segunda-feira, 15 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - NOSSA SENHORA DAS DORES 15 de setembro



Hoje é dia de Nossa Senhora das Dores. Trata-se de contemplar a união de Maria  com a missão de seu Filho até a morte. Simeão havia predito que o Filho de Maria seria "um sinal de contradição e que seu coração materno seria transpassado pela espada da dor."

Vemos Maria no sofrimento da fuga para o Egito, na perda do Menino Jesus aos 12 anos, durante a peregrinação na Cidade Santa. Nós a vemos participando do sofrimento das calúnias, da incompreensão e da rejeição durante a vida pública de seu Filho. Nós a vemos, sobretudo, na Via Sacra de toda a Paixão até a morte na cruz e o sepultamento, em absoluta desolação.

Vemos Maria especialmente na cena narrada por João.  Ela permanece de pé junto à Cruz, mártir no coração e na alma, associada sofrimento de Jesus.

Nossa Senhora das Dores é modelo de nossa piedade, compaixão e configuração com cristo e com todos os que sofrem. A seu exemplo, carregamos nossa cruz e aliviamos a cruz dos outros, no seguimento  e na imitação de nosso Mestre, com fé, esperança e amor.


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - SANTÍSSIMO NOME DE MARIA 12 DE SETEMBRO




Hoje é também o dia do Santíssimo Nome de Maria.  O nome é proveniente de Miryam, em hebraico, a significar "a excelsa".  Dizem as Escrituras: "E o nome da virgem era Maria." O nome identifica a pessoa e sua missão. A festa, de origem espanhola, existe desde 1513.  Em 1683, o Papa Inocêncio XI a estendeu a toda a Igreja no Ocidente.


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - " O AMOR NÃO OLHA SE ALGUÉM TEM O ROSTO BELO OU FEIO: AMA!"




Na Missa celebrada nesta terça-feira, 09, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco disse aos presentes que Jesus está no meio do seu povo e se deixa tocar para curar.

Refletindo os três momentos da vida de Nosso Senhor, o Santo Padre afirmou que o primeiro deles é a oração, quando Ele passa "toda a noite rezando a Deus" e sendo assim, "o grande intercessor":

"Ele está diante do Pai neste momento, rezando por nós. E isto deve nos encorajar! Porque nos momentos difíceis, de necessidade e de tantas coisas. É a sua missão hoje: rezar por nós, pela sua Igreja. Nós nos esquecemos disso com frequência, que Jesus reza por nós. Esta é a nossa força.

O Papa lembrou que Jesus reza desde o primeiro momento, quando estava na terra e continua a rezar agora por cada um de nós e por toda a Igreja.

Logo depois, o Pontífice abordou o episódio em que Nosso Senhor escolhe os 12 apóstolos que o seguiriam pregando o Evangelho. Para ele, assim como os seguidores de Cristo, somos escolhidos por Ele a partir do momento em que somos batizados.

"Essas são coisas de amor! O amor não olha se alguém tem o rosto belo ou feio: ama! E Jesus faz o mesmo: ama e escolhe com amor."

Segundo Francisco, o Filho de Deus se mantém próximo do povo e muitos vão ao seu encontro "para ouvi-lo e serem curados de suas doenças", pois d'Ele, sai uma força que pode curar a todos.

"Não é um professor, um mestre, um místico que se afasta do povo e fala da cátedra. Não! Está no meio do povo; se deixa tocar; deixa que as pessoas perguntem. Assim é Jesus: perto do povo", assinalou.

Concluindo sua homilia, o Papa fez mais apontamentos acerca do amor misericordioso de Jesus por nós:

"Assim é o nosso Mestre, assim é o nosso Senhor: alguém que reza, alguém que escolhe as pessoas e alguém que não tem vergonha de estar próximo do povo. E isso nos dá confiança n'Ele. Confiamos n'Ele porque reza, porque nos escolheu e porque está próximo de nós." (LMI)



            Terça-feira, 09-09-2014,

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA - 8 DE SETEMBRO



Hoje é dia da festa da Natividade de Nossa Senhora.  Celebrar o nascimento de Maria com uma festa própria significa reconhecer que, ao nascer aquela que seria a Mãe de Jesus, Deus começa a pôr em prática seu plano de salvação.

A natividade da Virgem é, portanto, o anúncio da proximidade da nossa redenção, assim como a aurora precede ao sol.

Crer nos preparativos da encarnação, mediante o nascimento de Maria, concebida sem o pecado original, significa acreditar que tudo nela é graça, o que possibilita a cooperar intimamente com a obra de seu Filho a nosso favor.

Alegremo-nos, pois, com o nascimento da Virgem Maria, da qual nasceu Jesus, nosso Senhor e Redentor.

Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA - BÍBLIA: VOCÊ DENTRO DA HISTÓRIA



Quando estudei a História do Brasil, enxergava os personagens – Cabral, Tiradentes e os demais – como gente tão distante, que pareciam não ter nada a ver comigo. Só mais tarde entendi que o brasilei­ro de todos os tempos faz parte de uma só e mesma caminhada. E que, portanto, estamos conti­nuando uma história de 500 anos, que é a nossa história!

   A mesma experiência você deve sentir ao pensar na Histó­ria da Salvação, que encontra na Bíblia. Por que somos chamados “discípulos missionários”? Não será porque no final da história bíblica saem de cena Jesus e os Doze com seus auxiliares, entran­do em ação a Igreja dos séculos sucessivos, até chegar a nossa vez de cumprir a mesma missão de receber e propagar a fé?

Sim, estamos continuando a História da Salvação. Os aconte­cimentos dessa História ressoam em nossas vidas. Os dois Tes­tamentos – Antigo e Novo – são o começo da nossa história, a história da nossa família cristã, e por isso devemos reviver os fatos bíblicos como que tomando parte neles. Isto é bem fácil nas grandes datas do Cristianismo, como Na­tal e Páscoa. Mais do que apenas recordar, vivemos aqueles misté­rios colocando-nos dentro deles.

A catequese litúrgica da Vigília Pascal nos insere com rara feli­cidade no evento da Páscoa he­braica e da Páscoa de Cristo. O que Deus fez pelos personagens bíblicos, continua fazendo para nós hoje. É o que afirmou Santo Agostinho: “Vós todos que renun­ciastes ao mundo do mal, reali­zastes também vosso êxodo”.

Dt 6,20s esclarece o que que­ro dizer: “E amanhã, quando teu filho te perguntar: ‘Que significam estas leis e estes costumes...?’ Responderás: ‘Éramos escravos do faraó no Egito, mas Javé nos tirou do Egito com mão podero­sa...’”. Repare nesta resposta do pai, que se repete nas páscoas judaicas até hoje. Não diz “nossos pais eram escravos”, mas “éra­mos escravos”; não diz “Javé os tirou”, mas “Javé nos tirou”, atuali­zando o fato para incluir a presen­te geração, o mundo atual.

   Isto é um convite para a gente adentrar a história bíblica como se estivesse dentro dos fatos narra­dos. Experimente sentir-se como um dos caminheiros guiados por Moisés, como um dos construto­res do templo de Jerusalém, como um exilado em Babilônia, como um ouvinte do profeta Jonas em Nínive, como um fiel perseguido no tempo dos Macabeus, como alguém presente ao Sermão da Montanha, como membro de uma comunidade fundada por Paulo... Dê asas à sua imaginação. E per­gunte: O que eu faria nessas vá­rias situações? É um modo bem atual de ler a Bíblia.


Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.

Rio de Janeiro, RJ – Setembro/2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

LEGIÃO DE MARIA – PAPA FRANCISCO: CRISTÃO TÉPIDO



Hoje, o Papa Francisco inspirou-se nas palavras de Paulo que, em sua Primeira Carta aos Coríntios, convida aqueles que se julgam sábios a “tornarem-se loucos para serem sábios, pois a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus”.

“Paulo – disse o Papa- nos diz que a força da Palavra de Deus, aquela que transforma o coração e muda o mundo, que nos dá esperança e nos dá a vida, não está na sabedoria humana: não está em belas palavras ou na inteligência do homem, não! Isto é loucura”, diz ele.

A Palavra de Deus tem um poder transformador: "passa pelo coração do pregador". Por isso, Jesus diz àqueles que pregam a Palavra de Deus: “tornem-se loucos”, ou seja, "não coloquem sua segurança em sua sabedoria, na sabedoria do mundo".

A força da Palavra de Deus “provém de outro lugar”, isto é, do encontro com Cristo, um encontro que - disse o Papa – se realiza através de nossos pecados e da misericórdia que Deus reserva a estes. Um encontro que é o fulcro da vida cristã e, onde não há este encontro, encontramos igrejas "decadentes" e cristãos “tépidos".

Um cristão, de fato, não tem motivo para se orgulhar de suas pesquisas, de seus estudos ou de sua formação cultural, mas, como afirmam Pedro e Paulo, pode se ‘envaidecer’ por duas coisas: seus pecados e Cristo crucificado”. São Paulo em suas epístolas não transcrevia seu currículo, nem dizia que ele tinha "estudado com os professores mais importantes".
‘Eu apenas me vanglorio dos meus pecados’ diz o Apóstolo dos Gentios. Palavras que escandalizam observa Bergoglio, bem como aquelas da outra passagem: ‘Eu apenas me vanglorio em Cristo e neste Crucifixo.’

A força da Palavra de Deus, testemunha o apóstolo, está no encontro entre os meus pecados e o sangue de Cristo que me salva. “Quando não existe aquele encontro, não há força no coração”, destaca Francisco. “Quando se esquece aquele encontro que tivemos na vida, tornamo-nos mundanos, queremos falar das coisas de Deus com linguagem humana, e não serve: não dá vida.”

Da mesma forma São Pedro, como narrado no Evangelho da pesca milagrosa, fez a experiência de encontrar Cristo através de seus pecados. Ele se dá conta de sua pequenez, ajoelha-se a Seus pés e confessa: "Afasta-te de mim, porque sou um homem pecador."

Por isso, “neste encontro entre Cristo e os meus pecados está a salvação”, observa o Papa. "O lugar privilegiado para o encontro com Jesus Cristo são os nosso pecados. Se um cristão não é capaz de se sentir pecador e salvo pelo sangue de Cristo e por este Crucifixo é um cristão a meio caminho, é um cristão tépido”.

 Por Salvatore Cernuzio – 04/09/2014


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

LEGIÃO DE MARIA - NOSSA SENHORA RAINHA, 22 DE AGOSTO


Hoje é dia de Nossa Senhora Rainha.  A comemoração foi instituída pelo Papa Pio XII em 1955, e transferida do dia 31 de maio, após a Reforma Litúrgica do Vaticano II, a fim de ficar perto da glorificação de Maria, no dia 15 de agosto.  Assim, a realeza de Maria é contemplada como uma das dimensões de sua glorificação em corpo e alma no céu.  

Ser coroada rainha significa sua participação na realeza de Cristo, na condição de Mãe do Messias, a quem serviu de modo proeminente e único.  Como servir a Deus é reinar, Maria, que se fez escrava do Senhor, totalmente disponível ao Verbo e ao Espírito Santo, triunfa com seu Filho e todos os santos na eternidade feliz.

Ela é invocada como Rainha do Céu, na condição de  Rainha dos Anjos e de todos os santos, desde os patriarcas da Antiga Aliança, passando pelos apóstolos na Nova Aliança, e incluindo os demais membros do  Corpo Místico: mártires, confessores, virgens.

Junto ao rei Jesus, ela favorece com sua intercessão como Refúgio dos pecadores, Consoladora dos aflitos e Auxílio dos cristãos.  Assim, sua realeza a aproxima de nossas necessidades espirituais e materiais, pois nunca deixa de ser nossa Mãe e Advogada.


Fonte:  "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

terça-feira, 19 de agosto de 2014

LEGIÃO DE MARIA - O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA


Todos nós procuramos um caminho, uma direção a seguir, um sentido para a vida. Porém o que buscamos não é qualquer caminho, mas um que nos leve à realização plena.
Todos querem ter clareza da realidade, saber por onde anda e ter segurança. Não queremos ser iludidos e enganados. Queremos a verdade. “Quem” ou “o que”, pode se dizer como verdade? Quem pode dizer que é à base de toda a esperança?
            Instintivamente desejamos vida. Em nosso corpo há uma luta constante por mais vida. Este desejo não é só do corpo, mas de todo nosso ser, pois o que acontece fisicamente é também reflexo de uma busca que nos transcendente, e que não se aquietará enquanto não repousar na fonte da vida.
            Para estas buscas profundas, Jesus se apresenta como o único que pode nos realizar: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6). Ele é o único que pode saciar nossa “fome”, nossa “sede”, dar-nos esperança, ser nosso abrigo seguro e dar-nos vida plena.
            Mas existem várias propostas que querem nos enganar dizendo ser a resposta para estes anseios, mas que na verdade deseja apenas explorar, aproveitando dessa busca essencial. Por isso é preciso ter cuidado. Só Jesus é o “Caminho a verdade e a vida”. O cristão é aquele que renuncia as outras propostas e coloca no Cristo toda a sua esperança. Porém, vemos que existem pessoas que mesmo estando seguindo o Cristo, ainda não se deram conta de que Jesus é a Verdade de Deus e a fonte da Vida. Isso aconteceu com Filipe que pediu a Jesus que mostrasse o Pai. Filipe não tinha conseguido enxergar que Jesus era o que ele buscava, por isso o Senhor o questiona: “Eu estou convosco há tanto tempo, e entretanto, Filipe, não me conheceste? Aquele que me viu, viu o Pai. Por que dizes: ‘Mostra-nos o Pai’?” (Jo 14,9).
O que aconteceu com Filipe, pode acontecer conosco: Estar com Jesus e não experimentá-lo, não conhecê-lo. Estar ao lado da fonte e morrer de sede. Para que isso não aconteça, é preciso querer conhecer Jesus. E quem quer conhecer o Cristo profundamente, e poder assim reconhecer nele a verdade de Deus, é preciso envolver-se profundamente. Isto significa não ficar distante. Conhecer Jesus é depositar nele toda a esperança e todos os desejos. O que exige de nós um comprometimento e um envolvimento com a sua vida e seu projeto. Do contrário Jesus continuará sendo um estranho.

Fagner Dalbem Mapa, C.Ss.R. 
Fonte:  http://www.sabordafe.com/

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

SOLENIDADE DE MARIA ASSUNTA AOS CÉUS - 15 DE AGOSTO


Hoje é dia da solenidade de Maria assunta aos céus, com o título de Nossa Senhora da Glória.  Trata-se de reconhecer e de celebrar a glorificação de Maria, que participa da vitória definitiva de seu Filho ressuscitado.

Na Carta aos Filipenses, diz-nos a apóstlo Paulo:" A nossa cidadania está nos céus, de onde também esperamos ansiosamente como Salvador o Senhor Jesus Cristo, que transfigurará o nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso, pela força que lhe dá poder submeter a si todas as coisas."

Tal transformação de nosso corpo na ressurreição final é anossa esperança de cristãos, quando recebemos um corpo semelhante ao de Jesus ressuscitado.  Para Maria, isso já é uma realidade, como prêmio de sua total dedicação a Crusto, que a revestiu plenamente com sua graça.

Hoje olhamos para Maria glorificada, como modelo da nossa esperança em Cristo Salvador.  Exultante, o católico canta:"Com minha mãe estarei, na santa glória um dia; junto a Virgem Maria, no céu triunfarei."


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

domingo, 10 de agosto de 2014

LEGIÃO DE MARIA - O ESPÍRITO QUE NOS UNE


Faz parte da oração de Jesus pedir ao Pai que sejamos um, e que façamos parte da unidade que há entre Ele e o Pai (cf. Jo 17,22-23). Nossa união com Deus se dá por meio do Cristo e por obra do Espírito Santo.
            Esta graça se realiza em nós quando deixamos que o amor de Deus nos preencha, nos conduza e nos transforme. O que também faz com que entremos em conflito com o sistema vigente no mundo que é o espírito de competição, movido pela busca desenfreada por poder, por riqueza e por dinheiro. Assim é um desafio viver segundo o Espírito de Deus que nos impulsiona a viver a doação de vida, o serviço, a solidariedade e não a competição.
            Por isso que para São Paulo, é só por meio do Espírito que podemos dizer que Cristo é o Senhor (cf. 1Cor 12,3b). Não é dizer “Senhor” da boca pra fora, mas dizer de forma existencial. O que envolve a vida, pois é um compromisso. Declarar Jesus como “Senhor”, só é possível pela força do Espírito, pois é só por meio dele que podemos renunciar ao poder e a riqueza para seguir a um mestre que não tem onde reclinar a cabeça, que nasceu em uma manjedoura e que morreu numa cruz. Só por meio do Espirito que reconhecemos em Jesus a verdade que tanto buscamos.
É só por meio do Espírito, que a humanidade pode realizar o desejo de Deus de nos tornarmos um com Ele. Unir tanta diversidade de pensamentos, de ideias, de desejos e de sonhos, num único projeto e fazer de nós “um só corpo” é o papel do Espírito Santo (cf. 1Cor 12,13). Por isso Cristo o sopra sobre os apóstolos. Não só para criar esta unidade, mas também para transformar tudo o que impede a sua ação criadora. Isso explica a sua representação como vento e como fogo (cf. At 2, 1-3).
Quando Jesus sopra o seu Espírito sobre nós, ele também o faz para nos enviar a continuar a sua missão de redenção (cf. Jo 20, 21-23), e fazer de toda a humanidade uma unidade de amor, transmitindo este Espírito que estava presente na criação do mundo, na encarnação do Verbo, na missão de Jesus, na sua ressurreição e na missão da Igreja.
É preciso então, deixar com que este Espírito nos guie, que ele nos envie, que ele nos ajude a sermos seguidores do Cristo e enviados por ele como discípulos e testemunhas do desejo e do plano de amor do nosso Deus.

www.sabordafe.com


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

LEGIÃO DE MARIA - ALOCUÇÃO Agosto 2014


A Igreja hoje nos convida a rezar pelas vocações sacerdotais. O Evangelho nos fala de Jesus no deserto e lá ele sente compaixão. Mateus nos conta que Jesus cura a todos os doentes, e que, também, realiza o milagre da multiplicação dos pães. É nessa ocasião que Jesus fala aos discípulos para que  resolvam a fome do povo, e eles ficam desconcertados. Jesus percebeu. Vendo isso  realizou o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Depois da distribuição do alimento, o evangelho nos diz que ainda sobraram 12 cestos.

O texto não fala só da caridade e da partilha, o milagre é o prenúncio da partilha. Quando Jesus fala que deseja que os discípulos acabem com a fome do povo, ele anuncia que são os apóstolos que irão continuar a sua missão. O anúncio diz que os discípulos precisavam alimentar a todos com o Corpo e o Sangue dele - Cristo - o alimento para o espírito. O Sacerdote existe para a Eucaristia, que é o centro da vida de um Padre. A multidão, o povo está faminto da mesa da palavra e da Eucaristia.

Hoje é o dia particular para agradecer a(existência da) Eucaristia.  E rezar por mais vocações sacerdotais e religiosas, para que mais pessoas queiram seguir ,totalmente, a Jesus. No  Batismo é quando recebemos a vocação cristã para  sermos santos. Só vivendo bem o Batismo poderemos ser bons vocacionados na juventude e na vida adulta. Que todos possam viver bem o seu Batismo.

Pe. Fabio Siqueira
Diretor  Espiritual - Senatus RJ
Dia 03/08/2014

terça-feira, 5 de agosto de 2014

LEGIÃO DE MARIA - HUMANIDADE NOVA!



O SER HUMANO RECONHECE QUE NÃO
NASCE PRONTO E SUAS ESCOLHAS
DEPENDERÃO DE UMA CONSCIÊNCIA
FORMADA POR DESTINOS DE
VIDA OU MORTE.
 
A corrupção atual parece não ter limites, disse alguém. Afirmação proveniente da onda de desvios, roubos, manipulações, descasos com o bem comum. Problemas que afetam instâncias pequenas, todavia que assustam ainda mais quando encontrados em grandes esquemas, em pessoas como juízes, autoridades religiosas, políticos, educadores etc. Ou seja, trata-se de uma perversão quase cultural; banalidade do “tudo é permitido”, desde que o objetivo seja levar vantagens numa época em que a solidariedade parece coisa do passado. Diante deste quadro, infelizmente de cores fúnebres, o cenário torna-se pior quando o ânimo dos bons também diminui. Perde-se, com facilidade, a capacidade de indignação e acostuma-se, facilmente, com uma rotina de abusos que perpassa as áreas mais variadas da existência. E o que dizer dos conflitos maiores que estão dizimando nações, culturas, povos?

Dostoievski, em sua obra Os Irmãos Karamázov, apresenta o dilema: se Deus não existe tudo é permitido! Uma equação que nasce na dramática busca por aquilo que fundamentaria uma opção ética pelo bem. Trocando em miúdos: qual seria o critério de discernimento entre o bem e o mal? Ou, de fato, tudo é permitido? É possível notar que muito mais do que julgar fatos isolados que escandalizam, a sociedade atual, plural e democrática, cada vez mais autônoma e civil, passa por uma encruzilhada que tem como grande interrogaçãoagressividade, a rivalidade participam da natureza mais íntima do ser humano, isso a psicologia profunda mostra com clareza. Que o amor oblativo não seja tão espontâneo, a própria teologia revela com discernimento. Ou seja, no espelho de sua alma o ser humano reconhece que não nasce pronto e suas escolhas dependerão de uma consciência formada por destinos de vida ou morte. Em todo caso, o mal participa da sua aventura existencial e o amor é tarefa cotidiana. Neces­sário, portanto, é reforçar a responsabilidade diante do grande dom que é a vida.­

Na aventura existencial, al­guns dizem que a razão, por si mesma, pode alcançar a matu­ridade de fazer escolhas sólidas por valores como justiça, fraterni­dade, paz. Até mesmo construir um consenso universal na busca pelo bem comum. No entanto, o referencial bíblico-cristão traz luz na difícil arte de construir a exis­tência de maneira íntegra. Assim afirma São Paulo: “Não que eu já tenha alcançado ou que já seja perfeito, mas vou prosseguindo para ver se o alcanço, pois que também já fui alcançado em Cris­to Jesus” (Fl 3, 12). Trata-se da firme consciência de que, sem o horizonte da fé, as perguntas mais complexas podem cair em impasses perigosos. Além disso, em Cristo descortina-se o desti­no mais límpido de felicidade da humanidade, aprofundando a responsabilidade de cada ser hu­mano. Ele, a graça que soma e redime, reforça e ilumina a busca pelo amor. Mirar esse referencial é colocar-se num caminho certo de construção de uma humani­dade nova.

Pe. Vicente Ferreira, C.Ss.R.
Superior Provincial
 

sábado, 26 de julho de 2014

SÃO JOAQUIM E SANT''ANA - 26 DE JULHO


Hoje é dia de São Joaquim e Sant'Ana, pais de Nossa Senhora.  O que se sabe sobre a vida de ambos encontra-se no protoevangelho de Tiago, livro apócrifo do século II.  Discute-se, pois, o fundamento hostórico das narrativas, até porque se assemelham a relatos extraídos do Antigo Testamento.

Interessa-nos somente venerar com alegria e gratidão, os pais da Santíssima Virgem, que a acolheram e educaram nas tradições da fé judaica,introduzindo-a na experiência religiosa do povo eleito, pela fidelidade à Lei e à Aliança.  

O culto aos pais da Virgem é antiquíssimo.  A festa era celebrada separadamente, exceto entre os beneditinos.  A nova liturgia transferiu a festa de São Joaquim, do dia 16 de agosto, para uni-lo à sua esposa, no dia 26 de julho.  Temos, assim, a celebração do casal, unido no amor e na missão de serem pais de Maria e avós de Jesus.

O dia de hoje se reveste de significado especial para as vovós e os vovôs e a todos os anciãos que, após a fidelidade ao projeto de vida e ao plano de Deus, contemplam à distância o fruto de suas opções e realizações.

Nossa Senhora Sant'Ana, como a piedade popular aprecia nomeá-la, e seu esposo, São Joaquim, são modelos de vida conjugal e familiar, abertos e fiéis `a aliança com Deus, confiantes no cumprimento da promessa feita a Israel, realizada em Cristo Jesus.


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia", Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra


terça-feira, 22 de julho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - ADUBAR AS RAÍZES


O pedido que Jesus faz a multidão para atravessar o lago e ir para a outra margem com ele, é muito sugestivo (Mt 8, 18-22). Este relato pode ser interpretado como um convite de aproximação à própria pessoa do Cristo. Mateus destaca alguns desafios e enfatiza certas decisões radicais necessárias para o enraizamento do desejo de seguir a Cristo. Ele mostra que nosso propósito, deve ser bem discernido e arraigado, não pode partir de uma decisão precipitada, superficial, ou tomada por impulso, para que, quando vierem as dificuldades, elas não nos façam desistir.
No relato, Mateus escreve sobre o mestre da lei que precipitadamente disse a Jesus que o seguiria aonde quer que ele fosse. Jesus, que conhece bem os corações, percebe isso, e o ajuda a tomar a decisão de uma forma sólida e enraizada. Ao dizer para o mestre da lei que ele mesmo não teria onde recostar a cabeça, Jesus não quer colocar um empecilho ao desejo, mas quer tornar mais forte o propósito daquele que deseja segui-lo. É como se colocasse adubo para fortificar as raízes, e ajudar num aprofundamento do desejo. Se o que o mestre da lei falou para Jesus foi por impulso, tem agora a chance de discernir, deparando-se com uma das condições que o seguimento irá exigir dele. É a sua chance de dar uma resposta mais convicta.
            Mateus também fala do outro discípulo que era apegado aos seus familiares. O discípulo queria seguir, mas colocava condições. Seu desejo então não é radical, não tem boas raízes, pois qualquer contestação da família poderia fazer com que ele desistisse. Jesus exorta-o dizendo que o seguimento deve ser incondicional, mesmo quando vai contra a vontade da própria família, que era supervalorizada na época e pesava muito sobre qualquer decisão.
Com este relato, Mateus mostra que nosso propósito de seguir a Cristo só será concretizado, se o colocarmos em primeiro lugar na nossa vida. E por isso, a necessidade de discerni-lo e enraizá-lo bem. Tendo a certeza de que o próprio Cristo nos ajudará, ele vai adubar nossas raízes para que não sejamos arrancados dos nossos propósitos quando enfrentarmos os desafios do seguimento.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

NOSSA SENHORA DO CARMO - 16 DE JULHO


Hoje é dia de Nossa Senhora do Carmo.  A Ordem do Carmelitas tem este nome por alusão ao Monte do Carmo, onde alguns eremitas, no século XII, recolheram-se para se dedicar ao louvor de Deus, à semelhança do profeta Elias.  Puseram-se sob o patrocínio da Virgem Maria, conhecida como a Senhora do Carmo ou do Carmelo..  

Expulso pelos sarracenos, no século XII, os monges vieram para o Ocidente, fundando vários mosteiros.  No século XVI, na Espanha, o Carmelo foi renovado, com a influêncio dos míticos Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz.

O Carmelo é sinal de recolhimento e de oração para toda a Igreja, e é apelo ao sagrado e à contemplação.  Por isso, hoje olhamos para Maria, na perspectiva do Carmelo, e a vemos como modelo, estímulo e mestra de vida interior, pela intimidade com o Pai, em Cristo, seu Filho, mediante o Espírito Santo.

Hoje também é a festa do escapulário.  Segundo a tradição carmelita, Nossa Senhora teria entregado o Escapulário do Carmelo, em 1251, a São Simão Stock, como símbolo da proteção da Virgem para que os usam.  O escapulário é um dos sacramentais da Igreja Católica.


Fonte: "Nossos Santos de Cada Dia" 
Dom Edson de Castro Homem, Ed. Casa da Palavra

sexta-feira, 11 de julho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - O VALOR DA ORAÇÃO


Orar é abrir a alma para Deus. Se você pode, neste momento, faça-o proclamando as glórias do Senhor com seus lábios. Se o local ou as circunstâncias não favorecerem, reze mentalmente. Se tem a Bíblia à mão, reze com os Salmos. Se está caminhando, reze contemplando a natureza e dando glórias a Deus por tanta beleza.

Tudo deve nos levar à oração, conforme nos diz a mensagem de Jesus: “Orai, sem cessar. ” Em tudo, e, de modo mais acentuado, nas dificuldades, devemos nos lembrar também que o Cristo disse: “ Quem quer me seguir, tome a sua cruz de cada dia e siga-me. ” Se o mal nos ameaçar e as inclinações nos estimularem ao pecado, recordemos as palavras do Mestre: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. ”

 Que a nossa oração seja perseverante. Saibamos esperar a “hora de Deus”. Nem sempre Ele nos atende quando queremos e como queremos. Mas sempre considera as nossas orações. Confiemos em suas palavras: “Tudo que pediremos ao Pai em meu Nome Ele vos concederá”. Saibamos pedir e, com toda a certeza, receberemos grandes bens.

Algumas atitudes poderão dificultar as nossas orações. Por exemplo, a autossuficiência que nos faz confiar somente em nós e desprezar a pessoa do próximo; O egoísmo que nos levará a rezar somente por nós; A falta de atenção para com as coisas e Deus e a escravidão aos bens materiais que são passageiros. Pensemos em tudo isso e busquemos melhorar e intensificar as nossas orações e descobriremos o quanto somos capazes, sobretudo se confiarmos mais em Deus e no seu Plano de Amor por todos nós.


 Padre Jac - Pároco da Catedral de São Pedro de Alcântara  / Diocese de Petrópolis/RJ

segunda-feira, 30 de junho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - "Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito"

Diferentemente da proposta dos judeus da época de Jesus, que tinham como ponto auge do ser humano a prática da justiça: “dente por dente, olho por olho”. Para Cristo o auge do ser humano é ser como Deus e agir a partir do amor gratuito e incondicional a todos.
A lei em que os judeus baseavam sua fé recomendava-os a agir sempre de forma justa: amar os amigos e odiar os inimigos (cf. Mt 5, 43). É como se quando alguém nos fizesse um mal, poderíamos por justiça, retribuir este mal na mesma medida. Para eles Deus age assim, limitado a própria justiça.
Porém, Cristo nos mostra que o Deus que ele ensina a chamar de Pai é diferente. Ele não age segundo a justiça, sua relação conosco não se baseia na justiça, mas no amor gratuito. Por isso Jesus diz que o Pai faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair à chuva sobre justos e injustos (cf. Mt 5, 45), e nós como filhos deste Pai que é amor, devemos agir como Ele: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48). Este é o convite feito ao cristão para conviver com seus irmãos não segundo a justiça, mas segundo o amor.
Neste mundo marcado pela injustiça, quem é justo já tem um grande mérito, já pode ser considerado “grande”. Porém, Deus deseja que avancemos mais, nós podemos ser como Deus e viver segundo o amor. Para isso é preciso amar não só os amigos, mas a todos, mesmo aqueles que nos fazem mal. “Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tonareis filhos do vosso Pai que está nos céus” é o que está escrito em Mt 5,44-45.
Tornar-se filho do Pai que está nos céus, é ser como Jesus, aquele que viveu e deu a vida não só para os seus amigos, não só para os que o aceitaram, mas a todos. Inclusive, no alto da cruz, ele pediu o perdão a Deus para aqueles que estavam matando-o: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
Muitos devem estar se perguntando: Como amar alguém que me magoou profundamente e que deixou meu coração ferido? Esta é uma pergunta muito pertinente, pois quase todos vivem de alguma forma essa experiência. Porém o que Jesus nos pede está no nível da nossa ação, não no nível dos sentimentos, pois nós não temos controle sobre eles. Por mais que nossa razão queira, ela não pode controlar os sentimentos. Assim, é muito difícil, ou poderíamos dizer que é impossível que se possa cultivar sentimentos bons a alguém que nos cause magoas profundas. Mas Jesus não nos pede isso, ele nos pede algo que é possível. Seu desejo é de que a nossa conduta, ou a nossa prática seja a mesma prática de Deus: a caridade, o amor.  O que ele deseja é que nossa relação com alguém que nos fere, não seja baseada na justiça, mas na caridade e no serviço. Por mais que seja justo não devemos revidar um mal. Nós devemos agir segundo o desejo de ser como Deus.
Deus é a plenitude do amor, e viver nesse amor é a plenitude do ser humano, ou seja, o ponto auge que queremos chegar: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

Fagner Dalbem Mapa, C.Ss.R.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - EUCARISTIA: SIMBIOSE COM CRISTO


Celebrar a Solenidade de Corpus Christi é a oportunidade para reafirmamos a nossa fé na Eucaristia, ação de graças, presença viva do Cristo nas espécies do pão e do vinho, como também é oportunidade de refletirmos sobre a ação deste sacramento de Amor em nossa vida de cristãos. A festa que remonta ao século XIII, ressalta o lugar central que a Eucaristia deve ocupar em nossa comunidade eclesial e em nossos corações. Minha participação na Eucaristia produz em mim algum efeito? Pensando nesta pergunta, lembramo-nos da palavra “simbiose”, que quer dizer, entre outras coisas, associação e entendimento íntimo entre duas pessoas. É exatamente este movimento que deve acontecer em nossa vida cristã, cada vez que nos aproximamos da mesa eucarística.

Santo Afonso de Ligório compreende bem esse movimento de íntima união e sadia dependência. Para falar sobre a Eucaristia, não poupa sentimentos e afetos, sua linguagem é apaixonada e ardente, porque reconhecimento do amor real que acontece entre Deus e o cristão: “O amor sempre tende para a união. Por isso quis Cristo que o recebêssemos como alimento, pois as pessoas que mais intensamente se amam, desejam estar juntas até fundir-se em uma só”.  Pela nossa participação no banquete eucarístico, realiza-se nossa comunhão plena com Cristo, que se expande na relação com o próximo e com toda a humanidade. Todos são convidados para participarem da ceia eucarística, especialmente os mais explorados e excluídos de nossa sociedade, realização da promessa do Reino que já se adianta. Estamos ligados pelo “pão da vida”, por isso, em qualquer lugar onde participamos do sacrifício eucarístico, sentimo-nos em casa, numa única família.

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 56). Esta palavra deve ser assimilada com fé cada vez que recebermos a eucaristia, para que, desta forma, tornemo-nos consanguíneos de Cristo, enxertados em seu próprio corpo, formando o mesmo ser “crístico”, como dizem os padres da Igreja. O corpo de Cristo é formado de toda vida cósmica, de todo trabalho humano. Cada vez que comungamos, realiza-se uma união não somente afetiva, mas efetiva e real com Cristo, que em nenhum outro momento experimentamos tal comunhão de Amor: “De tal forma Jesus penetra a alma e se assemelha ao corpo, que já não somos nele senão uma só e mesma coisa”, diz Santo Afonso. Ao tornar-se pão, alimento de divinização e força de ressurreição, sua vida divina penetra nossa humanidade, configurando-a a si próprio.

O significado da Eucaristia parece estar bastante obscurecido ultimamente. Muitas vezes esquecemos o significado primeiro da Eucaristia. Quando nos reunimos ao redor da mesa para comungarmos pão e vinho transformados em Corpo e Sangue, esquecemos que pão e vinho são também alimento, portanto a Eucaristia é o meio pelo qual nos comunicamos, nos fazemos irmãos uns dos outros, nos humanizamos. Alimentamo-nos não de um pão comum e cotidiano, mas do Corpo e Sangue de Cristo plenificados, que dão sentido novo para a existência, realizando a nossa união íntima com Jesus, tornando-nos um só corpo e uma só carne.

A comunidade é integrada no Corpo de Cristo, por isso, ninguém pode ficar fora desta comunhão. Por mais que sentimentos de indignidade ou de culpa pareçam querer nos afastar da comunhão eucarística, não nos esqueçamos deste conselho de Santo Afonso: “E se te vires frio nesse amor, não te afastes por isso da eucaristia. Quem, por estar sentindo frio, quer afastar-se do fogo? Confia-te totalmente à misericórdia do Senhor, pois quanto mais enfermo se encontra alguém, tanto mais necessidade tem de médico”.

Rodrigo Costa 

Fonte:  http://www.provinciadorio.org.br/artigo


sábado, 21 de junho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - VISITANDO O JARDIM DE DENTRO



"Apesar de tudo, vem aí a Primavera!" Assim nosso poeta Carlos Drummond de Andrade saudou a primavera de 1981, num texto publicado no JB de 01 de setembro.

Quando ela chega e a boa nova anda nos campos, começamos a sonhar juntos e a inventar canções que trazem sol, embora nem sempre aprendemos a lição que já sabemos de cor...

Eis a sutil sugestão do poeta: Se na primavera não houver jardim por perto, visitemos o jardim de dentro, jardim que nem sempre visitamos! Que sensibilidade – própria do olhar que só os poetas têm! Drummond alerta para uma lição sabida de cor, mas esquecida, neste tempo de esperança!

Ele foi ao ponto, deixou-nos uma lição que só nos resta aprender – na primavera também visitar o jardim de dentro! Santa Teresa d’Avila chamou-o de Castelo Interior! Segundo esta carmelita singular, é neste castelo de dentro que deveríamos sempre morar, pois neste jardim de dentro vive Deus. E para ela, só Deus basta!

De fato, há dentro de cada pessoa um jardim, um espaço cheio de pétalas de silêncio, com flores sagradas e ramos de serenidade, paisagens de quietude e de paz, uma área nobre isenta de perturbação, com troncos de fortaleza, cujas raízes estão no Criador! Neste jardim de dentro tudo floresce, pois é espaço sagrado, unicamente habitado por Deus! Neste espaço não cabem pessoas, coisas, pensamentos, reflexões, preocupações, paixões, temores, receios, ressentimentos, mágoas, isolamento – cabe apenas Deus! Este espaço de quietude, o jardim de dentro, é o seu sacrário pessoal!

Muitos têm dificuldade de experimentá-lo e senti-lo, sobretudo no nosso tempo, tempo de correria e de falta de tempo para silenciar, calar, repousar, ouvir, rezar, meditar, sentir!

Hoje, há muita gente fechada fora de casa, incapaz de entrar, prisioneira da exterioridade, vivendo em castelo exterior, em jardins de fora! Muitos têm medo de olhar para dentro de si, receio de entrar em contato com esta região nobre para fazer uma profunda experiência de silêncio e abandono, encontrar a Deus e se entreter tão somente com Ele...
E por que? Receiam entrar em contato com o passado, para não reviver memórias de angústias, perdas, mágoas, fracassos, erros, desenganos, frustrações, solidão...

No nosso tempo – tempo de jardins de fora – o homem sabe o que há em outros planetas, mas ignora o que há no seu jardim de dentro e do que mais precisa o seu coração! Vivemos numa cultura da exterioridade, justamente quando o homem tem mais necessidade de interioridade, a fim de encontrar com o Absoluto que vive dentro de si e dá sentido à sua vida!

Como visitar o jardim de dentro? Santo Ambrósio disse que o convite de Jesus a entrar na própria casa e fechar as portas do quarto para rezar (Mt 6,1-4), não se refere ao quarto cercado de paredes; é também o quarto que está em cada um de nós – o nosso jardim de dentro!

Foi o que descobriu Santo Agostinho, depois de tanto andar nos jardins de fora: Tu estavas dentro de mim e eu fora de Ti, e Te procurava nessas formas de beleza que são tuas criaturas (Confissões - 10,27).
Que bela confissão: Santo Agostinho procurando Deus nos jardins de fora, e Deus aguardando por ele no seu jardim de dentro – Tu estavas dentro de mim e eu fora de Ti!

Não rezemos muito, mas, sempre! A oração ajuda-nos a entrar no jardim de dentro, a ficar no Castelo pessoal e interior, para assim encontrar o Senhor da vida e ficar sob o seu olhar!

Ela, a oração, é essencial, não apenas para entrar no jardim, mas, também, para dentro dele permanecer descobrindo a face do Senhor!


Dom Abade Felipe da Silva
Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro/RJ

Fonte: Opinião e Notícias - 30/05/2014
Arquidiocese de Belo Horizonte/MG

sexta-feira, 13 de junho de 2014

LEGIÃO DE MARIA - ALOCUÇÃO



Alocução – Junho 2014

"A primeira coisa que queria chamar atenção é o momento da Páscoa. 

E a Igreja nos convida a viver os 50 dias que nos preparamos para o Pentecostes. A liturgia nos apresenta a despedida de Jesus, que também é a Ascensão de Jesus.

Para confortar os discípulos, virá o Espírito Santo,, aquele  que nos mostra que a cruz não é o fim. Jesus faz a promessa e a cumpre: os discípulos não iriam ficar sozinhos.

O Espírito Santo, é o Espírito da verdade, que veio depois de Jesus para estar junto de nós. É o Espírito Santo que vai nos ajudar a exercer a nossa missão na Igreja.

A leitura do manual nos mostra que se não estivermos unidos a Cristo, não teremos força para o nosso trabalho. Não temos sabedoria sozinhos, , precisamos estar cheios do Espírito Santo para exercermos bem o nosso apostolado, e ser instrumentos de Jesus e Maria, para propagar a palavra de Deus". 



Pe.Fábio Siqueira – diretor espiritual do Senatus RJ

quinta-feira, 12 de junho de 2014

LEGIÃO DE MARIA EM APARECIDA/2014 - VÍDEO


LEGIÃO DE MARIA - APARECIDA 2014



Legionários de Maria meditam a Via Sacra na Casa da Mãe Aparecida


A Romaria da Legião de Maria trouxe representantes de diversas regiões do Brasil ao Santuário Nacional de Aparecida, neste sábado (31).

Reunidos em frente à Tribuna Papa Bento XVI, os legionários de Maria meditaram a Via Sacra recordando o tema da Campanha da Fraternidade deste ano de 2014 ‘Fraternidade e Tráfico e o Tráfico Humano’. A Romaria da Legião de Maria é realizada anualmente desde 1956.

Segundo o padre Sebastião Sá Lima da Arquidiocese de Fortaleza (CE), A Legião de Maria é o exército em ordem de batalha com Maria para caminhar com Jesus Cristo.

“Quando nos dedicamos com legionários e legionárias estamos a serviço da Igreja nas mais diversas pastorais, de modo especial, na comunidade onde nós nos encontramos”, afirmou.
Padre Sebastião explicou que no trabalho legionário se conservam as famílias, os doentes, a catequese e a evangelização. Os legionários de Maria fazem visitas domiciliares a idosos, famílias enlutadas, doentes e sempre que houver necessidade de uma palavra amiga e confortadora. Visitam também hospitais, presídios, orfanatos, asilos; dentro da área consignada à Paróquia.

A Santa Sé reconheceu neste ano de 2014 a Legião de Maria como Associação Internacional de Fiéis.

A Associação nasceu em 1921 na Irlanda, por iniciativa de um pequeno grupo guiado por Frank Duff, funcionário do Ministério das Finanças e depois Secretário particular do Ministério da Defesa irlandês. Ao longo dos 93 anos de existência, a associação espalhou-se por todo o mundo.


 Polyana Gonzaga , 31 de Maio de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

LEGIÃO DE MARIA - O DESAFIO DA FÉ


                                              O desafio da fé


Acreditar e entregar a vida nas mãos de Deus pela fé, não é tão simples. É um desafio, é um pouco exigente. Pois crer, e se entregar ao que não é possível ver e tocar é realmente um desafio para o ser humano. Podemos perceber isso quando nos deparamos com uma novidade. Nossa reação é a de querer explorar ao máximo, não se contentar em apenas com a informação de um dos nossos sentidos, ou seja: “ver” penas com os olhos. Sentimos a necessidade de “ver” também com as mãos. Por isso que quando vamos a uma exposição de arte, sempre encontramos em torno da obra uma “cerquinha”, para que as pessoas não toquem. Às vezes tem até uma placa pedindo para não tocar. Isso faz parte da nossa natureza, é muito forte em nós. A criança que está descobrindo o mundo além de ver, quer pegar. E se não bastasse, precisa colocar na boca pra sentir o gosto. E depois, ainda fica segurando um tempão bem firmemente em suas mãos, se alguém tirar, ela chora.

Por isso que a fé é um grande desafio para nós, pois a maior esperança da nossa vida, nossos sonhos, desejos e projetos são colocados em algo que não nos parece nada concreto, na fé em Deus. É pelo caminho da fé, que Deus quis que nos encontrássemos com Ele. E fé não é algo concreto que podemos ver, tocar, colocar na boca ou segurar. Não é uma posse. Na verdade, é ela que nos possui, pois a ela nos entregamos.

Tomé representa o ser humano diante desse desafio (cf. Jo 20,19-31). No personagem “Tomé”, vemos claramente essa característica e necessidade humana de ter uma experiência concreta para poder confiar. Por isso confiamos tanto na ciência e em suas demonstrações, contudo temos dificuldade de nos entregarmos plenamente à fé em Deus.

Os companheiros de Tomé tiveram uma experiência com Jesus e disseram a ele: “nós vimos o senhor”. Como Tomé não teve uma experiência parecida, ele não conseguiu acreditar: “se eu não o vir e nem toca-lo não acreditarei”. Essa é uma tendência comum em todos nós

Então como podemos superar essa nossa dificuldade de acreditar, de nos lançarmos na fé e confiar plenamente em Deus? A resposta está também com o personagem Tomé. É preciso ter uma experiência com o Cristo, assim como Tomé teve. E isso só é possível se estivermos em comunidade.

Tomé só pôde ter a experiência com o Cristo ressuscitado quando estava junto com a comunidade. Nossa experiência com Cristo acontece através dela. Não quer dizer não possamos ter uma quando estamos sozinhos, mas o que eu o Evangelho mostra, é que a entrega à fé se torna mais fácil, quando estamos em comunidade, pois nela é onde o Espírito é soprado, onde Deus derrama a sua paz.

Quando se está em comunidade, enfrentam-se os problemas, celebram-se festas e pode-se ver a ação de Deus com maior clareza de fé. É a comunidade que nos coloca diante de Jesus para que possamos ter uma experiência com Ele. Se nos afastamos dela, perdemos a oportunidade de viver as experiências que ele a proporciona, e assim a entrega à fé é mais difícil. Ouviremos nossos irmãos dizendo que viram o Senhor, mas não acreditaremos. É preciso participar da experiência da comunidade para fortalecer nossa fé.

Fagner Dalbem Mapa, C.Ss.R.
http://www.sabordafe.com