançado em Cris­to Jesus” (Fl 3, 12). Trata-se da firme consciência de que, sem o horizonte da fé, as perguntas mais complexas podem cair em impasses perigosos. Além disso, em Cristo descortina-se o desti­no mais límpido de felicidade da humanidade, aprofundando a responsabilidade de cada ser hu­mano. Ele, a graça que soma e redime, reforça e ilumina a busca pelo amor. Mirar esse referencial é colocar-se num caminho certo de construção de uma humani­dade nova.

Pe. Vicente Ferreira, C.Ss.R.
Superior Provincial
 

sábado, 26 de julho de 2014

SÃO JOAQUIM E SANT''ANA - 26 DE JULHO


Hoje é dia de São Joaquim e Sant'Ana, pais de Nossa Senhora.  O que se sabe sobre a vida de ambos encontra-se no protoevangelho de Tiago, livro apócrifo do século II.  Discute-se, pois, o fundamento hostórico das narrativas, até porque se assemelham a relatos extraídos do Antigo Testamento.

Interessa-nos somente venerar com alegria e gratidão, os pais da Santíssima Virgem, que a acolheram e educaram nas tradições da fé judaica,introduzindo-a na experiência religiosa do povo eleito, pela fidelidade à Lei e à Aliança.  

O culto aos pais da Virgem é antiquíssimo.  A festa era celebrada separadamente, exceto entre os beneditinos.  A nova liturgia transferiu a festa de São Joaquim, do dia 16 de agosto, para uni-lo à sua esposa, no dia 26 de julho.  Temos, assim, a celebração do casal, unido no amor e na missão de serem pais de Maria e avós de Jesus.

O dia de hoje se reveste de significado especial para as vovós e os vovôs e a todos os anciãos que, após a fidelidade ao projeto de vida e ao plano de Deus, contemplam à distância o fruto de suas opções e realizações.

Nossa Senhora Sant'Ana, como a piedade popular aprecia nomeá-la, e seu esposo, São Joaquim, são modelos de vida conjugal e familiar, abertos e fiéis `a aliança com Deus, confiantes no cumprimento da promessa feita a Israel, realizada em Cristo Jesus.


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra